<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[ECOS DA SELVA]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://ecosdaselva.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[escultor]]></author_name><author_url><![CDATA[https://ecosdaselva.wordpress.com/author/escultor/]]></author_url><title><![CDATA[Sangue yanomami devolvido]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><a href="https://ecosdaselva.files.wordpress.com/2010/05/images.jpg"><img data-attachment-id="691" data-permalink="https://ecosdaselva.wordpress.com/2010/05/11/sangue-yanomami-devolvido/images-21/" data-orig-file="https://ecosdaselva.files.wordpress.com/2010/05/images.jpg" data-orig-size="125,83" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="yanomami" data-image-description="" data-medium-file="https://ecosdaselva.files.wordpress.com/2010/05/images.jpg?w=125" data-large-file="https://ecosdaselva.files.wordpress.com/2010/05/images.jpg?w=125" class="alignleft size-full wp-image-691" title="yanomami" src="https://ecosdaselva.files.wordpress.com/2010/05/images.jpg?w=125&#038;h=83" alt="" width="125" height="83" /></a>Uma proposta de acordo enviada pelo governo brasileiro a cinco centros de pesquisa americanos, em Março, está prestes a resolver uma polémica mundial que começou há mais de quarenta anos entre geneticistas e antropólogos estrangeiros e índios Yanomami. A disputa tem origem em 1967, quando equipas lideradas pelo geneticista James Neel e pelo antropólogo Napoleon Chagnon recolheram milhares de amostras de sangue Yanomami no Brasil e na Venezuela. Em 2000, o jornalista norte-americano Patrick Tierney acusou-os no seu livro &#8220;Trevas no Eldorado&#8221; de, entre outras coisas, &#8220;comprar&#8221; o sangue com armas e presentes e conduzir pesquisas sem obter consentimento dos índios. Neel morreu naquele ano sem ter sido investigado. Chagnon foi inocentado pela Associação Americana Antropologia. Além de levantar uma das maiores controvérsias éticas e científicas da antropologia ao redor do mundo, o livro horrorizou os Yanomami ao apontar para a manutenção até hoje de sangue congelado de seus pais e avós em centros de pesquisa. Lideranças Yanomami tentam há anos reaver as amostras para finalizar rituais mortuários, mas os centros inicialmente resistiram a devolvê-las, não só por sua utilidade em pesquisas, como por temores de problemas na Justiça. Sob pressão dos índios, o Ministério Público Federal de Roraima deu início em 2005 a um procedimento administrativo para recuperar as amostras. Foram enviadas cartas a diversas instituições nos EUA, das quais cinco confirmaram ter material biológico Yanomami em seu poder: Universidade do Estado da Pensilvânia (a Penn State), Instituto Nacional do Câncer, Universidade Binghamton, Universidade do Estado de Ohio e Universidade da Califórnia em Irvine. Após anos de consultas, foi feita uma proposta de &#8220;Acordo de Transferência de Material&#8221; para a devolução das amostras ao Brasil. As universidades, cansadas da polémica, manifestaram-se disposta a ceder.</p>
<p><em>Fonte: Folha Online</em></p>
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