<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Amor em teoria]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://amoremteoria.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[[MJL]]]></author_name><author_url><![CDATA[https://amoremteoria.wordpress.com/author/mjmlm/]]></author_url><title><![CDATA[Não preciso de&nbsp;ti]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>[Na Prática]</p>
<p><img data-attachment-id="2492" data-permalink="https://amoremteoria.wordpress.com/2016/07/17/nao-preciso-de-ti/amor-teoria-abraco/" data-orig-file="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/07/amor-teoria-abraco.png" data-orig-size="1969,1969" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="amor-teoria-abraco" data-image-description="" data-medium-file="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/07/amor-teoria-abraco.png?w=300" data-large-file="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/07/amor-teoria-abraco.png?w=1024" class="  wp-image-2492 alignright" src="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/07/amor-teoria-abraco.png?w=191&#038;h=191" alt="amor-teoria-abraco" width="191" height="191" srcset="https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/07/amor-teoria-abraco.png?w=191&amp;h=191 191w, https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/07/amor-teoria-abraco.png?w=382&amp;h=382 382w, https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/07/amor-teoria-abraco.png?w=150&amp;h=150 150w, https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/07/amor-teoria-abraco.png?w=300&amp;h=300 300w" sizes="(max-width: 191px) 100vw, 191px" /></p>
<p>A história deste artigo começou assim, com esta frase, numa conversa de amigos.<br />
&#8220;Não preciso de ti.&#8221; E é verdade. E bom. 🙂</p>
<p>Nesse momento reforcei a ideia de que a maior delícia que podemos ter numa relação é não precisarmos uns dos outros para sermos felizes. Ainda assim, a presença de algumas pessoas na nossa vida torna-a ainda mais colorida e doce. Isso é uma coisa diferente. Ainda assim, mesmo quando essas pessoas não estão, continuamos a ver a vida com as nossas cores e doçura. Às vezes, na interacção com os outros, só muda o sabor porque a certeza da felicidade está lá, em nós.</p>
<p>Poder dizer a alguém que não precisamos dele ou dela, será uma das melhores coisas que podemos dizer. Significa que enquanto pessoas somos unas, somos inteiras e temos uma vida que nos completa. A outra parte vem e acrescenta mais valor, mais uma dose disto e daquilo, mas a essência, essa está lá connosco. É quando nós não precisamos dos outros para ser felizes que contribuímos também para a sua felicidade. Será talvez o momento em que nos permitimos ser mais nós e dar melhor aquilo que temos para dar &#8211; quando sabemos que nos bastamos para sermos felizes.</p>
<p>Acredito que a ideia do &#8220;precisar de alguém&#8221; pode ser romantizada, numa perspectiva de querer mostrar à pessoa que se ama o quanto é importante para si. Compreendo e aceito. Prefiro uma outra ideia, que considero mais simples, ainda assim nem sempre  imediata e fácil de conseguir. 🙂 Tem a ver com desapego, com o amor incondicional que temos por alguém.</p>
<p>&#8220;Não preciso de ti. Mas ter-te perto carrega ainda mais o meu sorriso, enche o meu estômago de borboletas, faz-me cantar mais e novas músicas, faz-me sonhar a dois, faz-me desejar partilhar quem sou, mostrar os meus sítios, apresentar as minhas pessoas, contar as minhas histórias, e tanto mais. Acima de tudo, ter-te perto enche-me de curiosidade: de quem és, como te moves, de que peças és feito, o que te faz agir como ages, conhecer cada pedacinho em ti, lentamente: as tuas músicas, o teu sorriso, as tuas lágrimas, os teus sítios, as tuas histórias, as tuas pessoas e tanto mais&#8230;<br />
Não preciso de ti, mas ter-te perto enriquece mesmo a minha vida.&#8221;</p>
<p>Não precisarmos um do outro significa que em vez de falarmos da nossa metade falamos um do outro de uma forma completa, como duas peças de fruta que se complementam e fazem um prato colorido e lindo, numa mistura inesperada de sabores e cores.<br />
Isoladas são boas, mas juntas ganham um sabor único, que activa sabores que isoladamente nem seriam percebidos&#8230; sumarento, não? 🙂</p>
<p>É um encontro de duas almas a meio do caminho, em que o que cada uma tem para acrescentar à outra é mais importante do que o que precisa de lhe ir buscar.</p>
<p>Quando as histórias se misturam e as gargalhadas são comuns, quando os sítios são dos dois e as memórias construídas nos incluem, as ansiedades se partilham, os sonhos se constroem, o abraço parece ser só um sim, o desafio de mantermos o nosso próprio &#8220;sabor&#8221; pode ser mais desafiante. Ainda assim, foi esse sabor que criou a salada mais espetacular de sempre. Lembra-te disso. ❤</p>
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<p>[MJL]</p>
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