<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Bruno Carlos]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://brunocarlos.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[Bruno Carlos]]></author_name><author_url><![CDATA[https://brunocarlos.wordpress.com/author/killimanjaro/]]></author_url><title><![CDATA[Usabilidade/Acessibilidade &amp; Webdesigners]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>Estou envolvido num projecto de remodelação do layout de um site de uma das publicações da empresa onde trabalho, assim como a respectiva adaptação deste layout ao CMS que está a ser utilizado neste momento na empresa. Quem se encontra a desenvolver o layout é uma empresa de webdesign que numa primeira fase nos apresentou uma proposta muito bonita, com muitas imagens, muitos cantos arredondados, muitos gradiantes, enfim tudo o que é desnecessário num site de informação. Não quero dizer com isto que os sites de informação têm obrigatoriamente de ser feios, no entanto terá de existir um cuidado acrescido de modo a facilitar o acesso aquilo que realmente é importante, a informação. Obviamente que todos os webstandarts foram esquecidos nesta primeira fase, usabilidade e acessibilidade absolutamente para esquecer. Pior de tudo eram mesmo as notícias que ocupavam cerca de 30% da página, o que para um site de informação é ridículo.</p>
<p>Defini então todas as especificações técnicas que achei essenciais, como validação do HTML e CSS, validação do código ao nível da acessibilidade (por exemplo através do site <a href="http://webxact.watchfire.com/" rel="nofollow">http://webxact.watchfire.com</a>) e limites para o tamanho total de imagens, HTML, CSS e Javascript.</p>
<p>Devo confessar que a segunda versão que tive acesso estava bastante melhorada, respeitando praticamente todos os requisitos que defini. Continuava a ter alguns problemas em termos de destaque das notícias, também não eram utilizados &#8220;headings&#8221; para os títulos (o googlebot adora headings), mas para além disso pouco mais havia a apontar. No entanto verifiquei que não escalava no firefox e no IE&lt;7, ou seja o aumento de letra não era correspondido com um aumento das caixas. Foi aqui que se desenrolou uma troca de ideias mais acesa&#8230;</p>
<p>Eu defendia a possibilidade de escalar, o webdesigner não via essa necessidade, utilizando o argumento de que poucos sites têm esta funcionalidade em Portugal e para além disso apenas um reduzido número de pessoas é que poderá sentir essa necessidade&#8230; Não acho que isto seja obviamente um argumento válido. A questão é muito simples e pode-se fazer uma analogia perfeita: &#8220;Se vamos construir um hotel necessitamos mesmo de criar rampas de acesso e instalações adequadas a deficientes? Eles provavelmente também representam uma minoria das pessoas que frequentam o hotel&#8230;&#8221;, no site passa-se o mesmo, se as pessoas sentem necessidade de aumentar um pouco a letra de modo a poderem aceder à informação de que necessitam, porque não criar essa possibilidade? Têm menos direitos que as outras pessoas que não têm dificuldades?</p>
<p>Enfim lá se conseguiu convencer (?) o webdesigner&#8230;</p>
<p>Continuo a ver muitos sites mal construídos por essa web fora, porque simplesmente os webdesigners não se importam, pois dá muito trabalho respeitar todos os webstandarts, para além disso ainda é necessário testar em browsers e resoluções diferentes. Mas esta não é razão para se fazerem as coisas mal feitas, ninguém pode ficar limitado no acesso à informação devido ao sistema que utilizam ou dificuldades físicas que possuam.</p>
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