<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Um sítio perfeito para se crescer.]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://acasaamarela.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[acasaamarela]]></author_name><author_url><![CDATA[https://acasaamarela.wordpress.com/author/acasaamarela/]]></author_url><title><![CDATA[O &#8220;Bê-a-Ba&#8221; das&nbsp;Birras.]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><span style="font-family:Tahoma;font-size:small;"><a href="https://acasaamarela.files.wordpress.com/2013/11/b1.jpg"><img data-attachment-id="3075" data-permalink="https://acasaamarela.wordpress.com/2013/11/04/o-be-a-ba-das-birras/b1-4/" data-orig-file="https://acasaamarela.files.wordpress.com/2013/11/b1.jpg" data-orig-size="134,375" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="b1" data-image-description="" data-medium-file="https://acasaamarela.files.wordpress.com/2013/11/b1.jpg?w=107&#038;h=300" data-large-file="https://acasaamarela.files.wordpress.com/2013/11/b1.jpg?w=134" class="aligncenter size-medium wp-image-3075" alt="b1" src="https://acasaamarela.files.wordpress.com/2013/11/b1.jpg?w=107&#038;h=300" width="107" height="300" srcset="https://acasaamarela.files.wordpress.com/2013/11/b1.jpg?w=107&amp;h=300 107w, https://acasaamarela.files.wordpress.com/2013/11/b1.jpg 134w" sizes="(max-width: 107px) 100vw, 107px" /></a>   </span></p>
<p><span style="font-family:Tahoma;font-size:small;">Há frases que nos ficam para sempre, ou pelo seu peso emocional ou pela sua lógica incontornável. Na universidade e muitas vezes após isso, eu tive o privilégio de ouvir o Prof. António Coimbra de Matos recordar-nos que </span><span style="font-family:Tahoma;font-size:small;">qualquer criança, e já agora qualquer pessoa em geral, precisa de uma mão que lhe dê carinho e de uma outra que lhe aponte os limites&#8230; Se o afecto é necessário para criar uma auto estima forte, os limites são igualmente necessários para dar ao indivíduo a noção de que está seguro. </span></p>
<p><span style="font-family:Tahoma;font-size:small;">Se uma criança se aperceber que consegue vencer a mão que aponta os limites, que consegue controlar os adultos à sua volta no sentido de os levar a fazer o que ela quer, ela começará a interrogar-se sobre quem então terá a força suficiente para a proteger caso ela disso precise. Até que ponto não serão então as &#8220;birras&#8221; uma forma de testar a força do adulto e, consequentemente, o nível de segurança que este pode oferecer?</span></p>
<p><img class="aligncenter" alt="b4" src="https://acasaamarela.files.wordpress.com/2013/11/b4.jpg?w=118&#038;h=224" width="118" height="224" /></p>
<p><span style="font-family:Tahoma;font-size:small;">O passo mais difícil de amar é dizer que &#8220;não&#8221;. É dizê-lo quantas vezes for necessário até o outro perceber que nós jamais desistiremos dele &#8211; e do seu destino, e da sua segurança. Dizer &#8220;não&#8221; não é não gostar de alguém, muito pelo contrário; é gostar muito dessa pessoa. Porque nada é mais fácil do que dizer &#8220;sim&#8221;.</span></p>
<p><img class="aligncenter" alt="b2" src="https://acasaamarela.files.wordpress.com/2013/11/b2.jpg?w=102&#038;h=214" width="102" height="214" /></p>
<p><span style="font-family:Tahoma;font-size:small;">Só deve haver receio de impôr as regras se não gostarmos ou não estivermos presentes o suficiente, e houver de facto o risco da criança se sentir mal amada e rejeitada. Regra geral, nas famílias com que nos cruzamos no nosso dia a dia, não é isso que acontece. O afecto e a rotina estão presentes logo, não há que temer o colocar de limites às crianças. Elas têm a perfeita noção de que gostamos delas. Têm então agora de adquirir um conjunto de novas &#8220;noções&#8221;: têm que entender que elas são crianças&#8230; que os outros é que são adultos&#8230; que os adultos detêm o poder porque elas ainda não estão preparadas para decidir por si&#8230; e que birra alguma irá alterar isso.</span></p>
<p><span style="font-family:Tahoma;font-size:small;">Cada birra que uma criança &#8220;vence&#8221; no exterior, perde-a na realidade, dentro de si.</span></p>
<p><span style="font-family:Tahoma;font-size:small;">  </span></p>
<p><span style="color:#333333;">Catarina Correia Santos</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Psicóloga Clínica e Directora d&#8217; A Casa Amarela</span></p>
<p><img class="aligncenter" alt="b3" src="https://acasaamarela.files.wordpress.com/2013/11/b3.jpg?w=83&#038;h=150" width="83" height="150" /></p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://acasaamarela.files.wordpress.com/2013/11/b1.jpg?w=107&fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[107]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[299]]></thumbnail_height></oembed>