<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Amor em teoria]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://amoremteoria.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[[MJL]]]></author_name><author_url><![CDATA[https://amoremteoria.wordpress.com/author/mjmlm/]]></author_url><title><![CDATA[Liberta-te de querer ser o parceiro&nbsp;ideal]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<div class="_1e-x _n4o">
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<p>Decidimos começar a traduzir/adaptar alguns artigos de autores que admiramos e respeitamos para garantir que chegam a todos aqueles que nos seguem. Hoje trazemos um artigo da nossa querida Esther Perel: <a href="https://estherperel.com/blog/let-go-of-being-the-perfect-partner?fbclid=IwAR3p6j8YvFTzccNF93Ea3OiM0sCnluG_wsFt1_c7gDqvafm3fa5a8YULQKI">Liberta-te de querer ser o parceiro ideal</a>.</p>
<p>Não existe &#8216;um parceiro ideal&#8217;. Por isso podes desistir da esperança de te sentires sem culpa, completo todos os dias e completamente independente numa relação. Essa ideia é irrealista e coloca-te num constante estado de não te sentires suficiente, podendo impedir-te de desenvolver uma verdadeira confiança em ti própria/o. Pode mesmo acabar por colocar demasiada tensão no teu parceiro e na relação.</p>
<p>Pensa nisto desta forma: as relações são como um instrumento musical. Se esperas pegar num pela primeira vez e tocá-lo logo como um profissional, vais ficar frustrado e desapontado e podes acabar por te afastar de uma coisa boa &#8211; fugindo ainda antes realmente começar.</p>
<p>Para alimentar uma ligação sólida, solidária e de longo termo, procura tomar consciência das tuas falhas enquanto ainda te tiveres a ti e ao teu parceiro em elevada consideração. Começa por te libertar dessa noção desactualizada de &#8216;comportamentos de parceiro exemplar&#8217;.</p>
<p><strong>&#8220;Tenho de estar sempre bem&#8221;</strong></p>
<p>Estar &#8220;sempre bem&#8221; ou &#8220;fixe&#8221; não é um sinal de maturidade emocional ou inteligência. Há coisas que te devem tocar, como se o teu parceiro te for infiel ou caso negligencie a relação. Na verdade, ficaria preocupada se isto não te incomodasse. Algumas situações despoletam algumas reações e a ideia de as pessoas serem &#8220;exageradas&#8221; ou &#8220;loucas&#8221; é destrutiva.<br />
Leva-te a agir de forma irreal e fingir que as acções do teu parceiro que te causa dor,  não te incomodam &#8211; o que limita uma relação de verdadeira proximidade e conexão.</p>
<p>O que é importante aprender é a regular as emoções. Por exemplo, choras, gritas, ficas zangado&#8230; e depois acalmas. Ao fazer isso, estás a dar ao teu parceiro a oportunidade de realmente te conhecer, conhecer o que te incomoda e como tendes a lidar com as tuas emoções. E sim, o parceiro ideal vai continuar a amar-te quando te abrires com ele/ela desta maneira.</p>
<p><strong>&#8220;Tenho de ser solidário&#8221;</strong></p>
<p>Nos relacionamentos, tipicamente existe um dos parceiros que tende a ser mais cuidadoso, o ombro em que podemos chorar, uma rocha emocional. Ainda assim, estar sempre disponível para os outros pode fazer com que te esqueças de ti. E ser sempre solidário e encorajador pode fazer com que duvides de ti próprio permanentemente &#8220;Fiz bem em dizer isto? Fiz bem em fazer aquilo?&#8221;.</p>
<p>O grande desafio é perceber como encorajar o teu parceiro, mantendo a tua identidade e individualidade. Em vez de aderires à &#8220;ideia do que deveria ser feito&#8221;, encontra a tua própria voz como cuidador. Isso pode significar afastares-te quando for demais para ti ou permitires ao teu parceiro ter o seu próprio espaço para resolver os seus próprios problemas.</p>
<p><strong>&#8220;Tenho de ter a minha vida perfeita&#8221;<br />
</strong><br />
Uma pessoa que tenta ser um parceiro ideal acha que deve ter toda a sua vida perfeita, como se isso acontecesse de forma natural. Na verdade, podes cometer erros, explorar quem és, e não ter todas as respostas sobre quem és na verdade.</p>
<p>Imensos clientes meus dizem coisas como, &#8220;Quando conheci [o meu parceiro], ambos estávamos preparados. Tínhamos ar de quem sabia o que estava a fazer, quem éramos e para onde queríamos ir&#8230; e agora que estamos juntos, descobri que nada disso é verdade.&#8221;</p>
<p>Se começas uma relação com a presunção de que sabes tudo, estás-te a colocar numa situação de stress iminente. Os vossos laços vão ser criados em cima de expectativas irrealistas, e o teu parceiro pode ressentir-se assim que reveles o teu verdadeiro ser.</p>
<p>Em vez disso, tenta aprender a sentires-te bem contigo próprio mesmo perante as tuas falhas e apresenta essa versão real aos teus potenciais parceiros. Isto permite-te criar laços assentes em confiança e verdade. E saberás que a outra pessoa gosta e sente-se atraída por ti pelo que realmente és.</p>
<p>Esther Perel</p>
<p>Créditos da foto: Bernard Hermant</p>
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