<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[asas de papel]]></provider_name><provider_url><![CDATA[http://asasdepapel.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[Ariana Santos]]></author_name><author_url><![CDATA[https://asasdepapel.com/author/santosariana09/]]></author_url><title><![CDATA[As montanhas que se fazem&nbsp;planícies]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>Aqui, da montanha que escalei hoje,</p>
<p>Encosta íngreme que abraço como se fosse macia</p>
<p>Pedras que resvalam na minha fronte</p>
<p>E o cume liso de céu azul, bem alto, sobre a minha cabeça.</p>
<p>E desta montanha tão alta, e deste corpo cansado, e deste cume tão belo</p>
<p>Tudo é esquecido, a montanha torna-se planície</p>
<p>E o arfar rápido do meu peito torna-se longo suspiro.</p>
<p>Tudo porque vos vejo meus, o pai, o filho, o divino de existirem.</p>
<p>É tão grande a comoção, que tudo se oblitera: a dor, o medo, o cansaço.</p>
<p>Só o amor me invade, só a gratidão me prende a este chão.</p>
<p>Não importa quão humana sou 23 horas por dia.</p>
<p>Há um segundo, uns minutos e uma hora do dia, em que sou um deus menor.</p>
<p>Sou um milagre impossível.</p>
<p>Sou a esperança e a graça.</p>
<p>Cheguei a casa. Finalmente.</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://asasdepapeldotcom.files.wordpress.com/2018/05/img_0704.jpg?w=1200&fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[440]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[293]]></thumbnail_height></oembed>