<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://arqueofuturista.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[arqueofuturista]]></author_name><author_url><![CDATA[https://arqueofuturista.wordpress.com/author/arqueofuturista/]]></author_url><title><![CDATA[Porque não apenas as árvores têm&nbsp;raizes]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Verdana;">O enraizamento é talvez a necessidade mais importante e mais olvidada da alma humana. Mesmo sem a conquista militar, o poder do dinheiro e da dominação económica podem impor uma influência estrangeira ao ponto de causar a doença do desenraizamento. […] O dinheiro destrói as raízes onde quer que ele penetre, substituindo tudo pelo simples desejo de ganhar sempre mais. Ele sobrepõe-se a tudo o resto porque implica um esforço muito menor. Nada é tão claro e tão simples que um cifrão. </p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Verdana;">O desenraizamento é de longe a mais perigosa doença das sociedades humanas, porque multiplica-se. Os seres realmente desenraizadas não têm senão duas possíveis atitudes: ou eles caiem numa inércia da alma quase equivalente à morte […] ou lançam-se numa actividade tendente ao desenraizamento, muitas vezes através dos mais violentos métodos, daqueles que ainda não estão ou estão apenas parcialmente desenraizados. </p>
<p><strong>Simone Weil </strong>– «<em>O enraizamento</em>»</p>
]]></html></oembed>