<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[asas de papel]]></provider_name><provider_url><![CDATA[http://asasdepapel.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[Ariana Santos]]></author_name><author_url><![CDATA[https://asasdepapel.com/author/santosariana09/]]></author_url><title><![CDATA[As vidas sonoras do&nbsp;coração]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>Quantas vidas sonoras tem o meu coração?<br />
De tambor descompassado,<br />
À mais doce flauta enfeitiçada,<br />
A concha estéril ecoando o mar.</p>
<p>Numa outra vida sonora,<br />
O meu coração calou-se num murmúrio.<br />
Tão baixo, que não se sabia com voz<br />
Tão lento, que desesperava o próximo fôlego.</p>
<p>E, durante muito tempo,<br />
O silêncio,<br />
O som da engrenagem,<br />
A mecânica de existir.</p>
<p>Quantas vidas sonoras tem o meu coração?</p>
<p>Agora, nesta vida sonora,<br />
De canto de pássaro ferido,<br />
A ocarina doce e secreta,<br />
Ao sussurro doce de quem recomeça.</p>
<p>Voltar a ser a música que vem dentro,<br />
Um canto que nasce daquele sítio<br />
Onde, afinal, voz alguma morre.<br />
Apenas espera, num lento compasso,<br />
A batida certa para soprar,<br />
O canto certo para entoar.</p>
<p>Quantas vidas sonoras tem o meu coração?</p>
<p>Muitas, não consigo contar.<br />
O segredo está em nunca parar de cantar.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://asasdepapeldotcom.files.wordpress.com/2017/01/i3rypm16a18-i-m-priscilla.jpg?w=1200&fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[440]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[293]]></thumbnail_height></oembed>