<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Canil Covão d\'Ametade]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://canilcovaodametade.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[covaodametade]]></author_name><author_url><![CDATA[https://canilcovaodametade.wordpress.com/author/covaodametade/]]></author_url><title><![CDATA[Estalão da raça]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<div>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Tahoma;">ESTALÃO DO CÃO DA SERRA DA ESTRELA<br />
</span></strong><span style="font-family:Tahoma;"><br />
Tem o seu solar na Serra da Estrela desde remotas eras, perdendo-se no tempo a sua variedade origem.<br />
Deve ser, no entanto, uma das raças caninas mais antigas da Península Ibérica.<br />
Encontra-se desde as imediações das faldas da Serra, até às mais elevadas altitudes ( 2000 metros<br />
aproximadamente ), sobretudo no Verão em que, desaparecida a neve, as pastagens vicejam nas altas<br />
planuras, sendo procuradas pelos gados, visto, nas regiões do sopé, o calor excessivo ter dessecado toda a<br />
vegetação pascigosa. Os cães acompanham os rebanhos, como guardiões vigilantes, defendendo-os das<br />
feras que tais paragens infestam. Encontram-se, ainda, dispersos por vários pontos do país, sobretudo no<br />
Centro, vindos da Serra, quando cachorros ou nascidos já de reprodutores oriundos das regiões serranas.<br />
I – ASPECTO GERAL E APTIDÕES<br />
Cão convexilíneo, molossóide, tipo mastim; inseparável companheiro do pastor e guarda fiel do rebanho<br />
que, encarniçadamente, defende contra os lobos e roubadores de gado. Esplêndido guarda de quintas e<br />
habitações; de defesa pessoal e até utilizado, com vantagem, como animal de tracção.<br />
Animal rústico, bem entroncado, com viveza de andamentos e imponente de atitudes. Olhar vivo, calmo e<br />
expressivo. Respeitável pela sua poderosa agressividade para com os estranhos e de uma docilidade<br />
característica junto do pastor.<br />
Bem proporcionado, morfologicamente perfeito, de uma acentuada de conjunto, reveladora de uma<br />
pureza étnica radicada pelo tempo.<br />
II – CABEÇA<br />
Forte, volumosa, de maxilas bem desenvolvidas. Pele lisa no crânio e na face. Alongada e ligeiramente<br />
convexa; de chanfradura nasal ( stop ) pouco pronunciada, e a uma distância aproximadamente igual da<br />
ponta do focinho e do vértice do crânio. Boa inserção. Proporcionada ao corpo, bem como o crânio em<br />
relação à face, o que lhe dá, em conjunto, uma acentuada harmonia.<br />
REGIÃO CRÂNIO-FRONTAL – Bem desenvolvida, arredondada e de perfil convexo.<br />
CRISTA OCCIPITAL – Apagada.<br />
ORELHAS – Pequenas, em relação ao conjunto ( 11 cm de comprimento por 10 cm de largura );<br />
delgadas, trianguliformes, arredondadas na ponta; pendentes; de média inserção; inclinadas para trás;<br />
caindo lateralmente, encostadas à cabeça e deixando ver, na base, um pouco da face interna. São<br />
permitidas as orelhas cortadas, tendo, porém, preferência, as orelhas inteiras.<br />
OLHOS – Horizontais, aflorados, de forma oval; regulares no tamanho, iguais e bem abertos; de<br />
expressão inteligente e calma; cor âmbar escuro, de preferência. Pálpebras fechando bem, e de bordos<br />
orlados de negro. Sobrolhos um tanto aparentes.<br />
CHANFRO – alongado, estreitando para a ponta, sem afilamento; tende para o rectilíneo, na sua maior<br />
extensão, e muito ligeiramente convexo junto ao bico.<br />
VENTAS – Direitas, largas e bem abertas. Sempre mais escuras do que a pelagem e, de preferência,<br />
pretas.<br />
BOCA – Bem rasgada, de lábios grandes, pouco espessos, não pendentes e bem sobrepostos. Mucosa<br />
bocal e céu da boca intensamente pigmentados de preto, bem como os bordos labiais. Dentes fortes,<br />
brancos, bem implantados e adaptando-se bem.<br />
III – TRONCO<br />
