<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[BLASFÉMIAS]]></provider_name><provider_url><![CDATA[http://blasfemias.net]]></provider_url><author_name><![CDATA[vitorcunha]]></author_name><author_url><![CDATA[https://blasfemias.net/author/vitcunha/]]></author_url><title><![CDATA[Educação sexual seria irem todos esfregarem-se na&nbsp;biblioteca]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>De vez em quando, lá aparece a conversa da educação sexual nas escolas. Admito alguma apreensão quando vejo que um jornal como o Público precisa de declarações de um médico de 26 anos. Não é que a idade seja um posto, mas eu lembro-me de ter 26 anos e não confiaria em mim nessa altura para me aconselhar sobre fosse o que fosse. Já agora, na idade de enfartes e perda progressiva de visão, é o que é, mais dúvidas do que certezas. </p>
<p>Diz então o recém-formado médico, ainda sem especialidade, mas grande referência na matéria para o jornal Público que “<a href="http://www.publico.pt/n1865711">temos uma tradição de punição e repressão da abordagem à sexualidade, que ainda tem grande peso, e que pode estar na base da opção de apresentar os tópicos que devem ser abordados de uma forma muito vaga</a>”. Estou a presumir, com algum grau de certeza, que é alguém que saiu do armário há pouco tempo. </p>
<p>Como se pode, então, ser específico, fugir a essa forma vaga de abordar os temas? Um manual de instruções? “Inserir pénis erecto em vagina previamente humedecida por actividade de aquecimento, como 10 minutos de trampolim com o professor de educação física”?</p>
<p>Desde quando ficamos estúpidos? Verdadeiramente estúpidos, ao ponto de aceitarmos disciplinas como “cidadania” ou “educação sexual”? Porque é que a disciplina de desporto se chama “educação física”? Porque é que ética se chama “educação moral”? Porque é que arte e estética se chama “educação visual”? Porque é que artes e ofícios se chama “educação tecnológica”?</p>
<p>Quanto à parte sexual, eu quero é que a escola deixe os meus filhos em paz, que a Playboy deixe de ser palerminha e que os quartos tenham uma porta que feche por dentro. Não há educação sexual: há vida sexual. Não há-de ser a escola ou um indivíduo de 26 anos que nos há-de ensinar a viver. </p>
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