<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://atrium.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[Luis António Santos]]></author_name><author_url><![CDATA[https://atrium.wordpress.com/author/atrium/]]></author_url><title><![CDATA[Barack Obama, a web social&#8230;e&nbsp;eu]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>Estava, esta manhã, com o TweetDeck aberto quando, às 10h01, vejo uma informação no feed da Reuters: &#8220;<strong><em>Barack Obama wins the Nobel Peace Prize &#8211; more on Reuters UK soon</em></strong>&#8220;.<br />
Tratando-se de uma notícia de relevo e tendo sida dada por uma fonte que eu considero credível, fiz o meu RT, ainda às 10h01 (eu, o António Larguesa, o digidickinson, e a NelmaAlas, considerando, naturalmente,  apenas o universo dos 1108 tweeters que sigo).<br />
Às 10h02 havia já um RT do meu RT.<br />
Tim Weber, business editor da BBC, adiantou a mesma informação ainda às 10h02 e a SIConline foi a a primeira organização de media tradicional nacional a revelar a informação (PS: no seu feed Twitter).<br />
A BBC News confirmava às 10h05 (A APMobile, curiosamente, só o faria às 10h08 &#8211; o que equivale a dizer que ficou completamente fora de jogo).<br />
O resto é história, como se costuma dizer.<br />
<img data-attachment-id="1844" data-permalink="https://atrium.wordpress.com/2009/10/09/barack-obama-a-web-social-e-eu/2008_obama-victory-prints/" data-orig-file="https://atrium.files.wordpress.com/2009/10/2008_obama-victory-prints.jpg?w=500&#038;h=498" data-orig-size="763,760" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="2008_Obama victory prints" data-image-description="" data-medium-file="https://atrium.files.wordpress.com/2009/10/2008_obama-victory-prints.jpg?w=500&#038;h=498?w=300" data-large-file="https://atrium.files.wordpress.com/2009/10/2008_obama-victory-prints.jpg?w=500&#038;h=498?w=763" class="aligncenter size-full wp-image-1844" title="2008_Obama victory prints" src="https://atrium.files.wordpress.com/2009/10/2008_obama-victory-prints.jpg?w=500&#038;h=498" alt="2008_Obama victory prints" width="500" height="498" srcset="https://atrium.files.wordpress.com/2009/10/2008_obama-victory-prints.jpg?w=500&amp;h=498 500w, https://atrium.files.wordpress.com/2009/10/2008_obama-victory-prints.jpg?w=150&amp;h=150 150w, https://atrium.files.wordpress.com/2009/10/2008_obama-victory-prints.jpg?w=300&amp;h=300 300w, https://atrium.files.wordpress.com/2009/10/2008_obama-victory-prints.jpg 763w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><strong>Notas:</strong><br />
<strong>1.</strong> A informação inicial (tanto quanto me apercebi) foi dada por uma das estabelecidas agências de notícias &#8211; a Reuters.<br />
<strong>2.</strong> A &#8216;viralização&#8217; da informação começou a ser feita por agentes não formais.<br />
<strong>3.</strong> Os media tradicionais, num primeiro momento, apenas repetiram o que lhes chegou das agências&#8230;e que já tinha sido repetido pelos agentes informais.</p>
<p><strong>Discussão:</strong><br />
Podiamos  falar de uma diferença de minutos ou até de segundos, se quisessemos ser rigorosos. Podiamos olhar para este episódio e pensar: seja como for, a informação inicial foi dada por uma agência e os media tradicionais reagiram com prontidão.<br />
Acontece que essa conversa não mais faria do que desviar-nos da &#8216;trave que temos mesmo à frente do olho&#8217; &#8211; os agentes informais são já parte integrante do processo de disseminação de informação (às vezes, embora não tantas como desejariam alguns, são também fonte original) e assumem (à escala das suas redes) uma preponderância semelhante à dos agentes tradicionais.<br />
Enquanto isto, os tais agentes tradicionais reagem com muito pouca flexibilidade e, sobretudo,  (à falta de melhor palavra) genica. Nos tempos que correm, acrescentar no site e disponibilizar no feed do Tweeter a informação da agência já está muito longe de ser suficiente.<br />
E, embora se trate de uma constatação que tem o seu quê de desonesto, dizer neste momento &#8220;isso também eu faço!&#8221; parece inevitável.<br />
É cada vez mais largo o território disponível para o &#8216;isso também eu faço&#8217; dos amadores e é cada vez mais estreito o território (e curto o tempo) disponível para os media tradicionais responderem &#8220;mas, desta forma, com todos estes elementos, com estas ligações e com este enquadramento, só nós conseguimos&#8221;.</p>
<p>Em minha casa, no escritório, enquanto preparava materiais para aulas, bati (ainda que por segundos) empresas que empregam centenas de jornalistas e que podem ter acesso a uma imensidão de recursos.<br />
Apesar de ser algo cada vez mais natural, é, ainda assim, ao mesmo tempo tenebroso e empolgante.</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://i2.wp.com/atrium.wordpress.com/files/2009/10/2008_obama-victory-prints.jpg?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[331]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[330]]></thumbnail_height></oembed>