<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Amor em teoria]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://amoremteoria.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[[BC]]]></author_name><author_url><![CDATA[https://amoremteoria.wordpress.com/author/amoremteoria/]]></author_url><title><![CDATA[Intimidade e independência]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>[Na Prática] e [Nas Artes]</p>
<p>Hoje escolhemos para os nossos amorosos leitores um artigo de um blogue que acompanhamos e gostamos muito, o Brain Pickings, assinado por Maria Popova e traduzido para português.<br />
Este fala-nos sobre a necessidade de intimidade no amor, que coexiste com a necessidade de independência. Mostra também, no final, como Kahlil Gibran expôs maravilhosamente o &#8220;segredo para uma relação duradoura&#8221; no livro &#8220;o profeta&#8221; (poema que já publicámos aqui, no Amoremteoria, anteriormente).</p>
<p>Deixamos aqui então o artigo, desta vez traduzido. Esperamos que também tu questiones e medites um pouco sobre isto. Para que o Amor seja sempre a base da tua relação. 🙂</p>
<p>❤</p>
<p><em>&#8220;“Para quê apaixonarmo-nos, se cada um fica inerciamente como sempre foi?&#8221;</em> Mary McCarthy perguntou à sua amiga Hannah Arendt na sua<a href="https://www.brainpickings.org/2016/06/10/mary-mccarthy-hannah-arendt-love/" target="_blank"> correspondência sobre amor</a>. A pergunta ressoa, porque responde a uma necessidade central do amor &#8211; na sua verdadeira força, o amor invariavelmente, muda-nos, descondicionando-nos de patologias que nos fazem sofrer e elevando-nos ao nosso maior, mais alto potencial humano. Permite-nos, como escreveu Barack Obama tão eloquentemente nas suas reflexões sobre <a href="https://www.brainpickings.org/2016/06/13/barack-obama-dreams-from-my-father-love/" target="_blank">o que a sua mãe lhe ensinou sobre amor</a>, “ultrapassar a nossa solidão, e depois, se tivermos sorte, sermos finalmente transformados em algo mais forte.”</p>
<p>Mas no ideal romântico, sobre o qual o nosso moderno mito de amor é construído, a busca desta união é levada a um extremo tal, que torna o amor frágil. Quando é esperado que os amantes se fundam tão profundamente e completamente, esta reciprocidade transforma-se numa paralizante co-dependência &#8211; uma firmeza calcificada e rígida, que torna quebradiça a possibilidade de crescimento.</p>
<p>No mais nutritivo tipo de amor, a comunhão da união coexiste com uma proteção da individualidade, os dois aspectos que estão sempre em dinâmico e fluído diálogo. O filósofo Martin Heidegger capturou esta ideia de forma lindíssima, nas suas <a href="https://www.brainpickings.org/2016/04/25/hannah-arendt-martin-heidegger-love-letters/" target="_blank">cartas de amor para Hannah Arendt</a>: <em>“Porque o amor é tão rico, para além de todas as possíveis experiências humanas, e um doce fardo para aqueles que se focam no seu domínio? Porque nós tornam-nos no que amamos e mesmo assim, permanecemos nós próprios.”</em></p>
<p>Este difícil equilíbrio de intimidade e independência é o que o grande artista, poeta e filósofo Libanês-americano  <strong>Kahlil Gibran</strong> (6 de janeiro, 1883– 10 de Abril, 1931) explora com um discernimento fora do comum, e poética precisão, numa passagem da sua obra prima &#8220;O profeta&#8221;, de 1923.</p>
<p>(O segredo de um casamento duradouro e feliz:)</p>
<blockquote><p>Permiti que haja espaços na vossa união.</p>
<p>Permiti que os ventos celestiais possam dançar entre vós.</p>
<p>Amem-se, mas não façais do amor uma prisão.</p>
<p>Deixem antes que seja um mar ondulante por entre as orlas das vossas almas</p>
<p>Encham a taça um do outro, mas não bebam da mesma taça.</p>
<p>Dêem do vosso pão um ao outro, mas não comam do mesmo pedaço.</p>
<p>Cantem e dancem juntos e fiquem contentes, mas deixem que cada um fique só.</p>
<p>Até as cordas de uma lira estão sozinhas, embora vibrem ao som de umma mesma melodia.<br />
Entreguem os vossos corações, mas não à guarda um do outro.</p>
<p>Pois só a mão da Vida pode conter os vossos corações.</p>
<p>E permanecei juntos, mas não demasiado perto: pois os pilares do templo estão apartados,</p>
<p>E o carvalho e o cipestre não crescem na sombra um do outro.</p></blockquote>
<p>Kahlil Gibran &#8211; O profeta&#8221;</p>
<p><a href="https://www.brainpickings.org/2016/09/27/kahlil-gibran-the-prophet-love-marriage/" target="_blank">Podem ler o artigo original, aqui.</a></p>
<p>Permaneçam amorosos!</p>
<p>🙂 ❤</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://amoremteoria.files.wordpress.com/2016/10/amor-intimidade-independencia.jpg?w=797&fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[219]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[330]]></thumbnail_height></oembed>