<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Cláudia Sofia]]></provider_name><provider_url><![CDATA[http://claudiasofia.pt]]></provider_url><author_name><![CDATA[Claudia Sofia]]></author_name><author_url><![CDATA[https://claudiasofia.pt/author/sophiaspotlight/]]></author_url><title><![CDATA[A olhar o&nbsp;mar!]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><strong>I.</strong></p>
<p>A olhar o mar percebi que para nos unirmos verdadeiramente a outro ser há que alcançar a naturalidade das ondas do mar, que chocam umas nas outras e rapidamente se transformam numa só onda gigante, reforçando assim a sua força.</p>
<p><strong>II.</strong></p>
<p>A olhar o mar perguntei-me como conseguem as ondas do mar chegar à areia com tanto obstáculo no caminho. Aparentemente algumas terminam a sua jornada mais cedo, sem alcançar a terra prometida. A verdade é que apenas se unem para lá chegar&#8230; naturalmente&#8230; as pequenas ondas são rodeadas pelas maiores – que perante a pedra dura – as desviam, deslizando rumo ao seu objectivo, a areia. Depois é vê-las divertirem-se a desaparecer no meio dos grãos de areia, deixando para trás o rasto branco da sua alegria.</p>
<p><strong>III.</strong></p>
<p>A olhar o mar apreciei o desapego delas. Mesmo sabendo que morrem ao tocar a areia, as ondas deixam-se levar e terminam a sua viagem no leito arenoso, por vezes quente, da praia. Independentemente da experiência, continuam a cumprir a sua missão e a viver de acordo com a sua essência.</p>
<p><strong>IV.</strong></p>
<p>A olhá-lo percebi que a vida é como o mar. Uns dias mais calmos outros mais agitados, se bem que sempre em renovação. Há momentos na vida em que pensamos que a viagem chegou ao fim e, na realidade, apercebemo-nos que apenas começou um novo ciclo, bem à imagem das ondas do mar. Ao bater na areia, as ondas parecem acabar a sua jornada, a verdade é que logo recolhem ao leito do oceano para iniciá-la de novo.</p>
<p><strong>V.</strong></p>
<p>Sentei-me nas escadas que levam até à areia humedecida pelas ondas frias do mar. Fechei os olhos e fiquei ali perdida nos meus pensamentos. Rapidamente me deixei invadir pelo som único do meu professor de cada dia.</p>
<p>Poucos segundos passaram até que reparei no silêncio que se sente após o rebentamento de uma onda. Primeiro sente-se um estrondo poderoso – próximo ao do rebentar de uma bomba – e depois logo se sente o deslizar suave da onda na areia. Assim que a onda desenrola sobre a areia sente-se o som do borbulhar da espuma e de seguida o chegar de uma nova onda a recolher a sua precedente.</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://sophiaspotlight.files.wordpress.com/2012/12/dscn0223.jpg?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[248]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[330]]></thumbnail_height></oembed>