<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[História das Transmissões Militares]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://historiadastransmissoes.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[Coronel José Manuel Canavilhas]]></author_name><author_url><![CDATA[https://historiadastransmissoes.wordpress.com/author/chtransmissoes/]]></author_url><title><![CDATA[As TRANSMISSÕES na GRANDE GUERRA &#8211; Relatório de Soares Branco&nbsp;(5)]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><em>Post do Cor Aniceto Afonso, recebido por msg:</em></p>
<ol start="5">
<li><strong>AS ESCOLAS DE FORMAÇÃO</strong></li>
</ol>
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p>O capítulo II do relatório do capitão Soares Branco, que ocupa cinco páginas, refere-se, em primeiro lugar, à organização e preparação das unidades de telegrafistas e das secções de sinaleiros da 1ª Divisão. Como veremos, a sua principal preocupação é a montagem das escolas de telegrafistas, mas especialmente das escolas de sinaleiros, que ele sabia carecerem de muita instrução para bem desempenharem as tarefas que os aguardavam. É também neste capítulo que Soares Branco aborda a questão da organização inicial da força portuguesa, já que para o responsável do Serviço Telegráfico era essencial saber como se iriam articular as unidades, a fim de planear a forma como lhes seria fornecido o apoio em comunicações.</p>
<p>A alteração orgânica do CEP de uma Divisão reforçada para um Corpo de Exército a duas Divisões, proposta pelo Comando do CEP ao governo português logo em fevereiro de 1917, sob sugestão do chefe da missão britânica junto da força portuguesa, que decerto teve a cobertura dos altos comandos ingleses, desencadeou uma série de ações no sentido de completar os quadros orgânicos em pessoal e material por parte de todos os responsáveis pelos vários serviços de apoio.</p>
<p>Embora as preocupações do capitão Soares Branco estivessem concentradas na instrução dos seus efetivos, tanto telegrafistas e telefonistas, como sinaleiros e outras especialidades do seu âmbito, tomou como prioritária a necessidade de propor o recompletamento dos seus efetivos, na perspetiva de ser constituído um Corpo de Exército a duas Divisões, assim como um Corpo de Artilharia Pesada, como já vimos.</p>
<p>Ainda em fevereiro de 1917, pouco depois da sua chegada a França, Soares Branco propôs algumas alterações nos quadros de pessoal, como recorda no seu relatório:</p>
<p style="padding-left:30px;"><em>“</em><em>Nesta incerteza de efetivos futuros em que ainda continuava, e do número e natureza dos Quartéis-Generais a constituir, propus, e imediatamente foi aprovada e enviada a proposta para a Metrópole, a vinda de 13 praças de te­legrafistas de praça por cada Batalhão de infantaria que marchasse para França, e a vinda de seis oficiais de Engenharia para as ligações da Artilharia. (Nota e proposta de 19-02-17)”.</em></p>
<p>E, logo que teve a certeza da futura constituição do Corpo de Exército, fez ainda outras propostas:</p>
<p style="padding-left:30px;"><em>“Na primeira quinzena de março, tendo tido conhecimento de que o CEP passava a constituir um Corpo de Exército a duas Divisões a três Bridadas, e um Corpo de Artilharia Pesada, submeti à apreciação do Chefe do Estado-Maior em 19-03-17 as seguintes propostas relativamente a pessoal:</em></p>
<ol>
<li><em> Necessidade de se instar pela vinda de 312 telegrafistas de Praça, correspondendo a 13 praças por cada Batalhão de infantaria;</em></li>
<li><em> Necessidade da vinda imediata de seis subalternos de Engenharia a mais do que os Quadros Orgânicos determinavam;</em></li>
<li><em> Criação da Escola de Sinaleiros;</em></li>
<li><em> Necessidade da vinda de uma 3ª Secção de Telegrafistas para o Corpo, além da Secção de Telegrafistas de Praça já existente, ficando cada Divisão com uma Secção de Telegrafistas de Campanha;</em></li>
<li><em> Urgência da chegada a França do material do Trem de Engenharia Automóvel e do pessoal e material da Oficina do Depósito Avançado;</em></li>
<li><em> Criação de Secções de sinaleiros nos Batalhões de Infantaria e nos Grupos de Artilharia”.</em></li>
</ol>
<p>Mas, para além do recompletamento de efetivos, tornava-se necessário adequar também o material orgânico:</p>
<p style="padding-left:30px;"><em>“E na parte referente a material, submeti a aprovação de Sua Exª o General, o quadro completo das dotações de todas as Unidades do CEP, organizado de acordo com o estabelecido como indispensável na presente Guerra, e que foi aprovado em 30-03-17.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Nesse quadro fiz incluir, por prever a sua futura aplicação, uma Secção Automóvel construtora de Linhas de Fio, completa”.</em></p>
<p><strong>As escolas de formação</strong></p>
<p>O que verdadeiramente preocupava, não apenas o capitão Soares Branco, mas todos os responsáveis pelos vários serviços e pelas unidades de linha, era a consciência que tinham da impreparação das tropas portuguesas para a guerra de trincheiras.</p>
