<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Arqueologia Das Cidades De Beja]]></provider_name><provider_url><![CDATA[http://arqueologiadascidadesdebeja.pt]]></provider_url><author_name><![CDATA[ceaucp]]></author_name><author_url><![CDATA[https://arqueologiadascidadesdebeja.pt/author/ceaucp/]]></author_url><title><![CDATA[Escavações levam à descoberta de vestígios da Casa da Moeda de&nbsp;Beja]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><a href="https://arqueologiadascidadesdebeja.files.wordpress.com/2014/11/vista-geral-da-escavac3a7c3a3o-na-rua-da-moeda.jpg"><img data-attachment-id="105" data-permalink="https://arqueologiadascidadesdebeja.pt/2014/11/23/escavacoes-levam-a-descoberta-de-vestigios-da-casa-da-moeda-de-beja/vista-geral-da-escavacao-na-rua-da-moeda/" data-orig-file="https://arqueologiadascidadesdebeja.files.wordpress.com/2014/11/vista-geral-da-escavac3a7c3a3o-na-rua-da-moeda.jpg" data-orig-size="4288,2848" data-comments-opened="0" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;10&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D90&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1247694992&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;18&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.0025&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="vista geral da escavação na rua da moeda" data-image-description="" data-medium-file="https://arqueologiadascidadesdebeja.files.wordpress.com/2014/11/vista-geral-da-escavac3a7c3a3o-na-rua-da-moeda.jpg?w=300" data-large-file="https://arqueologiadascidadesdebeja.files.wordpress.com/2014/11/vista-geral-da-escavac3a7c3a3o-na-rua-da-moeda.jpg?w=1024" class="alignnone wp-image-105 size-medium" src="https://arqueologiadascidadesdebeja.files.wordpress.com/2014/11/vista-geral-da-escavac3a7c3a3o-na-rua-da-moeda.jpg?w=300&#038;h=199" alt="vista geral da escavação na rua da moeda" width="300" height="199" srcset="https://arqueologiadascidadesdebeja.files.wordpress.com/2014/11/vista-geral-da-escavac3a7c3a3o-na-rua-da-moeda.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://arqueologiadascidadesdebeja.files.wordpress.com/2014/11/vista-geral-da-escavac3a7c3a3o-na-rua-da-moeda.jpg?w=600&amp;h=398 600w, https://arqueologiadascidadesdebeja.files.wordpress.com/2014/11/vista-geral-da-escavac3a7c3a3o-na-rua-da-moeda.jpg?w=150&amp;h=100 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Junto às ruínas do Fórum romano apareceram quilos de moedas em cobre, bem como a fundição e a oficina onde eram cunhadas</p>
<p class="SubCaixaContainer">No centro histórico de Beja, há uma Rua da Moeda, mas desconhece-se quando e porquê se incluiu este nome na toponímia da cidade. Apenas se tinha como hipótese o rei D. Manuel, natural de Beja, e onde foi duque, ter ali mandado cunhar ceitis (moedas de cobre). Mas como a informação sobre a sua localização sempre fora escassa e rodeada de especulação, sucessivas gerações de numismáticos sempre duvidaram da existência de uma fundição e oficina para cunhar moedas na cidade alentejana.</p>
<p><!--more-->A prova factual mais evidente que poderá comprovar a sua localização surgiu recentemente, no decorrer dos trabalhos de escavação no interior do edifício onde estava sedeado o departamento técnico da Câmara de Beja, quase em frente dos Paços do Concelho. A arqueóloga Conceição Lopes, que lidera uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra, no acompanhamento das obras de construção de um edifício sustentável, propriedade da autarquia, confirmou ao PÚBLICO o aparecimento de &#8220;quilos e quilos&#8221; de moedas de cobre, a respectiva fundição e a oficina onde eram cunhadas.</p>
<p>A investigadora diz ser &#8220;prematuro&#8221; dizer-se, em definitivo, que se trata da Casa da Moeda de Beja, mas não tem dúvidas de que se está &#8220;perante uma descoberta fabulosa&#8221;. Conceição Lopes já efectuou consultas e pesquisas na Universidade de Coimbra, na Torre do Tombo e no Arquivo Distrital de Beja, para assim poder consolidar a descoberta feita.</p>
