<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Amor em teoria]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://amoremteoria.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[[MJL]]]></author_name><author_url><![CDATA[https://amoremteoria.wordpress.com/author/mjmlm/]]></author_url><title><![CDATA[Amor em queda&nbsp;livre]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>[Na Prática]</p>
<p><a href="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2015/05/amor_q_livre.png"><img data-attachment-id="354" data-permalink="https://amoremteoria.wordpress.com/2015/05/17/amor-em-queda-livre/amor_q_livre/" data-orig-file="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2015/05/amor_q_livre.png" data-orig-size="739,739" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="amor_q_livre" data-image-description="" data-medium-file="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2015/05/amor_q_livre.png?w=300" data-large-file="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2015/05/amor_q_livre.png?w=739" class="alignleft wp-image-354" src="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2015/05/amor_q_livre.png?w=200&#038;h=200" alt="amor_q_livre" width="200" height="200" srcset="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2015/05/amor_q_livre.png?w=200&amp;h=200 200w, https://amoremteoria.files.wordpress.com/2015/05/amor_q_livre.png?w=400&amp;h=400 400w, https://amoremteoria.files.wordpress.com/2015/05/amor_q_livre.png?w=150&amp;h=150 150w, https://amoremteoria.files.wordpress.com/2015/05/amor_q_livre.png?w=300&amp;h=300 300w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></a>Tenho medo de cair e de me magoar. Sempre tive. Nunca parti nada no meu corpo e a possibilidade disso acontecer e me deixar &#8220;imobilizada&#8221; (por algum tempo, de forma mais ou menos limitada), bloqueia a experimentação de algumas actividades que poderiam vir a ter enorme potencial na minha vida e que rapidamente me fariam voar e sentir o vento no meu rosto, como se o tempo não existisse.</p>
<p>Caí duas vezes na minha vida (sim, apenas duas, à seria&#8230;) e sempre que voltava a experimentar a actividade, enchia-me de reservas, medos e inseguranças. Algumas vezes recrimino-me por não ter a coragem de as experimentar / ou nelas melhorar. Noutras penso simplesmente que não tenho de as saber fazer da mesma forma que os outros, pois tudo o resto que sei e faço, me deixa feliz e satisfeita. E está tudo bem&#8230;</p>
<p>Mesmo assim, continua a saltar na minha cabeça a frase&#8230; &#8220;Se eu me atrevesse, o que ganharia com isso, ainda que corra um sério risco de me voltar a magoar?&#8221;</p>
<p>Quando penso em relações e nas conversas que já tive sobre este tema, penso na dualidade deste medo vs vontade louca de voltar a experimentar.</p>
<p>Quantos de nós já vivemos pelo menos um grande amor na sua vida? Quantos já vivemos vários? <strong>Todos nós temos uma história</strong>. Uma história que envolve, com certeza, diferentes emoções e que condiciona de forma directa (na medida em que o permitimos), a maneira como lidamos com as novas relações que surgem na nossa vida.</p>
<p>A questão é: o que é que fazemos com esta história, este nosso passado? Deixamos que nos <strong>bloqueie</strong> pelo medo que os velhos hábitos que não funcionaram se repitam, que voltem a minar uma relação que aparentemente tem tudo para que funcione? Ou, por outro lado atiramo-nos de cabeça, em <strong>queda livre</strong>, permitindo-nos aproveitar a viagem, a adrelina que nos dá e a paz da certeza que encontramos quando o &#8220;pára-quedas&#8221; se abre e pensamos &#8220;é mesmo isto&#8221;? 🙂</p>
