<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Amor em teoria]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://amoremteoria.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[[BC]]]></author_name><author_url><![CDATA[https://amoremteoria.wordpress.com/author/amoremteoria/]]></author_url><title><![CDATA[Renascer do amor]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<div>[Na Prática]</div>
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<a href="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/05/amor-renascer.png"><img data-attachment-id="2064" data-permalink="https://amoremteoria.wordpress.com/2016/05/01/renascer-do-amor/amor-renascer/" data-orig-file="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/05/amor-renascer.png" data-orig-size="745,745" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="amor-renascer" data-image-description="" data-medium-file="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/05/amor-renascer.png?w=300" data-large-file="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/05/amor-renascer.png?w=745" class="alignnone size-thumbnail wp-image-2064" src="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/05/amor-renascer.png?w=150&#038;h=150" alt="amor-renascer" width="150" height="150" srcset="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/05/amor-renascer.png?w=150&amp;h=150 150w, https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/05/amor-renascer.png?w=300&amp;h=300 300w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a></div>
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<strong>A minha vida acabou aos 29 anos.</strong></div>
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<div>O início da minha história de amor teve três actos muito básicos:</div>
<div>1º &#8211; Convite para café;</div>
<div>2º &#8211; Encontro no café;</div>
<div>3º &#8211; Ida ao cinema.</div>
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<div>Divido em três actos porque foi essencialmente o que aconteceu, desafiei-me a mim mesmo com 20 anos a enviar uma sms a uma amiga de escola para tomar um café. Isto numa altura que passava uma má fase da vida por causa de amores platónicos e, para quebrar essas ilusões, decidi romper a rotina.</div>
<div></div>
<div>Depois de uma troca de sms e o respectivo convite para café, nós encontramos-nos. A química foi imediata! Conversamos como se não houvesse amanhã ficando ambos admirados por não haver ninguém nas nossas vidas. Daí a uma pequena troca de carícias nas mãos foi um ápice. Depois desta experiência positiva combinamos uma ida ao cinema. O filme era francamente mau, uma daquelas comédias de pipocas. Mas o que nos levara lá não foi isso, mas sim a companhia um do outro. A meio deu-se o beijo e daí seguiram-se anos de partilha e amor.</div>
<div></div>
<div>Vieram os episódios normais que os casais passam durante uma relação: apresentar aos pais, passar férias juntos, conhecer a família, a primeira vez em que dizem que se amam um ao outro, episódios de ciúmes, saudades mútuas, entre muitas outras coisas que qualquer casal passa, positivas e negativas.</div>
<div>Até que chega o dia em que penso o seguinte: &#8220;Esta é a mulher com quem eu quero viver o resto dos meus dias&#8221; e vem o pedido de casamento.</div>
<div></div>
<div>Sou um perfeccionista, gosto de pensar sempre nos cenários que podem acontecer antes de passar ao acto. Por norma imagino o pior e escalo até ao mais provável. Gosto de estar preparado. E neste caso tinha pensado em mil e um cenários para a pedir em casamento, até que me lembrei da coisa que seria a mais romântica que se poderia fazer (pelo menos para a geração dos anos 80).</div>
<div></div>
