<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Ano Internacional da Astronomia | 2009]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://aia2009.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[aia2009]]></author_name><author_url><![CDATA[https://aia2009.wordpress.com/author/aia2009/]]></author_url><title><![CDATA[Grande Mancha Vermelha de&nbsp;Júpiter]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>Foram obtidas novas imagens de temperatura por alguns dos maiores telescópios terrestres que evidenciam os redemoinhos de ar quente e regiões frias nunca antes observadas no interior da Grande Mancha Vermelha de Júpiter.</p>
<p>Com estas novas imagens, os cientistas puderam fazer o primeiro mapa detalhado das condições meteorológicas no interior desta tempestade gigante, relacionando a sua temperatura, ventos, pressão e composição, com a sua cor.</p>
<p>&#8220;Esta é a primeira vez que vemos com grande detalhe o interior da maior tempestade existente no Sistema Solar,&#8221; diz Glenn Orton, que liderou a equipa de astrónomos que reuniu pesquisadores do <em>Very Large Telescope</em>, do Observatório Europeu do Sul, e por outros grandes telescópios terrestres.</p>
<p>A Grande Mancha Vermelha de Júpiter tem sido observada, há séculos, com observações contínuas da sua forma desde o século XIX. A mancha, que é uma região fria &#8211; cerca de -160º Celsius &#8211; é tão grande que caberiam cerca de três planetas Terra no seu interior.</p>
<p><strong>Maior tempestade do Sistema Solar</strong></p>
<p><a href="https://aia2009.files.wordpress.com/2010/03/macha-de-jupiter1.jpg" target="_blank"><img data-attachment-id="1514" data-permalink="https://aia2009.wordpress.com/2010/03/22/grande-mancha-vermelha-de-jupiter/macha-de-jupiter-2/" data-orig-file="https://aia2009.files.wordpress.com/2010/03/macha-de-jupiter1.jpg?w=280&#038;h=334" data-orig-size="350,418" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="macha-de-jupiter" data-image-description="" data-medium-file="https://aia2009.files.wordpress.com/2010/03/macha-de-jupiter1.jpg?w=280&#038;h=334?w=251" data-large-file="https://aia2009.files.wordpress.com/2010/03/macha-de-jupiter1.jpg?w=280&#038;h=334?w=350" class="alignleft size-full wp-image-1514" title="macha-de-jupiter" src="https://aia2009.files.wordpress.com/2010/03/macha-de-jupiter1.jpg?w=280&#038;h=334" alt="" width="280" height="334" srcset="https://aia2009.files.wordpress.com/2010/03/macha-de-jupiter1.jpg?w=280&amp;h=334 280w, https://aia2009.files.wordpress.com/2010/03/macha-de-jupiter1.jpg?w=126&amp;h=150 126w, https://aia2009.files.wordpress.com/2010/03/macha-de-jupiter1.jpg?w=251&amp;h=300 251w, https://aia2009.files.wordpress.com/2010/03/macha-de-jupiter1.jpg 350w" sizes="(max-width: 280px) 100vw, 280px" /></a>&#8220;Até agora pensávamos que a Grande Mancha Vermelha tinha uma forma oval simples, sem grande estruturação, mas estes novos resultados mostram que, de facto, ela é extremamente complicada,&#8221; diz Orton.</p>
<p>As observações mostraram aos cientistas o sentido dos padrões de circulação do interior desta mancha que além de ser a maior, é também a mais duradoura tempestade do Sistema Solar.</p>
<p>As imagens codificadas em cores revelam que o vermelho mais intenso da Grande Mancha Vermelha corresponde a um núcleo quente no interior de um sistema de tempestade que é tipicamente muito frio.</p>
<p>As imagens mostram ainda faixas escuras nas bordas da tempestade, onde os gases estão a descer para regiões mais internas do planeta.</p>
<p><strong>Imagens térmicas e visíveis</strong></p>
