<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://animo30.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[animo30]]></author_name><author_url><![CDATA[https://animo30.wordpress.com/author/animo30/]]></author_url><title><![CDATA[SER SUPERIOR A TODA E QUALQUER&nbsp;CIRCUNSTÂNCIA]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><img loading="lazy" data-attachment-id="1995" data-permalink="https://animo30.wordpress.com/2009/04/14/ser-superior-a-toda-e-qualquer-circunstancia/jana2/" data-orig-file="https://animo30.files.wordpress.com/2009/04/jana2.jpg" data-orig-size="504,260" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;2.8&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;FinePix4700 ZOOM&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1081010255&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;9.4&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="jana2" data-image-description="" data-medium-file="https://animo30.files.wordpress.com/2009/04/jana2.jpg?w=300" data-large-file="https://animo30.files.wordpress.com/2009/04/jana2.jpg?w=504" class="alignleft size-full wp-image-1995" title="jana2" src="https://animo30.files.wordpress.com/2009/04/jana2.jpg?w=500&#038;h=257" alt="jana2" width="500" height="257" srcset="https://animo30.files.wordpress.com/2009/04/jana2.jpg?w=498&amp;h=257 498w, https://animo30.files.wordpress.com/2009/04/jana2.jpg?w=150&amp;h=77 150w, https://animo30.files.wordpress.com/2009/04/jana2.jpg?w=300&amp;h=155 300w, https://animo30.files.wordpress.com/2009/04/jana2.jpg 504w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="font-family:&quot;">Do tempo vivido</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">O cronómetro corre sem parar. Não vai a lugar algum, apenas vai em frente, numa viagem louca cujo fim é apenas a morte, destino inevitável de tudo. Camus diria, “um absurdo”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Quer dizer que este é o nó górdio que é necessário desatar. O tempo do cronómetro é um tempo físico, abstracto, vazio. Crónos, o deus grego do tempo, devorava os seus próprios filhos. Um tempo devorador. Daí o medo ao envelhecimento e à morte, e a ânsia de agarrar o tempo, que sempre se escoa como areia na ampulheta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Mas há um outro tempo. O tempo vivido. Não é o tempo físico, embora não lhe seja alheio. É sobretudo o modo como é vivido o tempo que se vive. O sentido da vida que se vive no tempo. O sentido do que fazemos em cada dia, hora, minuto.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Se a vida for vazia, como pode o tempo ser cheio? Se a vida for uma escravatura no emprego, um inferno na família, uma zaragata com vizinhos e amigos, como pode o tempo ser doce e feliz? “Isto não é vida”. É morte lenta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">O tempo não traz o sentido consigo. Por isso, todas as espiritualidades ensinam que é preciso parar no tempo para construir o sentido do que vivemos. Sentir a vida. E dar sentido ao tempo vivido.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">A Páscoa é um tempo em que a morte e a ressurreição, numa história religiosa concreta, nos desafiam a pensar a nossa própria morte e a ressurreição, ou a libertação em cada um dos dias da vida. A construir o Kairós, o tempo propício, que realiza, que cumpre a promessa de vida plena.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Quem pára e vive o presente experimenta a eternidade, dizem os mestres espirituais. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Viver o presente é experimentar a vida na sua gratuidade profunda, não a instrumentalizar ao serviço de um objectivo transitório, vivê-la até à raiz do ser presente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Muitos de nós, e todos nós muitas vezes, corremos como loucos sem saber para onde. Ou melhor, para lado nenhum, e acabamos por não chegar onde quer que seja. Apenas ficamos mais e mais distantes de nós mesmos e dos próximos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Dar vida ao tempo, rechear o tempo de vida, experimentar o sabor da vida, procurar e dar sentido à vida. Como é que isso se faz?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Parar é parar. E ouvir-se, e sentir-se por dentro, e não ter medo do que aí possa revelar-se. Essa é a nossa verdade mais profunda. E depois, seguir as pistas que aí se afirmam.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Alguns fazem-no através de uma religião. Outros, da leitura. Alguns preferem um mestre da vida interior, um psicólogo, um <em>coach</em>, um filósofo, um guru. Há ainda quem consiga fazê-lo na prática da pintura, ou de uma arte marcial, do yoga, da meditação diária. Outros combinam diferentes vias.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">O importante não é a modalidade, mas que a vida seja de tal modo que não seja preciso fugir dela. Que olhar para dentro de si mesmo seja um encontro feliz, um momento cheio, um tempo de paz.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Só isso permite dizer do alto da cruz: «Pai, perdoai-lhes, que eles não sabem o que fazem.» Ou seja, ser superior a toda e qualquer circunstância, mesmo extrema. A nós não se pede tanto. Mas cada um de nós tem direito a viver em paz consigo próprio e com o mundo mais próximo, ainda que no trabalho para transformá-lo. É isso, hoje, a ressurreição da vida. A nossa Páscoa. Hoje.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><strong>Alves Jana</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><strong></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">NOTA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Tropecei neste texto do meu amigo <strong>Alves Jana</strong>, há poucos instantes. Para além de director do &#8220;Jornal de Abrantes&#8221; e da Rádio Antena Livre, também de Abrantes, Jana regressou à sua  coluna no semanário Primeira Linha, também de Abrantes, de onde transcrevemos, com a devida vénia e autorização, este texto de ler e chorar por mais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">A foto que publicamos é de Alves Jana fazendo, na Galeria Municipal de Abrantes, em 3 de Abril de 2004,  a apresentação da exposição &#8220;Abril, Ânimos Mil &#8220;(I), que comemorou os 25 anos da <strong>ânimo</strong>, revistinha a que ele também emprestou a sua criatividade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Obrigado, amigo e, uma vez mais parabéns por estes tantos <strong>caracteres</strong> transpirando a um tão desejado CARÁCTER que nos <strong>anime</strong>!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">ac</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><strong></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://i1.wp.com/animo30.wordpress.com/files/2009/04/jana2.jpg?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[440]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[227]]></thumbnail_height></oembed>