<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Liberdade Religiosa]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://fundacaoais.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[ACN PORTUGAL]]></author_name><author_url><![CDATA[https://fundacaoais.wordpress.com/author/fundacaoais/]]></author_url><title><![CDATA[Covid-19. No ano passado o Québec proibiu o véu facial. Agora, poderá impor o uso de&nbsp;máscara]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<div class="innerMaster article-bottom">
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<figure><img class=" js-lazy-picture-loaded" src="https://images.impresa.pt/expresso/2020-05-19-Quebec-Canada/original/mw-860" alt="" /><figcaption>
<pre class="credits">CHRISTINNE MUSCHI/REUTERS</pre>
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<h2 class="lead ">Com as autoridades a recomendarem a utilização de máscaras faciais em público, deixou de ser tabu andar na rua ou em escritórios com a cara tapada</h2>
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<p>O ano passado, a província canadiana do Québec aprovou uma lei que proíbe a trabalhadores do sector público a utilização de símbolos religiosos no trabalho. A medida foi interpretada como tendo por alvo sobretudo o véu usado por muitas mulheres de religião muçulmana, e como tal gerou polémica. Muita gente criticou-a por infringir a liberdade individual e religiosa dos cidadãos, mas sondagens mostraram que uma maioria da população era a favor dela.</p>
<p>O coronavírus trouxe uma reviravolta inesperada. Com as autoridades a recomendarem a utilização de máscaras faciais em público, deixou de ser tabu andar na rua ou em escritórios com a cara tapada. E sendo o Québec, especificamente Montreal, o epicentro da epidemia no Canadá &#8211; dos mais de 78 mil casos no país, 43.600 são nessa província, com 22 mil em Montreal &#8211; a recomendação tem uma urgência particular, com apelos para que se torne obrigatória.</p>
<p>O diretor de saúde pública da província explicou aos jornalistas que não se pode &#8220;infringir direitos individuais em nome de um direito coletivo&#8221; sem um &#8220;bom argumento&#8221;. Motivos de saúde pública têm sido um argumento persuasivo em muitos países que impuseram a obrigação da máscara. E de qualquer forma, como notou ao jornal &#8220;The Guardian&#8221; uma advogada muçulmana que vive em Montreal, Nour Farhat, a lei sobre os símbolos religiosos já &#8220;viola os direitos das minorias religiosas sem uma situação real ou urgente&#8221;.</p>
<p>O &#8220;Guardian&#8221; nota que a lei já permitia exceções à proibição da cobertura facial por motivos médicos, e outro advogado citado no texto invoca que a proibição de fumar em espaços fechados já limitava alguns direitos das pessoas. &#8220;Não se pode pôr toda a ênfase na liberdade e esquecer a vida e a segurança&#8221;, justifica. &#8220;Desde que não seja feito de forma discriminatória.&#8221;</p>
<p><a href="https://expresso.pt/coronavirus/2020-05-19-Covid-19.-No-ano-passado-o-Quebec-proibiu-o-veu-facial.-Agora-podera-impor-o-uso-de-mascara">EXPRESSO</a>| <a href="https://expresso.pt/autores/2015-05-13-Luis-M.-Faria">Luís M. Faria</a> | 19.05.2020</p>
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