<p>Logo em Dezembro de 1916 avançou para França, através de Espanha, um largo conjunto de oficiais e sargentos, num total de cerca de 100 elementos, para organizarem um período de formação das tropas portuguesas. Deviam eles próprios frequentar as escolas inglesas e organizar depois as escolas portuguesas que tinham por missão preparar os militares portugueses para a realidade da guerra, tanto em termos do uso de novas armas e materiais, como no conhecimento de novas táticas e formas de combate.</p>
<p><a href="https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2017/06/21/as-transmissoes-na-grande-guerra-relatorio-de-soares-branco-5/ginastica/" rel="attachment wp-att-5871"><img data-attachment-id="5871" data-permalink="https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2017/06/21/as-transmissoes-na-grande-guerra-relatorio-de-soares-branco-5/ginastica/" data-orig-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/ginastica.jpg" data-orig-size="564,424" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Ginastica" data-image-description="" data-medium-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/ginastica.jpg?w=300" data-large-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/ginastica.jpg?w=564" class="aligncenter size-full wp-image-5871" src="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/ginastica.jpg?w=564&#038;h=424" alt="" width="564" height="424" srcset="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/ginastica.jpg 564w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/ginastica.jpg?w=150&amp;h=113 150w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/ginastica.jpg?w=300&amp;h=226 300w" sizes="(max-width: 564px) 100vw, 564px" /></a>Depois de um período de frequência das escolas britânicas, situadas na região de Étaples, os primeiros instrutores portugueses deram corpo a um plano geral de instrução para as tropas do CEP aprovado em março de 1917. O plano contemplava três períodos – ginástica e palestras; uso da baioneta, de granadas e serviço de patrulhamento nas trincheiras; e instrução especial de acordo com as especialidades ou aptidões de cada um.</p>
<p><a href="https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2017/06/21/as-transmissoes-na-grande-guerra-relatorio-de-soares-branco-5/treino-granadas/" rel="attachment wp-att-5872"><img data-attachment-id="5872" data-permalink="https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2017/06/21/as-transmissoes-na-grande-guerra-relatorio-de-soares-branco-5/treino-granadas/" data-orig-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/treino-granadas.jpg" data-orig-size="564,457" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Treino granadas" data-image-description="" data-medium-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/treino-granadas.jpg?w=300" data-large-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/treino-granadas.jpg?w=564" class="aligncenter size-full wp-image-5872" src="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/treino-granadas.jpg?w=564&#038;h=457" alt="" width="564" height="457" srcset="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/treino-granadas.jpg 564w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/treino-granadas.jpg?w=150&amp;h=122 150w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/treino-granadas.jpg?w=300&amp;h=243 300w" sizes="(max-width: 564px) 100vw, 564px" /></a><a href="https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2017/06/21/as-transmissoes-na-grande-guerra-relatorio-de-soares-branco-5/treino-metralhadoras/" rel="attachment wp-att-5873"><img data-attachment-id="5873" data-permalink="https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2017/06/21/as-transmissoes-na-grande-guerra-relatorio-de-soares-branco-5/treino-metralhadoras/" data-orig-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/treino-metralhadoras.jpg" data-orig-size="564,457" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Treino metralhadoras" data-image-description="" data-medium-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/treino-metralhadoras.jpg?w=300" data-large-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/treino-metralhadoras.jpg?w=564" class="aligncenter size-full wp-image-5873" src="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/treino-metralhadoras.jpg?w=564&#038;h=457" alt="" width="564" height="457" srcset="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/treino-metralhadoras.jpg 564w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/treino-metralhadoras.jpg?w=150&amp;h=122 150w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/treino-metralhadoras.jpg?w=300&amp;h=243 300w" sizes="(max-width: 564px) 100vw, 564px" /></a>As principais escolas portuguesas criadas na zona de concentração do CEP foram as seguintes: a Escola de Emprego de Baioneta, em Mametz; a Escola de Granadeiros, em Marthes; a Escola de Metralhadoras Ligeiras, também em Marthes; a Escola de Metralhadoras Pesadas; a Escola de Tiro, Observação e Patrulhas, em Pacaut; a Escola de Morteiros de Trincheira; a Escola de Gás, em Mametz, entre outras. Passaram por estas escolas milhares de militares que assim se foram familiarizando com os novos armamentos e materiais e também com as novas técnicas e táticas. Também ao nível divisionário foram criadas escolas, em especial de baioneta, metralhadoras, gás e granadas.</p>
