<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[o absurdo]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://absurdo.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[Eduarda Sousa]]></author_name><author_url><![CDATA[https://absurdo.wordpress.com/author/absurdo/]]></author_url><title><![CDATA[&#8220;contra a manhã&nbsp;burra&#8221;]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>acordo cedo e, enquanto preparo o pequeno-almoço, vejo que o colega do quarto ao lado me roubou subrepticiamente dois ovos para preparar um puré instantâneo. o outro acabou agora mesmo de utilizar o meu detergente para a máquina da roupa, mesmo debaixo do meu nariz. estupores. regresso ao quarto e enquanto bebo o café abro à sorte o <em>contra a manhã burra</em> do miguel-manso e leio este poema tailandês,</p>
<blockquote><p><em><strong>Casamento de Bangkok</strong></p>
<p>&#8220;disse-me</p>
<p>aprendi o essencial de tailandês<br />
para não me perder na rua<br />
saber o que vou comer nos restaurantes<br />
dizer-lhe que a amo</p>
<p>mas não o suficiente para<br />
lhe explicar o porquê</p>
<p>por isso<br />
aponto com o olhar as árvores do pomar<br />
são o nosso pequeno resguardo<br />
de beleza</p>
<p>seguimos o perfume<br />
ela sabe</em></p></blockquote>
<p>depois penso que está na altura de mudar de casa.</p>
]]></html></oembed>