<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Farmácia Central]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://farmaciacentral.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[André A. Correia]]></author_name><author_url><![CDATA[https://farmaciacentral.wordpress.com/author/ventilan/]]></author_url><title><![CDATA[Nada]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O título deste <em>post</em> é exatamente <a href="http://portugaldospequeninos.blogs.sapo.pt/3255312.html" target="_blank">o mesmo de um do João Gonçalves</a>, muito bom, onde remata com «Os maldosos verão neste &#8220;inquérito&#8221; uma tropelia contra Cavaco, Sá Carneiro ou mesmo Soares ou Seguro. Outros, como eu, não vêem nada.» E entretanto lembrei-me do final de um magnífico poema de António Gedeão, que talves se adeque:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Impressão digital</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os meus olhos são uns olhos,<br />
e é com esses olhos uns<br />
que eu vejo no mundo escolhos,<br />
onde outros, com outros olhos,<br />
não vêem escolhos nenhuns.</p>
<p>Quem diz escolhos, diz flores!<br />
De tudo o mesmo se diz!<br />
Onde uns vêem luto e dores,<br />
uns outros descobrem cores<br />
do mais formoso matiz.</p>
<p>Pelas ruas e estradas<br />
onde passa tanta gente,<br />
uns vêem pedras pisadas,<br />
mas outros gnomos e fadas<br />
num halo resplandecente!!</p>
<p><strong>Inútil seguir vizinhos,</strong><br />
<strong>querer ser depois ou ser antes.</strong><br />
<strong>Cada um é seus caminhos!</strong><br />
<strong>Onde Sancho vê moinhos, D.Quixote vê gigantes.</strong></p>
<p><strong>Vê moinhos? São moinhos!</strong><br />
<strong>Vê gigantes? São gigantes!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(Poema tirado <a href="http://www.romulodecarvalho.net/Poemas/Impressao-Digital.html" target="_blank">daqui</a>; o negrito é, evidentemente, meu)</p>
]]></html></oembed>