<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Blog AuriNegra]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://aurinegra.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[aurinegra]]></author_name><author_url><![CDATA[https://aurinegra.wordpress.com/author/aurinegra/]]></author_url><title><![CDATA[De Febres para o&nbsp;Mundo]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><a href="https://aurinegra.files.wordpress.com/2010/03/fernandocandido.jpg"><img data-attachment-id="232" data-permalink="https://aurinegra.wordpress.com/2010/03/12/de-febres-para-o-mundo/fernandocandido/" data-orig-file="https://aurinegra.files.wordpress.com/2010/03/fernandocandido.jpg?w=490&#038;h=380" data-orig-size="500,388" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;3.5&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;u850SW,S850SW&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;OLYMPUS DIGITAL CAMERA&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1261127865&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;6.7&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;80&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.033333333333333&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="FernandoCândido" data-image-description="&lt;p&gt;OLYMPUS DIGITAL CAMERA&lt;/p&gt;
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<p><strong>Fernando Santos Cândido é um homem invulgar. Tanto pode ser encontrado a atravessar a Austrália de bicicleta, a fazer canoagem nas águas geladas do Árctico, a escalar as mais altas montanhas de África ou a descer às mais profundas cavernas da Europa. Mas também passa muitas horas enfiado em bibliotecas e arquivos a pesquisar as origens dos seus antepassados. Tal como em salas de aula, a exercer as suas funções de professor. Ou pacatamente em sua casa, no Canadá, com a mulher e as duas filhas, ou na sua terra natal, em Febres, a conviver com familiares e amigos.</strong></p>
<p>Nasceu em Serredade, na freguesia de Febres, a 24 de Dezembro de 1960.</p>
<p>Quando tinha apenas 5 anos deixou Portugal, levado pelos pais que emigraram para o Canadá, mais concretamente para Montreal.</p>
<p>Essa seria a primeira das suas grandes viagens e o início de uma vida recheada de aventuras.</p>
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<p>A mãe regressaria a Portugal em 1974, o pai em 1976, mas para Fernando este cantinho no extremo da Europa era demasiado pequeno para quem se habituara à vastidão e à diversidade do Canadá, onde estudara numa escola de língua francesa.</p>
<p>Ainda esteve dois anos em Portugal, mas regressou ao Canadá para continuar os estudos e fazer pela vida.</p>
<p>Após trabalhar num supermercado de Montreal cerca de 5 anos, foi para Edmonton, para aperfeiçoar o seu inglês. E em 1985 decidiu seguir para Alberta, em cuja Universidade ingressou, adquirindo preparação para a profissão que ainda hoje exerce: a de professor de francês.</p>
<p>Entretanto casou com uma emigrante, Tara Nadeau, de origem ucraniana e francesa (que actualmente é directora do Serviço de Urgências do Hospital de Edmonton, no Canadá). O casal tem duas filhas (com 11 e 14 anos), e os 4 elementos da família partilham o gosto pelas aventuras.</p>
<p>Mas Fernando é, naturalmente, o que tem experiências mais ricas, mais variadas e mais surpreendentes.</p>
<p><em>“Sou muito aventureiro!”</em> – confessa, com um sorriso, na entrevista que concedeu ao AuriNegra em Febres, onde se deslocou recentemente. E dá exemplos:</p>
<p><em>“Já atravessei grande parte da Austrália de bicicleta, completamente só, tendo percorrido cerca de 3 mil quilómetros. A maior dificuldade foi o calor. Mas também já atravessei de bicicleta uma boa parte do Norte do Canadá, cerca de 1.400 quilómetros, até ao Oceano Árctico, e aí a maior dificuldade foi o frio”.</em></p>
<p>Revela-nos que, apesar de gostar de aventuras, prepara sempre muito bem as suas viagens, para minimizar os riscos e tirar o melhor partido do tempo que dedica a estas deslocações por locais remotos.</p>
<p>Ainda assim, e como sucede com todos os viajantes aventureiros, tem vivido espantosos episódios em quase todas as viagens, que relata com a simplicidade que o caracteriza.</p>
<p><strong>SUBIR AO KILIMANJARO FOI O MAIS RECENTE DESAFIO</strong></p>