<p><a href="https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2017/06/21/as-transmissoes-na-grande-guerra-relatorio-de-soares-branco-5/portugueses-instruc%cc%a7a%cc%83o-gaz/" rel="attachment wp-att-5874"><img data-attachment-id="5874" data-permalink="https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2017/06/21/as-transmissoes-na-grande-guerra-relatorio-de-soares-branco-5/portugueses-instruc%cc%a7a%cc%83o-gaz/" data-orig-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/portugueses-instruccca7acc83o-gaz.jpg" data-orig-size="600,407" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Portugueses instrução gaz" data-image-description="" data-medium-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/portugueses-instruccca7acc83o-gaz.jpg?w=300" data-large-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/portugueses-instruccca7acc83o-gaz.jpg?w=600" class="aligncenter size-large wp-image-5874" src="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/portugueses-instruccca7acc83o-gaz.jpg?w=1024&#038;h=694" alt="" srcset="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/portugueses-instruccca7acc83o-gaz.jpg 600w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/portugueses-instruccca7acc83o-gaz.jpg?w=150&amp;h=102 150w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/portugueses-instruccca7acc83o-gaz.jpg?w=300&amp;h=204 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px"   /></a><a href="https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2017/06/21/as-transmissoes-na-grande-guerra-relatorio-de-soares-branco-5/escola-de-gas/" rel="attachment wp-att-5875"><img data-attachment-id="5875" data-permalink="https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2017/06/21/as-transmissoes-na-grande-guerra-relatorio-de-soares-branco-5/escola-de-gas/" data-orig-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/escola-de-gas.jpg" data-orig-size="564,450" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;Imperial War Museums&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Escola de gas" data-image-description="" data-medium-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/escola-de-gas.jpg?w=300" data-large-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/escola-de-gas.jpg?w=564" class="aligncenter size-full wp-image-5875" src="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/escola-de-gas.jpg?w=564&#038;h=450" alt="" width="564" height="450" srcset="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/escola-de-gas.jpg 564w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/escola-de-gas.jpg?w=150&amp;h=120 150w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/escola-de-gas.jpg?w=300&amp;h=239 300w" sizes="(max-width: 564px) 100vw, 564px" /></a>Depois deste período de instrução, e antes de assumirem responsabilidades na frente, as unidades tipo companhia faziam estágios na frente, junto de unidades inglesas.</p>
<p><strong>A Escola de Sinaleiros</strong></p>
<p>Apesar das preocupações que naturalmente lhe mereciam os telegrafistas e os telefonistas, a verdade é que Soares Branco sabia que o esforço de formação devia ser canalizado para os sinaleiros. É por isso que desde logo planeia a montagem de uma Escola de Sinaleiros, que vem a ser em Quiestede, e apresenta o respetivo programa de instrução:</p>
<p style="padding-left:30px;">“<em>Limitei-me pois a informar o Comando da necessidade de fazer montar uma Escola de Sinaleiros onde fosse completada a instrução das nossas tropas, fosse qual fosse o seu efetivo, e juntamente submetia a aprovação o programa da mesma instrução:</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>As matérias a versar na Escola constavam de cinco Secções:</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>a) lª Secção:</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>telegrafia acústica simples</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>telegrafia acústica de corrente dupla.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>b) 2ª Secção:</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>telefonia acústica (buzzer)</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>telefonia falante</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>c) 3ª Secção:</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>telegrafia ótica com bandeiras, quadros venezianos</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>d) 4ª Secção:</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>escola de guarda-fios</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>e) 5ª Secção:</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Regras de transmissão, receção, classificação de despachos e sua escrituração.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>f) 6ª Secção:</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Breves noções sobre o funcionamento do serviço e dos aparelhos em uso nas estações.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em> </em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>A 6ª Secção seria diretamente dirigida pelo oficial Comandante da Secção de Telegrafistas de Praça.