<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[ARMAZÉM DE BAÚS]]></provider_name><provider_url><![CDATA[http://armazemdebaus.pt]]></provider_url><author_name><![CDATA[paulo talhadas santos]]></author_name><author_url><![CDATA[https://armazemdebaus.pt/author/paulotalhadassantos/]]></author_url><title><![CDATA[COMENTÁRIOS INCÓMODOS]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:400;">Depois da minha intervenção, durante muitos anos, não mais me convidaram para lá ir.  Era um debate na televisão com o então Secretário de Estado do Ambiente, Ricardo Magalhães, sobre a utilização de verbas do ministério do ambiente no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Discordei da gestão e afirmei que se pagava tudo (incluindo construção de acessos e obras portuárias) menos a conservação da natureza. A certa altura eu disse-lhe que ele não era  Secretário de Estado do Ambiente mas sim das Obras Públicas. Uma acusação de submissão aos interesses económicos e favorecimento aos autarcas. Ficou ofendido, terá mexido os cordelinhos na RTP. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:400;">Durante algum tempo, nos anos 90 do século passado, tive uma presença continuada na rádio e na televisão. Tinha uma crónica mais ou menos quinzenal na Rádio Renascença sobre temas de ambiente a minha escolha, mas não durou muitos meses, eu tinha tantas coisas para fazer ao mesmo tempo&#8230; Fui várias vezes chamado para comentar assuntos de conservação da natureza no telejornal da RTP2, e até me pagavam para lá ir. Também tive prestações avulsas em vários programas generalistas nos vários canais, como por exemplo o das manhãs do Goucha. Arrependi-me de lá ir pois, para ele, o</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:400;">ambiente eram cocós de cão no passeio e não queria saber de mais nada. Não consegui passar a mensagem. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:400;">Já neste século, voltei a ser convidado várias vezes para intervenções nos vários programas da RTP (já ninguém se lembraria do episódio com que comecei esta memória) bem como da SIC e TVI.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:400;">Entre outros mais antigos, lembro-me de ter participado no programa da RTP2 “Sociedade Civil” de 11 de Setembro de 2013, no qual foi abordado o tema &#8220;Pesca Sustentável&#8221;.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:400;">Merece aqui uma referência especial o programa Biosfera, da RTP2, onde tive uma presença reiterada abordando temas diversos de ambiente, desde alterações climáticas, poluição, áreas protegidas, o Rio Sabor, oceanos,  até à exploração sustentável dos recursos. Enviei-lhes também informações escritas sempre que me solicitaram, bem como lhes proporcionei oradores para temas que não eram da minha especialidade. Participei desde o primeiro programa, em 2007, até 2014, ano em que a minha voz começou a falhar e o meu corpo deformado deixou de ser adequado, em meu entender, para passar a mensagem.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:400;">Por esta razão, as últimas vezes que aceitei falar foram em 2016 e 2017, na rádio Antena 1. Respectivamente, uma foi sobre as ameaças à biodiversidade no estuário do Douro, que passou em 22 de fevereiro às 8h15m, numa reportagem do jornalista Pedro Sá Guerra, e outra no programa “Ponto de </span><span style="font-weight:400;">Partida” nº 38, sobre Energia Inteligente,  emitido a 17 de janeiro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:400;">Na maioria das vezes foram intervenções contra os governos, órgãos da administração pública e privada, autarquias, lobbies da caça, da agricultura e das plantações florestais, denunciando as falhas, a ganância ou o desleixo, tudo tendo como resultado a subalternização da natureza e da qualidade de vida aos interesses económicos e jogos de poder. Outras vezes foram opiniões técnicas ou ainda divulgação do nosso património natural. Umas foram feitas como biólogo universitário, outras foram feitas com a camisola de dirigente associativo do Fapas, Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens. </span></p>
<hr />
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;"> No BAÚ <a href="https://armazemdebaus.home.blog/multimedia/">MULTIMÉDIA</a> disponibilizo alguns sons aqui mencionados</span></strong></p>
]]></html></oembed>