<p>Em algumas dessas histórias vividas surgem protagonistas pouco desejáveis, como ursos agressivos, grandes cobras piton ou os gigantescos crocodilos australianos.</p>
<p>A mais recente aventura de Fernando Cândido foi a escalada do Kilimanjaro, a mais alta montanha de África, que com os seus 5.895 metros de altitude é também uma das mais elevadas de todo o Mundo.</p>
<p>O nome original deste pico situado na Tanzânia é Kilima Njaro, que significa “Montanha Brilhante” na língua Swali, falada pelas tribos daquela região.</p>
<p>E, de facto, a montanha brilha porque o sol se reflecte nas neves eternas que lhe cobrem os picos.</p>
<p>Por isso, ali o “inimigo” não é o calor (que normalmente se associa ao Continente africano), mas antes o ar rarefeito pela grande altitude (que dificulta a respiração e provoca doloroso cansaço), as temperaturas negativas e as neves que têm de enfrentar-se na escalada.</p>
<p>Desta vez Fernando foi acompanhado por Tara, sua Mulher, também ela apreciadora de viagens, pelo que a experiência foi ainda mais gratificante.</p>
<p>Conta-nos que após a travessia da floresta tropical, foi com entusiamo que viram surgir  no horizonte a <em>“imponente, deslumbrante e desafiadora cordilheira” </em>– como ele a descreve ao AuriNegra.</p>
<p>O mais complicado viria a seguir. Foram necessários seis longos dias para vencer esta difícil e arriscada prova de resistência. Apesar das várias etapas, do apoio dos guias experientes, há momentos em que apetece desistir. E a maioria desiste mesmo.</p>
<p>Não foi o caso do casal Cândido, que embora tendo sofrido alguns problemas físicos, aguentou firme e conquistou o seu objectivo – como atestam as fotografias que os guias ali lhes tiraram.</p>
<p>E depois a descida, bem mais fácil, pelo lado oposto da montanha, e que demora só um dia e meio, e durante a qual se vislumbram paisagens magníficas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>UM DESPORTISTA MULTIFACETADO</strong></p>
<p>Para enfrentar estas longas viagens, as agruras dos terrenos e as extremas variações de clima, Fernando Cândido tem de estar em boa forma física.</p>
<p>O que para ele não é problema, já que é um desportista nato e multifacetado.</p>
<p>Além do ciclismo, pratica ginástica, natação (<em>“de preferência no mar”</em> – como faz questão de referir), “snowboard” e esqui na neve.</p>
<p>É ainda um amante da espeleologia e do montanhismo. Mas também de canoagem e de caminhadas em contacto directo com a Natureza, seja nas florestas ou nos desertos africanos, nas estepes europeias, nos glaciares americanos.</p>
<p>Já perdeu a conta aos países por onde andou, nos vários Continentes.</p>
<p>Umas vezes completamente só (como na “epopeia” da travessia australiana, em que andava centenas de quilómetros sem ver gente), outras com amigos (caso do Alasca), e ainda outras com a Mulher e as duas filhas – sendo estas últimas, revela, as que lhe dão mais prazer.</p>
<p><strong>UM “INDIANA JONES” </strong><strong>DE FEBRES PARA O MUNDO</strong></p>
<p>Não será exagero dizer que Fernando Cândido é uma espécie de “Indiana Jones”.</p>
<p>De facto, para além de aventureiro destemido, de viajante que já correu quase todo o Mundo, o nosso entrevistado tem outro ponto em comum com a personagem celebrizada no cinema por Harrison Ford: o gosto por estudar o passado.</p>
<p>E se no caso das ficções de “Indiana Jones” era mais a arqueologia a assumir destaque, no que concerne a Fernando Cândido é a genealogia, também um ramo da História, mas que se dedica ao estudo das origens e da evolução das famílias.</p>
<p>Esse é um dos passatempos favoritos de Fernando (quando não está a viajar&#8230;), que o leva a passar longo tempo a pesquisar em bibliotecas, em arquivos, em igrejas, num trabalho que é quase de detective.</p>
<p><em>“Já ajudei várias pessoas, no Canadá e até nos Estados Unidos, mais concretamente na Califórnia, a descobrirem os seus antepassados portugueses”.</em></p>
<p>O outro passatempo de Fernando é o de partilhar os seus gostos e as suas experiências na internet. Quem quiser saber mais pormenores sobre as suas viagens, ou conhecer mais detalhes sobre a genealogia e os respectivos instrumentos, basta consultar o site  de Fernando Cândido (ver caixa).</p>
<p>Certamente que em breve lá haverá relatos das próximas aventuras!</p>
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