<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Gota de Orvalho]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://gotadeorvalho.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[chumani]]></author_name><author_url><![CDATA[https://gotadeorvalho.wordpress.com/author/chumani/]]></author_url><title><![CDATA[A Perfeição da&nbsp;Sabedoria]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>A <u>sexta pétala </u>da flor é a <em>prajna paramita</em>, a perfeição da <strong>sabedoria</strong>. Este é o tipo mais elevado de compreensão, que se situa além de todo o conhecimento, conceitos, ideias e pontos de vista. <em>Prajna</em> é a natureza de Buda que existe em nós. É o tipo de compreensão que tem o poder de nos levar à outra margem, a margem da liberdade, da emancipação e da paz. No Budismo Mahayana a <em>prajna paramita</em> é descrita como a Mãe de Todos os Budas. Tudo o que é bom, lindo e verdadeiro nasce de nossa mãe, a <em>prajna paramita</em>. Ela está em nós, só precisamos atingi-Ia para que ela se manifeste. A Compreensão Correta é a <em>prajna paramita</em>.</p>
<p>Existe muita literatura sobre essa perfeição, e o Sutra do Coração é um dos discursos mais curtos sobre o assunto. A <em>prajna paramita</em> é a sabedoria da não-discriminação.</p>
<p>Se você observar bem a pessoa amada, conseguirá entender o seu sofrimento, as suas dificuldades, e também as suas aspirações mais profundas. E esta compreensão tornará possível o verdadeiro amor. Quando alguém nos entende, sentimo-nos felizes. Se pudermos oferecer compreensão a alguém, este é o verdadeiro amor. A pessoa que recebe nossa compreensão desabrocha como uma flor, e ao mesmo tempo nós também somos recompensados. A compreensão é o fruto da prática. Olhar em profundidade significa estar lá, estar atento, estar concentrado. Ao olharmos em profundidade para um objeto, fazemos com que a compreensão floresça. O ensinamento de Buda ajuda-nos a entender a realidade de forma mais completa.</p>
<p>Olhem <strong>uma onda</strong> na superfície do oceano. Uma onda é uma onda. Ela tem um começo e um fim. Pode ser alta ou baixa, mais bonita ou menos bonita que as outras ondas. Mas, ao mesmo tempo, uma onda nada mais é do que água. A água é o fundamento do ser da onda. É importante que a onda saiba que ela é água, e não apenas uma onda.</p>
<p>Nós também vivemos a nossa vida como indivíduos. Acreditamos que temos um começo e um fim, e que estamos separados dos outros seres vivos. É por isso que Buda nos aconselhou a olhar mais profundamente até atingir o fundamento de nosso ser, o Nirvana. Todas as coisas trazem em si a natureza do Nirvana. Tudo já foi &#8220;nirvanizado&#8221;. Esta é a razão do ensinamento do Sutra do Lótus. Quando contemplamos profundamente, tocamos a natureza da realidade. Ao contemplar uma pedra, uma flor, ou nossa própria alegria, paz, tristeza ou medo, entramos em contato com a dimensão maior do existir, que nos revelará que temos a natureza do não-nascimento e da não-morte.</p>
<p>Nós não precisamos atingir o Nirvana, porque sempre estivemos lá. A onda não tem que procurar água. Ela já é água. Nós somos o alicerce de nosso ser. Quando a onda entende que ela é água, todo o seu medo desaparece. Depois que tocamos o chão do existir, depois que tocamos Deus ou o Nirvana, recebemos a dádiva da ausência de medo, que é a base da verdadeira felicidade. O maior presente que podemos oferecer a outros é a nossa falta de medo. Ao viver com intensidade todos os momentos de nossa vida, tocando o nível mais profundo de nosso ser, estamos a praticar a <em>prajna paramita</em>. A <em>prajna paramita</em> é atravessar para o outro lado com a compreensão, com o <em>insight</em>.</p>
<p>Olhe para a sua situação e veja como é rico internamente. Reconheça que tudo o que tem no momento é um presente. Sem esperar nem mais um minuto, comece a praticar. Quando começar a praticar, vai sentir-se imediatamente mais feliz. <strong>O Darma não é uma questão de tempo. Verifique isso por si mesmo: o Darma pode transformar a sua vida.</strong></p>
<p>Quando está preso à tristeza, ao sofrimento, à depressão, à raiva ou ao medo, não fique na margem do rio em que existe o sofrimento. Passe para a outra margem, onde há liberdade e não existe medo nem raiva. Pratique a respiração consciente, a caminhada consciente, a contemplação profunda, e acabará passando para a margem da liberdade e do bem-estar. Não é necessário praticar por cinco, dez ou vinte anos para conseguir atravessar para a outra margem. Pode atravessar agora.</p>
<p><em>(excertos do livro “A essência dos ensinamentos de Buda” – Thich Nhat Hanh)</em></p>
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