<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[ECOS DA SELVA]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://ecosdaselva.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[escultor]]></author_name><author_url><![CDATA[https://ecosdaselva.wordpress.com/author/escultor/]]></author_url><title><![CDATA[CESTA]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><strong>BELEZA SELVAGEM</strong></p>
<p style="text-align:left;">A beleza da mulher índia é o efeito da sua liberdade. É uma beleza que não se <img data-attachment-id="192" data-permalink="https://ecosdaselva.wordpress.com/2009/04/19/dia-do-indio-ou-folclore/india/" data-orig-file="https://ecosdaselva.files.wordpress.com/2009/04/india.jpg" data-orig-size="127,101" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="india" data-image-description="" data-medium-file="https://ecosdaselva.files.wordpress.com/2009/04/india.jpg?w=127" data-large-file="https://ecosdaselva.files.wordpress.com/2009/04/india.jpg?w=127" class="alignleft size-thumbnail wp-image-192" title="india" src="https://ecosdaselva.files.wordpress.com/2009/04/india.jpg?w=150&#038;h=120" alt="india"   />nota à primeira vista, porque não procura ser notada. É uma beleza que está sempre presente mas não se impõe. Apenas se pressente quando o desejo da fecundidade paira no silêncio da floresta.<br />
De olhos negros, cabelo preto, ombros robustos e seios livres, a mulher índia é quase um desafio à nossa raça, aos nossos dispendiosos gostos, às nossas preocupações alimentares. Tal como a maioria do povo da floresta, ela quase nunca se alimenta o bastante e vive privada dos ingredientes de base da dietética moderna, como o leite, os legumes, e muitas vezes da fruta.<br />
Enquanto nós fazemos da beleza um espectáculo, tornando-nos reféns das calorias e das vitaminas, a mulher índia vinga-se, sendo apenas bela. Apesar dos enfeites que retira da natureza ou das pinturas com que cobre o corpo desnudado, a mulher indígena não pretende dominar nem rivalizar com nenhuma outra imagem que não a sua.<br />
Sem noção dos conceitos de beleza adoptados pelas sociedades modernas, a mulher índia torna-se encanto porque é misteriosa e segura. O rosto oblíquo e os olhos rasgados realçam-lhe os traços selvagens.<br />
Mas o que verdadeiramente a distingue é o facto de ser livre. Como refere o escritor francês, Jean-Marie Le Clézio, a beleza da mulher indígena não resulta do acaso mas da sua “liberdade de ser o que é, sem receio dos interditos da moral ou da religião; liberdade de escolher para o corpo e para o espírito os seus trabalhos, os seus acasalamentos, os seus partos. Liberdade de se afastar do homem que deixou de amar, de procurar um homem que lhe agrade, de beber os cozimentos das plantas abortivas ou de envenenar o filho à nascença, se este não for por ela desejado; de viver na casa que lhe agrada, de possuir o que deseja e de recusar o que odeia. Liberdade do seu corpo, da sua nudez, dos cuidados que ao rosto há-de dar”.</p>
<p style="text-align:left;"><em>Por: Francisco Pedro</em></p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://i1.wp.com/ecosdaselva.wordpress.com/files/2009/04/india.jpg?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[127]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[101]]></thumbnail_height></oembed>