<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Ano Internacional da Astronomia | 2009]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://aia2009.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[aia2009]]></author_name><author_url><![CDATA[https://aia2009.wordpress.com/author/aia2009/]]></author_url><title><![CDATA[Mais seis planetas que orbitam uma estrela semelhante ao&nbsp;Sol]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>A NASA, agência espacial norte-americana, anunciou a descoberta de seis pequenos planetas que giram em torno de uma estrela semelhante ao Sol.</p>
<p>Chama-se Kepler-11 e está a 2000 anos-luz de nós. Mas mesmo assim, o telescópio Kepler conseguiu identificar à sua volta seis planetas junto à estrela, cinco dos quais estão tão próximos que completam uma volta em menos de 50 dias (Mercúrio demora pouco menos de 88 dias para completar o seu ano). A descoberta é publicada hoje na edição online da revista<em>Nature</em>.</p>
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<p>“Estes seis planetas são uma mistura de rocha e gases, e possivelmente incluem água”, disse em comunicado Jack Lissauer, astrónomo da equipa do Kepler da NASA, que trabalha no Centro de Investigação Ames, na Califórnia. “O material rochoso faz a maioria da massa dos planetas, enquanto os gases são responsáveis por grande parte do volume”, disse o cientista, o primeiro de quase 40 autores do artigo publicado na <em>Nature</em>, e acrescentou que estes planetas “estão entre os exoplanetas confirmados com menor massa”.<br />
Os planetas chamam-se Kepler-11b, c, d, e, f e g, têm raios entre 1,97 e 4,52 vezes o da Terra. O mais distante, Kepler-11g, está mais perto da estrela do que Vénus está do Sol.</p>
<p>“É provável que haja mais planetas [neste sistema] que não sejam detectados pelo Kepler”, disse ao PÚBLICO Sérgio Sousa, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto. O Kepler é um óptimo telescópio a identificar os trânsitos dos planetas. Ou seja, identifica a diminuição mínima de luz de uma estrela, sempre que um planeta passa à frente dela, o que permite determinar o raio do planeta.</p>
<p>Mas há limitações: quanto mais longe o planeta estiver da estrela e mais pequeno for, mais difícil é ser identificado. Para lá do Kepler-11g, podem por isso existir mais planetas.Além disso, se o planeta estiver a girar em torno da estrela num plano acima da nossa linha de visão, vai ser impossível ver o trânsito do planeta.</p>
<p>No caso da Kepler-11a foi um verdadeiro bingo. Os planetas estão pertíssimo da estrela e estão juntos uns dos outros, fazendo com que haja uma grande influência gravítica medida pelo Kepler. Isto permitiu identificar as massas. Esta informação mais o que se sabe sobre a estrela —- um sol semelhante ao nosso — fez com que os astrónomos determinassem as composições do planetas.</p>
<p><strong>Candidatos a “Terra”</strong></p>
<p>Os seis planetas têm uma densidade menor do que a Terra. Segundo Jonathan Fortney, outro autor do artigo, os dois planetas interiores têm uma grande quantidade de água, e os mais exteriores já têm uma atmosfera de hidrogénio e hélio.</p>
<p>“Todos estes planetas começaram [a sua existência] com atmosferas de hidrogénio e hélio bem maiores. Vemos o remanescente dessa atmosfera nos planetas mais exteriores. Os mais próximos provavelmente perderam a maior parte [por estarem mais junto à estrela]”, sugeriu Fortney.</p>
<p>Para Sérgio Sousa estas hipóteses ainda são muito preliminares. “Estes planetas são mais maciços do que a Terra e, apesar de estarem mais perto da sua estrela, não sabemos como é a sua atmosfera, há várias composições possíveis”, explicou.</p>
<p>Uma das surpresas a emergir desta descoberta é que a formação destes seis planetas teve de ser muito mais acelerada do que os teóricos prevêem. De apenas cinco milhões de anos. “A ciência divide-se na teoria e nas observações e as duas vão ter de bater certo. Esta é uma observação que dará muitas ideias e muitas restrições aos teóricos”, antecipou o cientista.</p>
<p>Juntamente com este seis planetas, o Kepler tem uma avalanche de novos dados, anunciou a NASA. Há 1235 planetas candidatos que precisam da ajuda de outros aparelhos para se confirmar se são realmente planetas. Cinco deles são do tamanho semelhante à Terra e estão na região habitável. Por isso, teoricamente, podem albergar vida. Agora, é esperar que haja uma confirmação.</p>
<h5>in jornal Público, ver notícia <a href="http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/digam-ola-a-kepler11a-a-estrela-com-cinco-planetas-mais-proximos-que-mercurio-do-sol_1478365" target="_blank">aqui</a>: <a href="http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/digam-ola-a-kepler11a-a-estrela-com-cinco-planetas-mais-proximos-que-mercurio-do-sol_1478365" target="_blank">http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/digam-ola-a-kepler11a-a-estrela-com-cinco-planetas-mais-proximos-que-mercurio-do-sol_1478365</a></h5>
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