<p>O que fazemos com a história que criamos até então, condicionará veemente a história que continuamos a desenhar. Não raras vezes ouço pessoas a falar com algum rancor, dor e ressentimento associado à pessoa de quem acabaram de se separar (ou de quem se separaram há uma &#8220;eternidade&#8221;), criando um vazio e distanciamento tal, como se nunca tivessem estado juntas, criticando, julgando, penalizando e arrependendo-se de forma gigante do envolvimento. Será talvez um bom mecanismo de defesa para recuperar mais rapidamente de todo o processo e poder fazer o &#8220;encerramento&#8221; da coisa, para essas pessoas. Compreendo, é a sua história.</p>
<p>Penso nisto de forma um bocadinho diferente&#8230; com a certeza de que <strong>todas as pessoas passam por nós por algum motivo</strong>. Gosto de pensar que não há acasos. Cada vivência que temos com alguém representa apenas aquilo que deve representar. O que é que isso significa? Que é importante olharmos para cada uma destas pessoas que passou por nós (romanticamente ou não) e perceber de que forma nos terá marcado. Porque motivo entrou esta pessoa na nossa vida? Quais foram as <strong>grandes aprendizagens</strong> com esta relação (mais do que &#8220;o que aprendi com a pessoa&#8221;)? Às vezes percebemos que há coisas que são mais importantes para nós do que alguma vez imaginamos e outras, às quais atribuíamos uma grande importância em tempos, que perdem significativamente o relevo na nossa vida.</p>
<p>Quando pensamos desta forma, aquilo que foram as nossas histórias / relações passadas são potencialmente mais construtivas do que bloqueadoras de relações no nosso presente. Aceitamos e evoluímos.</p>
<p>Ao fazer este exercício em relação ao passado, aumentamos a abertura que pode existir para novos e saudáveis relacionamentos. Se ficar claro que cada pessoa é uma pessoa e que a história que nos trará e ajudará a construir será também a sua história, podemos fazer tudo para que corra bem. 🙂 Os nossos níveis de receio tenderão a reduzir e estamos mais disponíveis para dar o salto &#8211; juntos. Percebemos o que aconteceu no passado que nos foi útil a nós, o que nos fez verdadeiramente felizes, o que não queremos repetir e o que nos assusta. Quando encontramos a pessoa com quem queremos dar o salto, podemos ser sinceros, mostrar a nossa vulnerabilidade (<a title="A coragem da vulnerabilidade" href="https://amoremteoria.wordpress.com/2015/05/14/a-coragem-da-vulnerabilidade/">link</a>) e partilhá-lo, aumentando a probabilidade de juntos,<strong> desafiarmos a lógica do amor e &#8220;saltarmos&#8221;</strong>. Se for fácil falar disto, será provavelmente muito fácil vivê-lo ajustando as asas em função do &#8220;vento&#8221;.</p>
<p>Tenho trabalhado o meu medo de cair. Experimentei fazê-lo com algo que me dá gozo e liberdade. Com algo que faz com que a queda e a &#8220;dor&#8221; valha a pena. Neste caso a dança. Aprendi a cair bem, a cair cada vez melhor até que a dor deixe de o ser. Ainda assim, tenho consciência de ter um longo caminho a percorrer até a frase &#8220;detesto que me tirem o chão dos pés&#8221; deixe de existir nas actividades físicas, pois nas emocionais, adoro que o façam. 🙂</p>
<p>Voltando à pergunta do início: “Se eu me atrevesse, o que ganharia com isso, ainda que corra um sério risco de me voltar a magoar?”</p>
<p>Fica a resposta, directa do coração: Ganho a <strong>experiência, a vivência</strong>. A doçura de conseguir e a adrenalina de ter tentado.</p>
<p>Se podem voltar a haver lágrimas se houver queda? Sim, podem. <strong>Prefiro tê-las por tentar </strong>do que por não me atrever.</p>
<p>Sabes o que pode haver também? A <strong>coragem de levantar </strong>enquanto saboreias as lágrimas quando chegarem ao teu sorriso, pois acabaste de aprender com uma nova queda. São todas diferentes, sabias?</p>
<p>Aperta o cinto, confia no teu amor e&#8230; <strong>salta</strong>! 🙂</p>
<p>[MJL]</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://amoremteoria.files.wordpress.com/2015/05/free_falling_by_s3vendays.jpg?w=1200&fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[413]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[330]]></thumbnail_height></oembed>