<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[o absurdo]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://absurdo.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[Eduarda Sousa]]></author_name><author_url><![CDATA[https://absurdo.wordpress.com/author/absurdo/]]></author_url><title><![CDATA[Primeiro rascunho sobre 2666, de Roberto&nbsp;Bolaño]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong><img data-attachment-id="1741" data-permalink="https://absurdo.wordpress.com/2009/07/06/primeiro-rascunho-sobre-2666-de-roberto-bolano/bolano/" data-orig-file="https://absurdo.files.wordpress.com/2009/07/bolano.jpg?w=216&#038;h=283" data-orig-size="216,283" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="bolano" data-image-description="" data-medium-file="https://absurdo.files.wordpress.com/2009/07/bolano.jpg?w=216&#038;h=283?w=216" data-large-file="https://absurdo.files.wordpress.com/2009/07/bolano.jpg?w=216&#038;h=283?w=216" class="alignleft size-full wp-image-1741" title="bolano" src="https://absurdo.files.wordpress.com/2009/07/bolano.jpg?w=216&#038;h=283" alt="bolano" width="216" height="283" srcset="https://absurdo.files.wordpress.com/2009/07/bolano.jpg 216w, https://absurdo.files.wordpress.com/2009/07/bolano.jpg?w=114&amp;h=150 114w" sizes="(max-width: 216px) 100vw, 216px" />Roberto Bolaño</strong> (1953-2003) colocou os americanos a lerem <strong>2666</strong>. Ou melhor, 2666 é que colocou os EUA a olharem novamente para o escritor chileno porque este já tinha morrido quando o livro saiu em 2008. Depois do sucesso comercial de <em>Os Detectives Selvagens</em>, 2666 voltou a receber a atenção da imprensa americana ,recolhendo críticas extremamente positivas em todos os jornais e suplementos culturais de referência do país.</p>
<p>Um ano depois da morte do autor, 2666 já estava nas estantes das livrarias espanholas. Bolaño esperava que a sua obra-prima desse origem a cinco livros individuais, mas tal nunca chegou a acontecer, publicando-se todos os capítulos num só volume.</p>
<p style="text-align:justify;">É da primeira parte que que para já escreverei aqui algumas palavras. Um quarteto de jovens académicos &#8211; Jean-Claude Pelletier (Francês), Piero Morini (Italiano), Manuel Espinoza (Espanhol) e Liz Norton (Inglesa) – encontram-se em colóquios para discutirem o trabalho de um escritor alemão obscuro, Benno von Archimboldi, que desapareceu do mapa, tendo sido visto apenas pelo seu editor uma vez durante décadas. Todos se vão apaixonar por Norton e o leitor irá deparar-se com um quadrado amoroso. Morini é o que aguarda em silêncio. Espinoza, Pelletier e Norton quase escorregam para um <em>ménage à trois</em>.</p>
<p>Lá para o meio da narrativa, Pelletier e Espinoza envolvem-se num terrível acidente em Londres. Julgamos que ambos estão perdidos e vão acabar por ali, a expiarem o amor cego que sentem por Norton, com as mulheres que procuram desenfreadamente nos seus países. Mas tudo passa, Bolaño é cruel, e quase nos esquecemos deste “pequeno” incidente que nos zanga com aqueles dois e nos aproxima de Morini.</p>
<p style="text-align:justify;">Na parte final deste primeiro capítulo, Liz, Pellitier e Espinoza partem para o México porque ouviram dizer que Archimboldi poderia andar por lá. Não encontram nada e Bolaño aproveita para dar conta dos crimes que andam a ocorrer em Santa Teresa: centenas de mulheres, com sinais de violações e torturas, têm aparecido mortas nos últimos anos.</p>
<p style="text-align:justify;">Os três parecem não dar muita importância ao assunto e seguem as suas vidas: Liz regressa a Londres e mais tarde encontra-se com Morini; Pellieter aproveita para colocar a leitura em dia e Espinoza envolve-se com uma vendedora de tapetes.</p>
<p style="text-align:justify;">Os quatro andam por aí, perdidos, e nós seguimo-los, ávidos, sem nos importarmos muito se vão descobrir o escritor ou não. Também não sabemos muito bem porque os seguimos. Vamos e pronto. É estranho, nunca tinha sentido esta sensação com outro autor. Roberto Bolaño magnetiza-nos por completo a atenção, qual mago negro.</p>
<p style="text-align:justify;">Deixo-vos com as últimas palavras do capítulo que pertencem a Norton,</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>No sé cuánto tiempo vamos a durar juntos, decía Norton en su carta. Ni a Morini (creo) ni a mí nos importa. Nos queremos y somos felicies. Sé que vosotros lo comprenderéis.</em></strong></p>
</blockquote>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://i0.wp.com/absurdo.wordpress.com/files/2009/07/bolano.jpg?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[216]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[283]]></thumbnail_height></oembed>