<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[o absurdo]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://absurdo.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[Eduarda Sousa]]></author_name><author_url><![CDATA[https://absurdo.wordpress.com/author/absurdo/]]></author_url><title><![CDATA[Pequeno apontamento sobre as Cores da Infâmia de Albert&nbsp;Cossery]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><img data-attachment-id="1919" data-permalink="https://absurdo.wordpress.com/2009/09/18/pequeno-apontamento-sobre-as-cores-da-infamia-de-albert-cossery/attachment/112/" data-orig-file="https://absurdo.files.wordpress.com/2009/09/112.gif?w=104&#038;h=165" data-orig-size="104,165" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="112" data-image-description="" data-medium-file="https://absurdo.files.wordpress.com/2009/09/112.gif?w=104&#038;h=165?w=104" data-large-file="https://absurdo.files.wordpress.com/2009/09/112.gif?w=104&#038;h=165?w=104" class="alignleft size-full wp-image-1919" title="112" src="https://absurdo.files.wordpress.com/2009/09/112.gif?w=104&#038;h=165" alt="112" width="104" height="165" />Este ano li mais um do Cossery &#8211; <strong>As Cores da Infâmia</strong>. Faltam-me 5. Qualquer dia chateio-me e compro os restantes, ao contrário do que escrevi <a href="https://absurdo.wordpress.com/2008/06/24/um-preguicoso-inteligente-e-alguem-que-reflectiu-acerca-do-mundo-em-que-vive/" target="_blank">aqui</a>. Gosto demasiadamente deste sacana preguiçoso para ir doseando a sua leitura.</p>
<p>Esperamos 15 anos até o escritor egípcio nos apresentar a sua última obra, <em>As Cores da Infâmia</em>, depois de ter publicado em 1984<em> Uma Ambição no Deserto</em>. Um manancial precioso, carregado da mais pura ironia, onde os vencedores são sempre os mendigos que têm como ocupação o roubo. O protagonista é Ossama, um ladrão astucioso que se veste como os ricos. Num dos seus trabalhos, rouba a carteira a um promotor imobiliário. Lá encontra uma carta que prova a responsabilidade do promotor no desabamento de um prédio que causou a morte a vários inquilinos. O centro da intriga é este. Depois é só rir com o mundo caótico apresentado por este escritor egípcio, onde o roubo ilegal dos pobres é mais legitimo que o dos poderosos.</p>
<p>Leiam lá alguns excertos,</p>
<blockquote><p><em>&#8211; É isso mesmo que te reprovo. Não há nada de mais imoral do que roubar sem riscos. É o risco que nos diferencia dos banqueiros e dos seus émulos que praticam o roubo legalizado com a cobertura do governo. Não te inculquei a minha arte para te tornares um ladrão de cinema cuja única preocupação é não desagradar ao seu público&#8221; (p. 72)</em></p>
<p><em>&#8220;Nenhum regime político impedirá de roubar. Estou certo de que sempre poderei exercer a minha profissão. E esta certeza não existe em nenhuma outra categoria de trabalhadores. Alguma vez viste um ladrão no desemprego? (p. 87)</em></p></blockquote>
<p>Nenhum escritor me arranca mais sorrisos do que este maldito.</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://i0.wp.com/absurdo.wordpress.com/files/2009/09/112.gif?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[104]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[165]]></thumbnail_height></oembed>