<div>Numa viagem a Paris <strong>decidi propor a minha namorada em casamento no topo da Torre Eiffel</strong>. Sim, fiz exactamente isso. O episódio mais romântico de um filme ou o mais lamechas&#8230; entendam como quiserem. Eu estava mais nervoso do que alguma vez poderia ter estado e o que me valia era o frio que se fazia sentir, onde eu disfarçava o meu nervosismo! Chegados ao topo, ajoelhei-me e ela disse que sim. Seria das coisas mais bonitas que poderia pensar acontecer. Estávamos noivos e com data marcada para casamento.</div>
<div></div>
<div>Tínhamos um ano e meio para preparar o casamento.</div>
<div>Chegamos a Março de 2015, faltava pouco mais de um mês e meio para o casamento e a minha noiva quer ter uma conversa comigo&#8230; Eu já imaginava o que aí vinha&#8230;</div>
<div></div>
<div>Após alguma discussão, num discurso sem grande sentido para mim, ela argumenta que não era feliz e não queria continuar assim. Imaginam o que é serem considerados a causa da infelicidade de uma pessoa? É o pior sentimento que há, sobretudo vindo da pessoa que amam. Então eu questiono: &#8220;Queres acabar? Ok, então acabou!&#8221; Acompanhei-a à porta, despedi-me e depois sentei-me.<br />
Caiu a bomba: &#8220;A minha vida acabou!&#8221;. Este é o primeiro pensamento que nos ocorre nesta altura, foram 3207 dias (8 anos e 4 meses sensivelmente) em que tiveste uma pessoa a quem dedicaste a tua vida em exclusivo e com quem te estavas a preparar para passar a um nível de partilha ainda mais forte. Após isso, lembramos-nos de tudo que nos privamos por causa dela, de quem deixamos por causa dela, viagens, sonhos, planos, realizações&#8230; Tudo ficou em segundo plano, porque para ti a felicidade é a felicidade dela. Isto dói, dói imenso.</div>
<div></div>
<div>Felizmente, estamos programados para aprender com a dor, e foi isso que eu fiz. Aprendi! E no fundo quero partilhar essas aprendizagens convosco.</div>
<blockquote>
<div style="text-align:center;">O que aprendi é que de facto a tua vida acaba depois de uma relação tão longa, mas acaba para renascer, como uma fénix das cinzas.</div>
</blockquote>
<div>No meu caso eu passei a dizer SIM aos convites, em vez de &#8220;vou ver se posso ou não&#8221;. Fiz viagens a sítios que apenas imaginava fazer, superei-me em vários objectivos que tinha, despedi-me do trabalho e passei a fazer algo que gostava bem mais, conheci pessoas maravilhosas, namorei com pessoas maravilhosas e pude ser sincero com elas, dizendo que não devíamos seguir.</div>
<div></div>
<div>Dos quase 9 anos de namoro eu posso dizer que aprendi a:</div>
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<div><b>Comunicar </b>&#8211; uma relação onde não se comunica é uma relação condenada. Não evitem os conflitos só por medo da reacção que vão ter. Se há amor vocês vão arranjar um meio termo e vão poder falar sobre esses problemas que vos apoquentam. Não deixem nada por dizer. Muitas vezes engoli em seco por não querer discutir/falar com a minha namorada e isso levou a comportamentos tóxicos, como o estar um ao lado do outro sem falar. <strong>FALEM!!!</strong> Falem de tudo, mesmo que não seja de nada!</p>
</div>
<div><b>Arriscar </b>&#8211; Nunca arriscava, tinha um porto seguro para onde ir e sabia que se fosse sempre para lá, ela me acolhia. Mesmo que fosse para ficar encalhado. Imaginem o que é que seria do nosso mundo se o Infante D. Henrique não quisesse arriscar uma escola naval? Ele poderia estar no palácio real sem nada fazer, mas preferiu desafiar navegadores a explorar o mar desconhecido! Estejam numa relação ou não, arrisquem! <strong>Façam coisas novas, inovem, digam adeus à monotonia</strong>!</div>
<div></div>
<div><b>Saber quando acabar </b>&#8211; Um professor meu dizia no curso de gestão que o gestor deve saber quando fechar a empresa, ou seja tem que &#8220;os ter no sítio&#8221; para fechar uma empresa. E no caso de uma relação é igual. As pessoas devem saber dizer que acabou e <strong>não deixar arrastar um amor tóxico</strong>. No meu caso, eu tive imensos sinais da minha noiva para acabar o namoro, ela queria, eu queria, mas não tínhamos a coragem para o fazer. Isso levou ao amor tóxico, onde até o nosso corpo mostra essa toxicidade de pensamentos. Ficamos com acne, magros, cabelos fracos, cansados, etc. Não existe essa necessidade, sejam sinceros e acabem! Sigam caminhos distintos para recuperar a felicidade.</p>
