<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Blog AuriNegra]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://aurinegra.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[aurinegra]]></author_name><author_url><![CDATA[https://aurinegra.wordpress.com/author/aurinegra/]]></author_url><title><![CDATA[FEBRES &#8211; Tradição e&nbsp;Futuro]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><a href="https://aurinegra.files.wordpress.com/2010/01/febres.jpg"><img data-attachment-id="113" data-permalink="https://aurinegra.wordpress.com/2010/01/22/febres-tradicao-e-futuro/febres/" data-orig-file="https://aurinegra.files.wordpress.com/2010/01/febres.jpg?w=490&#038;h=361" data-orig-size="500,369" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;2.8&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;C8080WZ&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;OLYMPUS DIGITAL CAMERA&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1264012900&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;14&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;50&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.016666666666667&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="febres" data-image-description="&lt;p&gt;OLYMPUS DIGITAL CAMERA&lt;/p&gt;
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<p><em>(Excerto do Especial de 8 páginas a cores)</em></p>
<p>&#8220;<strong>Febres, uma terra com história&#8221;</strong></p>
<p><strong>A história é contada por velhos e novos, que não deixam morrer as memória das origem de como as gentes da Gândara, vistas como fortes e determinadas, conseguiram transformar uma região agreste numa das mais prósperas freguesias do concelho de Cantanhede e até mesmo do distrito de Coimbra.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><!--more--></p>
<p>Perde-se no tempo a origem da freguesia de Febres, terra pantanosa e agreste que foi buscar o nome às repercussões das febres ou “sezões” do paludismo &#8211; também conhecida por malária &#8211; contra as quais os locais invocariam a ajuda de Nossa Senhora, por esta razão referenciada como “a das Febres”.</p>
<p>Aliás, ainda hoje muitos febrienses ou habitantes das localidade vizinhas dizem habitualmente “ir às Febres” e não “a” Febres, uma expressão que terá perdurado desses tempos de apelo à santa.</p>
<p>De acordo com o referenciado no livro da “Freguesia de Febres”, editado para assinalar a comemoração dos 200 anos da localidade, ainda antes da atribuição do nome “Febres”, a localidade principal seria apelidada de “Boeiro”.</p>
<p>O documento refere que “os parcos dados recolhidos sobre o actual lugar de Febres não são suficientes para podermos afirmar com rigor quando é que a antiga denominação de Boeiro foi definitivamente substituída pela actual (&#8230;). Apenas uma vez, e por alturas da visita pastoral de 6 de Julho de 1805, se fala na ‘igreja de Nossa Senhora da Conceição da Freguesia das Febres”. Os registos subsequentes voltam à designação de “freguesia de Nossa Senhora das Febres do Boeiro”.</p>
<p>Mas o nome “Boeiro” está também estritamente ligado à insalubridade manifestada por esta parcela de território, já que na zona meridional de Febres ficam as chamadas Lagoas Dianteiras, a testemunhar essa realidade geográfica, de decisivo papel na evolução histórica da freguesia.</p>
<p>Implantada em posição central na metade norte do território concelhio, esta é mais uma freguesia que resultou do desmembramento a partir do extenso território que compunha a vizinha Covões, a qual lhe vai traçando os limites geográficos.</p>
<p>Nas restantes confrontações, a freguesia de Febres, com uma considerável área de  2.243 hectares, faz fronteira com a freguesia de Vilamar (a poente), S. Caetano (a sudoeste), Cantanhede (a sul), Pocariça (a sudeste) e finalmente Camarneira (a nascente). É confrontada ainda, numa pequena área limítrofe do flanco noroeste ,com o o concelho de Vagos.</p>
<p><strong>A vasta freguesia com 15 lugares </strong></p>
<p>Para além da povoação principal de Febres, integram a freguesia mais 14 lugares, muito próximos uns dos outros mas que preenchem uma vasta área geográfica: Arrancada, Balsas, Barracão, Cabeços, Carrises, Chorosa, Corgos, Fontinha, Forno Branco, Lagoas, Pedreira, Sanguinheira, Serredade e Sobreirinho.</p>
<p>Densamente povoada, a freguesia regista actualmente um número de habitantes que ultrapassa os cinco mil.</p>
<p>A freguesia de Febres foi criada em 1791, de acordo com um testemunho escrito na época, designado por Auto de Desmembração, publicado posteriormente num estudo monográfico comemorativo do segundo centenário da existência da freguesia, com textos de vários autores.</p>
<p>Na publicação já referida, Carlos Simões Cruz, um dos autores da obra, refere que “o primitivo lugar do Boeiro, cuja primeira referenda que compulsámos data de 1683, estendia-se para nascente do actual centro e tratava-se de um povoado de relativa importância, embora fosse mais pequeno que, por exemplo, Balsas, Corticeiro de Baixo, Camarneira ou Covões”.</p>
<p>Alguns lugares que integram a actual freguesia surgem já arrolados em documentação baixo medieval, tal como nos casos de Balsas e Arrancada, mencionadas em registos escritos datados de 14 de Dezembro de 1271 e 25 de Novembro de 1311, respectivamente.</p>
<p>Febres, que viria a assumir um papel importante no centro de todos estes lugares, já que é ali que se começa a concentrar a população para a feira semanal e o comércio que assume papel de relevo, ou ainda para o culto na igreja, erguiam-se alguns importantes exemplares de solarenga arquitectura, edifícios de certa imponência cuja traça evidenciaria feições estruturais de épocas setecentista e oitocentista.</p>
<p>O próprio templo paroquial primitivo, de harmoniosa fábrica ao gosto barroco, possivelmente de finais do século XVIII ou de inícios do seguinte, apresentar-se-ia já algo arruinado por volta de 1950, acabando por ser demolida e, em sua substituição erguida, a pouco distância, a actual Igreja Paroquial que se torna o centro da vila.</p>
<p>Para além deste templo principal da freguesia, a população dá, por meados do século passado, extrema importância a uma pequena capela situada no centro do lugar da Fontinha.</p>
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