<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Liberdade Religiosa]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://fundacaoais.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[ACN PORTUGAL]]></author_name><author_url><![CDATA[https://fundacaoais.wordpress.com/author/fundacaoais/]]></author_url><title><![CDATA[Lei da burqa na Holanda destinada ao&nbsp;falhanço]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<header id="story-header" class="story__header">
<div class="story__blurb lead">
<p>Polícia diz que não vai dar prioridade à lei, o que leva autoridades de transportes públicos e hospitais a dizerem que não a vão aplicar.</p>
</div>
</header>
<div id="story-content" class="story__content">
<figure class="story__media media media--image media--action  media--horizontal-medium" aria-label="media">
<div class="flex-media camera">
<div style="width: 847px" class="wp-caption alignnone"><img id="a1nb8s-interchange" class="show-for-sr" src="https://imagens.publico.pt/imagens.aspx/1381021?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=837" alt="Burca" width="837" height="558" /><p class="wp-caption-text">Mulher usando com <i>niqab</i> em Roterdão &#8211; na Holanda a lei permite que a cara seja coberta na rua, apenas não em edifícios públicos e nas redes de transportes <span class="credit">ROBIN UTRECHT/EPA</span></p></div>
</div><figcaption class="caption caption--image"></figcaption></figure>
<aside class="ad-slot ad-slot--margin show-for-large">
<div class="pubVert show-for-desktop"></div>
</aside>
<div id="story-body" class="story__body">
<p>A lei da <em>burqa </em>que entrou esta quinta-feira em vigor na Holanda parece destinada a falhar, porque a polícia já indicou que não vai dar prioridade à ofensa de uso de <em>burqa </em>ou de qualquer coisa que tape a cara, como capacetes ou balaclavas, em edifícios públicos e transportes públicos (mas não na rua).</p>
<p>A lei prevê uma multa de 150 euros para quem a infrinja e vai ser avaliada daqui a três anos – e não nos habituais cinco, por causa das dúvidas em relação à sua aplicação, diz a estação de televisão holandesa NOS.</p>
<aside class="rich-link rich-link--news"></aside>
<div class="supplemental-slot supplemental-slot--margin supplemental-slot--margin-thinner show-for-large"></div>
<p>Não há estatísticas sobre o número de mulheres que usem <em>burqa </em>ou <em>niqab</em>, que tapam a cara, na Holanda, mas estima-se que sejam entre 200 e 400.</p>
<p>“A polícia disse-nos que não vai tratar incidentes num comboio, autocarro ou metro dentro de meia hora, isso quer dizer que ficaríamos parados”, disse o porta-voz das empresas dos transportes públicos Pedro Peters ao jornal <em>Algemeen Dagblad</em>. “O serviço não pode ser interrompido”, sublinhou.</p>
<p>Se os funcionários impedissem uma pessoa de usar um serviço, “o nosso pessoal não terá <em>backup </em>policial”, continuou. “Não cabe aos funcionários impor a lei e passar multas”, concluiu, embora acrescentasse que os funcionários vão informar sobre a existência da lei quem tenha a cara coberta. Só não vão impedir estas pessoas de entrar.</p>
<p>Muitos hospitais também disseram que não vão aplicar a lei, e repetiram o argumento de que esta deve ser uma tarefa da polícia. A polícia mostrou ainda, acrescenta o diário britânico <em>The Guardian</em>, desconforto com a ideia de que mulheres com a cara coberta pudessem ser dissuadidas de entrar numa esquadra de polícia para fazer uma queixa não relacionada como uso da <em>burqa </em>ou <em>niqab</em>.</p>
<p>A ideia da lei da <em>burqa</em> foi proposta em 2005 pelo político anti-islão <a href="https://www.publico.pt/2017/03/12/mundo/noticia/geert-wilders-a-tragedia-do-politico-radical-na-sua-bolha-1764885">Geert Wilders</a>.</p>
<p><a href="https://www.publico.pt/2011/04/12/mundo/noticia/aplicada-a-primeira-multa-a-mulher-de-burqa-em-franca-1489465">França foi, em Abril de 2011, o primeiro país europeu a proibir que se cubra a face em espaços públicos.</a> <a href="http://Dinamarca">Dinamarca</a>, Bélgica, Áustria e Bulgária têm hoje proibições destas em vigor. Na Alemanha, Espanha Itália e Suíça há proibições parciais.</p>
<p>O Comité de Direitos Humanos das Nações Unidas disse, no ano passado, que a legislação francesa é uma violação dos direitos humanos, já que não explicou suficientemente a razão da legislação e esta viola a liberdade religiosa de muçulmanas, numa decisão que foi vista como podendo ter potenciais implicações para outros países com leis semelhantes.</p>
<p>A declaração contradiz um veredicto do<a href="http://www.publico.pt/2014/07/01/mundo/noticia/tribunal-europeu-considera-legitima-proibicao-do-uso-do-veu-integral-em-franca-1661170"> Tribunal Europeu de Direitos Humanos que, </a><a href="https://www.publico.pt/2014/07/01/mundo/noticia/tribunal-europeu-considera-legitima-proibicao-do-uso-do-veu-integral-em-franca-1661170">em 2014</a>, rejeitou que a lei violasse a liberdade religiosa.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
<div class="story__blurb lead">
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div class="story__meta">
<div class="byline-dateline">
<div class="byline">
<address class="byline__author"><a title="Mais artigos de Maria João Guimarães" href="https://www.publico.pt/autor/maria-joao-guimaraes" rel="author"> <span class="avatar byline__avatar"> <span class="avatar__pad"><img id="0fwy5i-interchange" src="https://imagens.publico.pt/imagens.aspx/737866?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=46&amp;h=46&amp;act=cropResize" alt="Maria João Guimarães" /></span></span><span class="byline__name">Maria João Guimarães</span></a> | in <a href="https://www.publico.pt/2019/08/01/mundo/noticia/lei-burqa-holanda-destinada-falhanco-1882023" target="_blank" rel="noopener">PÚBLICO</a></address>
</div>
</div>
</div>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://imagens.publico.pt/imagens.aspx/1381021?tp=UH&db=IMAGENS&type=JPG&w=837]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[837]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[558]]></thumbnail_height></oembed>