</div>
<div><b>Ver com olhos de ver </b>&#8211; Muitas vezes me senti com duas palas nos olhos, em que parecia só olhar para a frente. Temos que observar todos os sinais e todas as reacções. Assim podemos agir de forma preventiva ou mesmo reactiva. Desde que não deixemos arrastar as situações. <strong>Tive imensos sinais</strong> para acabar a relação, mas o meu egoísmo e a minha competitividade não me deixavam analisar os sinais e determinar a melhor acção a realizar.</p>
</div>
<div><b>Ser Feliz</b> &#8211; Ser feliz é extremamente fácil, nós é que complicamos. Seja porque vamos pelo julgamento dos outros, ou porque há alguém que poderá não gostar de algum acto nosso. Pensa apenas em ti! <strong>Se fores feliz os outros também o vão ser!</strong> Já viram aqueles vídeos em que uma pessoa começa a rir à gargalhada e os outros acabam por seguir? É contagiante! Só depois de seres feliz é que poderás ser feliz com outra pessoa.</div>
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<div><strong>Saber dar</strong> &#8211; Eu era daqueles que dava de tudo à minha noiva, tentava agradar com objectos físicos &#8211; prendas, flores, jóias, etc, mas nada disso era necessário. A <strong>melhor prenda que podes dar é o carinho, a atenção e o amor.</strong> Havendo isso tudo o resto é supérfluo.</p>
</div>
<div><b>Amar </b>&#8211; Aprendi a amar, sim amar. Naquela altura, tinha um amor que podia ser resumido como acomodação. Ou seja fiquei acomodado a uma pessoa e a um sentimento. Banalizei a palavra &#8220;amo-te&#8221;. Amor é ser feliz com outra pessoa e sentir que existe um equilíbrio entre as duas partes. Imaginem uma balança e os dois lados têm de estar em equilíbrio, agora pensem que a balança é a relação e os pesos somos nós na relação. Para que se mantenha equilibrada tem que haver <strong>entrega</strong> de ambos os lados.</p>
</div>
<div><b>Ouvir os amigos e familiares </b>&#8211; São eles que te conhecem, dá ouvidos ao que eles te dizem. Lembra-te que apesar de amares uma pessoa, eles conhecem-te quase desde a tua formação. Eles sabem o que gostas e o que não gostas e <strong>podem ajudar a ver algo que tu não estejas a ver</strong>.</p>
</div>
<div><b>Sê quem és </b>&#8211;<b> </b>Imensas vezes me disseram que eu não era o mesmo. E era verdade, eu moldei-me a outra pessoa e adoptei tudo o que ela queria que eu fosse. Na verdade tu tens que ser quem és. O processo de moldagem é algo que acontece dos dois lados e deve ser o mais ligeiro possível&#8230; Vais passar por processos de mudança e tens que <strong>manter a tua identidade</strong>. Só assim consegues manter o amor no ar. E não deixar de te amar!</div>
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<div>No fim de tudo, eu aprendi a viver a vida! A deixar a raiva de lado e focar-me em mim. Sentia-me totalmente desvalorizado após a separação, um inútil sem amor próprio. Então, arregacei as mangas e pensei: &#8220;Valoriza-te, ama-te e vê que só tens a ganhar!&#8221;<br />
Agora olho para a frente com a vontade de aprender mais e de conhecer mais países, pessoas, experiências. Possivelmente mais tarde irei ter alguém que quererá partilhar comigo tudo isso, mas aí eu sei o que quero e saberei o que preciso para continuar feliz.</div>
<div></div>
<div>A minha vida acabou aos 29 anos, mas <strong>recomeçou logo de seguida com um melhor sentido.</strong> Sem ter que deixar de ser eu mesmo.</p>
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<div>Luís do Caminho</div>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/05/fenix-amor-renascer.jpg?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[440]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[330]]></thumbnail_height></oembed>