<p>De entre as referências à existência de uma Casa da Moeda em Beja, um documento depositado na biblioteca do Museu Nacional de Arqueologia expressa a concessão feita pelo rei D. João III ao vedor da casa real: &#8220;A quantos esta minha carta virem faço saber que Ruy Lopes, do meu conselho e vedor da minha casa, me disse que eu lhe tinha dado licença para descobrir em termo de minha cidade de Beja uma mina de azougue e cobre, e por quanto no descobrimento da dita mina e tirar dos metais dela havia de fazer muita custa e despesa, me pedia que lhe desse licença que do dito cobre pudesse mandar laurar (cunhar) moeda de ceitis na dita cidade, numa casa que para isso construíra e fará à sua custa e despesa (&#8230;)&#8221;.</p>
<p>Conceição Lopes espera poder vir a ter condições para prosseguir com os trabalhos de investigação para definir com mais rigor o perfil e a dimensão do que admite possa ser a Casa da Moeda de Beja. A arqueóloga diz estar preocupada com as consequências da anulação da empreitada de construção do edifício sustentável, nas escavações que estavam a decorrer no local, e que foram interrompidas há mais de três meses por falta de pagamento aos dois arqueólogos que ali efectuavam trabalho de investigação.</p>
<p>O presidente da Câmara Municipal de Beja, Jorge Pulido Valente, garantiu que os trabalhos de escavação &#8220;continuam a decorrer&#8221;, mas adianta que para o seu prosseguimento se terá &#8220;ainda de arranjar financiamento&#8221;. O autarca socialista justifica a anulação da empreitada que ali estava a decorrer e que estava orçada em 3,230 milhões de euros, com a &#8220;incapacidade&#8221; revelada pelo empreiteiro para executar a obra, &#8220;desde o seu início&#8221;.</p>
<p>Por seu lado, o construtor alegou numa exposição que fez para o relatório elaborado pela equipa de fiscalização da obra que os atrasos verificados devem ser imputados ao município por &#8220;não ter entregue os elementos do projecto imprescindíveis à execução da obra&#8221;. E adianta que também se verificou o &#8220;incumprimento das obrigações contratuais perante o empreiteiro, não pagando nas datas de vencimento, nem posteriormente, os trabalhos executados e aceites&#8221;.</p>
<p>Jorge Pulido Valente refuta estas acusações, frisando que o empreiteiro chegou a abandonar a obra, facto que contribuiu para a &#8220;rescisão definitiva&#8221; do contrato. O resultado deste contencioso &#8220;tem um impacto directo&#8221; no prosseguimento das investigações arqueológicas, explica Conceição Lopes, acrescentando que, no momento em que pararam os trabalhos, se estava &#8220;precisamente a fazer o levantamento dos materiais descobertos&#8221; que a arqueóloga associou à Casa da Moeda.</p>
<p>Para além desta descoberta, o local é rico em testemunhos do período pré-romano, romano, muçulmano, medieval e moderno, o que leva Conceição Lopes a concluir que o local onde estão a decorrer as escavações &#8220;é onde a cidade se encontra com a sua construção&#8221;. Jorge Pulido Valente anunciou, na última reunião de câmara, que o projecto do edifício sustentável vai ser &#8220;profundamente reformulado&#8221; por razões de natureza económica e também devido à descoberta de &#8220;importantes vestígios arqueológicos&#8221;.</p>
<p>Os eleitos da CDU contestaram esta opção, alegando que era possível manter o actual projecto fazendo uma nova candidatura aos fundos comunitários.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(Retirado do Jornal online “Público”, do dia 09 de Março de 2012)</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://arqueologiadascidadesdebeja.files.wordpress.com/2014/11/vista-geral-da-escavac3a7c3a3o-na-rua-da-moeda.jpg?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[440]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[292]]></thumbnail_height></oembed>