<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[asas de papel]]></provider_name><provider_url><![CDATA[http://asasdepapel.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[Ariana Santos]]></author_name><author_url><![CDATA[https://asasdepapel.com/author/santosariana09/]]></author_url><title><![CDATA[Voltar à aldeia]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>Falta-me a aldeia, grande nas suas gentes pequenas e espaços curtos. Tudo perto, mãos entrelaçadas, sorrisos de esguelha, alegria aos tropeções.</p>
<p>Falta-me a aldeia, luminosa, com casas brancas de porta aberta, com mesa posta, aromas doces e um lugar alto vazio, para aquele que tarda mas sempre vem.</p>
<p>Falta-me a aldeia, em que a única solidão era a de dentro e um choro que nunca era só de um. O amparo vinha de um mesmo colo, largo, com as lágrimas do mundo.</p>
<p>Falta-me a aldeia, falta sentir-me uma mulher da aldeia, onde o vazio rodeia mas não entra.</p>
<p>Porque na aldeia, a solidão faz-se multidão, o vazio sucumbe às vozes estridentes e o silêncio é o bálsamo da natureza, a calma dada aos pássaros e aos dias.</p>
<p>Faz-me falta a aldeia e as suas pontes para atravessar os abismos.</p>
<p>Agora a aldeia sou eu e tu e esta casa silenciosa a ecoar a solidão de dentro. Os brancos são são mais amplos, as montanhas mais frias.</p>
<p>Falta-me a aldeia&#8230;</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://asasdepapeldotcom.files.wordpress.com/2018/06/img_0991.jpg?w=1200&fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[440]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[293]]></thumbnail_height></oembed>