<p>As imagens termicas foram quase todas obtidas com o instrumento VISIR, montado no <em>Very Large Telescope</em>, no Chile. As restantes foram obtidas pelo telescópio <em>Gemini Sul</em>, no Chile, e pelo telescópio Subaru (do Observatório Astronômico Nacional do Japão), no Havaí.</p>
<p>As imagens têm um nível de resolução sem precedentes e cobrem uma extensão maior do que a alcançada pela sonda espacial Galileo, da NASA, no fim da década de 1990.</p>
<p>Juntamente com observações da estrutura interna das nuvens, obtidas pelo telescópio <em>Infrared Telescope Facility</em> da NASA, no Havaí, o nível de detalhe térmico observado é, pela primeira vez, comparável a imagens obtidas na faixa da luz visível pelo Telescópio Espacial Hubble.</p>
<p><strong>Tempestade em quatro dimensões</strong></p>
<p>O instrumento VISIR permitiu mapear a temperatura, os aerossóis e da amónia no seu interior e em torno da tempestade. Cada um destes parâmetros diz como as condições climáticas e os padrões de circulação variam no interior da tempestade, tanto espacialmente (em 3 dimensões) como no decorrer do tempo.</p>
<p>As observações obtidas com o VISIR ao longo dos anos, em conjunto com observações feitas por outros instrumentos, revelam que a tempestade como um todo é incrivelmente estável, apesar da turbulência, das convoluções e dos encontros com outros anticiclones que afectam sua região periférica.</p>
<p>&#8220;Uma das descobertas mais intrigantes mostra que a cor laranja avermelhada mais intensa situada na parte central da mancha é cerca de 3 a 4 vezes mais quente do que o ambiente ao seu redor,&#8221; diz o autor principal do estudo, Leigh Fletcher.</p>
<p><strong>Vermelho quente</strong></p>
<p>Esta diferença de temperatura pode não parecer significativa mas é suficiente para permitir que a circulação da tempestade, feita normalmente no sentido anti-horário, se altere para uma circulação fraca no sentido horário mesmo no centro da tempestade.</p>
<p>Esta variação de temperatura é suficiente para alterar a velocidade do vento e afectar os padrões de nuvens em outras regiões de Júpiter.</p>
<p>&#8220;Esta é a primeira vez que podemos dizer que existe uma relação íntima entre as condições ambientais &#8211; temperatura, ventos, pressão e composição &#8211; e as cores reais da Grande Mancha Vermelha,&#8221; diz Fletcher.</p>
<p>&#8220;Embora possamos especular, ainda não sabemos ao certo quais os elementos químicos ou os processos que causam a intensa cor vermelha, mas sabemos agora que esta cor está relacionada com as variações das condições climáticas no coração da tempestade,&#8221; conclui ele.</p>
<h6>Autor: Redação do Site Inovação Tecnológica &#8211; 19/03/2010</h6>
<h6>Bibliografia:</h6>
<h6>Thermal Structure and Composition of Jupiter&#8217;s Great Red Spot from High-Resolution Thermal Imaging</h6>
<h6>Leigh N. Fletchera, G. S. Orton, O. Mousis, P. Yanamandra-Fisher, P. D. Parrish, P. G. J. Irwin, B. M. Fisher, L. Vanzi, T. Fujiyoshi, T. Fuse, A.A. Simon-Miller, E. Edkins, T.L. Hayward, J. De Buizer</h6>
<h6>Icarus</h6>
<h6>March 2010</h6>
<h6>Vol.: In Press</h6>
<pre><a href="http://www.eso.org/public/archives/releases/sciencepapers/eso1010/eso1010.pdf">http://www.eso.org/public/archives/releases/sciencepapers/eso1010/eso1010.pdf</a></pre>
<h6>Adaptado do site: <a href="http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=grande-mancha-vermelha-jupiter&amp;id=030130100319"><span style="color:#000000;">http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=grande-mancha-vermelha-jupiter&amp;id=030130100319</span></a></h6>
<p><span style="color:#000000;"><br />
</span></p>
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