PESCOÇO – Direito, curto e grosso; bem saído, bem unido e embarbelado sem demasia.<br />
PEITO – Bem arqueado, sem ser cilíndrico; largo, profundo e bem descido.<br />
LINHA SUPERIOR – Dorso quase horizontal e de preferência curto; rins largos, curtos, bem musculados<br />
e bem unidos com a garupa, que é um pouco descida.<br />
LINHA INFERIOR – Abdómen pouco volumoso, proporcionado à corpulência do animal, ligando-se<br />
insensivelmente com as regiões confinantes; a linha inferior deve elevar-se, de uma forma gradual, mas<br />
suave, do esterno às virilhas.<br />
CAUDA – Inteira, comprida, chegando até à ponta do curvilhão, quando o animal está tranquilo. Grossa,<br />
em cimitarra; de média inserção; bem guarnecida de pêlos e franjada nos cães de pêlo comprido,<br />
formando gancho na ponta. Porte baixo da horizontal, caindo naturalmente entre as coxas quando parado.<br />
Excitado o animal e em movimento, a cauda ultrapassa a horizontal, encurvando-se para cima, para<br />
diante, para o lado e para baixo.<br />
IV – MEMBROS ANTERIORES E POSTERIORES<br />
Bem aprumados, quando colocado o animal em posição conveniente. Antebraços e canelas<br />
aproximando—se da forma cilíndrica. Esqueleto bem constituído, bem musculado e com forte ossatura.<br />
Articulações grossas; ângulos de abertura regular, com grande facilidade de movimentos. Curvilhão um<br />
pouco descido, regularmente aberto e de boa direcção, seguindo-se-lhe uma canela vertical.<br />
PÉS – Proporcionados à corpulência do animal. Bem constituídos; nem muito redondos, nem alongados<br />
em excesso; intermédios dos pés de gato e de lebre, de forma a evitar o espalmado. Dedos grossos, bem<br />
unidos e providos de pêlos abundantes nos espaços inter-digitais e entre os tubérculos plantares. Palmas<br />
grossas e duras. Unhas escuras, ou antes pretas e bem saídas.<br />
Podem apresentar presunhos simples ou duplos.<br />
V – PELAGEM<br />
PÊLO – Forte, ligeiramente grosseiro, sem demasiada aspereza, fazendo lembrar, um pouco, o pêlo de<br />
cabra; liso ou ligeiramente ondulado e assente em quase todo o corpo; muito abundante, quer se trate da<br />
variedade de pêlo curto ou a de pêlo comprido.<br />
Normalmente o pêlo apresenta-se desigual em certas regiões. Nos membros, dos codilhos e curvilhões<br />
abaixo, é mais curto e denso, assim como na cabeça; nas orelhas diminui de comprimento da base para a<br />
ponta, tornando-se fino e macio, é mais comprido na cauda, que é farta, grossa e franjada na variedade de<br />
pêlo comprido, em volta do pescoço e bordo inferior, formando barbela e nas nádegas, que são<br />
abundantemente franjadas, bem como a face posterior dos antebraços, sobretudo nos de pêlo comprido.<br />
A pelugem é constituída por pêlos finos, curtos, abundantes e emaranhados na base dos pêlos grosseiros<br />
e, de ordinário, mais clara que a pelagem. Encontra-se, principalmente, na variedade de pêlo comprido.<br />
CORES – Só são admitidas as pelagens fulva, lobeira e amarela, unicolores ou com malhas brancas.<br />
VI – ALTURA<br />
De 65 a 72 cm para os cães e de 62 a 68 cm para as cadelas.<br />
VII – ANDAMENTOS<br />
Movimentos normais e fáceis.<br />
VIII – DEFEITOS<br />
PENALIZAÇÕES E DESQUALIFICAÇÕES<br />
CABEÇA – muito estreita , comprida e afilada; MAXILAS – prognatismo; OLHOS – gázeos ou<br />
desiguais de tamanho; ORELHAS – má inserção, muito grandes, carnudas e redondas; CAUDA –<br />
amputada, rudimentar ou falta de nascença; PELAGEM – albinismo, ventas muito claras e, em especial,<br />
almaradas, pêlo afastando-se muito do tipo natural; CORPULÊNCIA – excessiva ( gigantismo ) ou<br />
diminuta ( nanismo ), podendo conceder-se uma tolerância de mais ou menos 4 cm.</p>
<p></span></p>
<p style="text-align:right;">(Clube Português de Canicultura)</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;"><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></span></p>
</div>
]]></html></oembed>