<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[asas de papel]]></provider_name><provider_url><![CDATA[http://asasdepapel.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[Ariana Santos]]></author_name><author_url><![CDATA[https://asasdepapel.com/author/santosariana09/]]></author_url><title><![CDATA[A arte esquecida de ler&nbsp;poemas]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>Hoje li um poema. Todo, integral, até ao fim. E há quanto tempo não lia estas palavras musicadas ao som do coração, doces como os desejos gulosos do corpo, tempestuosos como as lágrimas feitas ondas rebeldes. É preciso espaço aqui dentro para ler um poema. Desenrolar a sua cadência debaixo da língua, desdobrar os trocadilhos e descobri-los sem manha, nas esquinas de sombra. Sentir que se vive outra vez, apesar do barulho dos dias quase sempre iguais, porque afinal o sol nasce sempre do outro lado do mar. É preciso ler poemas. É preciso ver uma flor a desabrochar. É necessário sentir a gota de chuva a caminhar como um caracol no vidro. É assim que cai o tempo na alma, com sentido e com peso.<br />
Não esquecer que se vive. Não abafar em controlo das coisas, sufocando o sentir.<br />
Hoje, leiam um poema. Ouçam uma música bonita. Hoje, vou dar um beijo com barulho e saliva nos meus amores. E devagar, desfrutando, vou sentir a sua presença, o seu fôlego doce, a sua maravilhosa existência em mim. E vou sorrir. É tão bom estarmos vivos.</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://asasdepapeldotcom.files.wordpress.com/2018/11/sandrachile-483700-unsplash.jpg?w=1200&fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[440]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[294]]></thumbnail_height></oembed>