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Para as praças das unidades de telegrafistas era obrigatória a instrução das cinco Secções (1. 2. 3. 4. 5.)</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Às praças de Infantaria era ministrado o ensino das 2ª e 3ª Secções.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Às praças de Artilharia que viessem a frequentar a Escola ser-lhes-ia ministrada a instrução da 2ª, 3ª e 4ª Secções.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Sumariamente, tanto as praças de Infantaria como as da Artilharia era-lhes dado na parte que lhes dizia respeito, noções da 5ª Secção.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>O 1º Exército fornecia-me, por empréstimo, o material necessário e com ele dava começo aos primeiros trabalhos, elaborando uns primeiros esquemas e diagramas para a compreensão dos fullerfones, telefones e telégrafos acústicos que de futuro seriam fornecidos às unidades.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Os novos modelos de aparelhos, como o fullerfone, cuja existência era absolutamente desconhecida em Portugal, e a obrigatoriedade da adoção do telégrafo acústico em vez do telégrafo com fita, complicavam extraordinariamente o serviço, e exigiam dos nossos homens uma prática e qualidades que muitos não possuíam.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>E se o problema era difícil para as tropas telegrafistas, para a Infantaria parecia quase insolúvel de momento”.</em></p>
<p>Entretanto, a situação não se apresentou fácil de resolver, pelas dificuldades de os Batalhões dispensarem o seu pessoal para instrução, uma vez que estavam ainda demasiado desfalcados nos seus efetivos. É para isso que Soares Branco chama a atenção:</p>
<p style="padding-left:30px;"><em>“As primeiras tropas embarcadas para França, e que em troços haviam começado a chegar à zona de guerra na primeira quinzena de fevereiro, constituídas numa Brigada, só no fim de março puderam enviar os quadros para a Escola de Sinaleiros de Quiestede.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Estavam já em 2 de abril em França quase todos os Batalhões de Infantaria, mas a falta de quadros era enorme.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>A custo e por turnos, podiam as unidades dispensar os oficiais e sargentos.</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>A Artilharia que devia criar e instruir as suas Secções de Sinaleiros de grande efetivo, cerca de 60 praças, precisava também de pessoal idóneo para ser instrutor e instruído”.</em></p>
<p><a href="https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2017/06/21/as-transmissoes-na-grande-guerra-relatorio-de-soares-branco-5/cep_treino_inglaterra-2/" rel="attachment wp-att-5876"><img data-attachment-id="5876" data-permalink="https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2017/06/21/as-transmissoes-na-grande-guerra-relatorio-de-soares-branco-5/cep_treino_inglaterra-2/" data-orig-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/cep_treino_inglaterra.jpg" data-orig-size="460,576" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="CEP_treino_Inglaterra" data-image-description="" data-medium-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/cep_treino_inglaterra.jpg?w=240" data-large-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/cep_treino_inglaterra.jpg?w=460" class="aligncenter size-full wp-image-5876" src="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/cep_treino_inglaterra.jpg?w=460&#038;h=576" alt="" width="460" height="576" srcset="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/cep_treino_inglaterra.jpg 460w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/cep_treino_inglaterra.jpg?w=120&amp;h=150 120w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/cep_treino_inglaterra.jpg?w=240&amp;h=300 240w" sizes="(max-width: 460px) 100vw, 460px" /></a>A necessidade de instruir todo o pessoal, em especial os telegrafistas e os sinaleiros era tão urgente, que Soares Branco, não tendo completa resposta aos seus pedidos, se viu obrigado, como refere, a converter um dos oficiais da 1ª Secção de TPF, o tenente Mascarenhas de Menezes, em instrutor de praças sinaleiros de Infantaria. E foi ainda obrigado, apesar de tudo tentar para evitar a situação, a aceitar o oferecimento feito pela Missão Inglesa do tenente Colston para auxiliar e dirigir a instrução dos sinaleiros de Artilharia.</p>
<p>Soares Branco refere com clareza esta situação no seu relatório, já que o recurso a este oficial inglês</p>
<p style="padding-left:30px;"><em>“contrariava o natural desejo de só com pessoal português instruir as nossas tropas, não menos verdade era que este Serviço Telegráfico havia feito a tempo a proposta que tal evitaria, e não menos verdade era também que o Chefe do Estado-Maior por repetidos telegramas fizera ver à Secretaria da Guerra a urgência na vinda dos seis subalternos requisitados desde os primeiros dias de fevereiro e que só em maio deviam começar a apresentar-se”.</em></p>
<p>Mas tudo se processou com toda a normalidade, e o capitão Soares Branco vem a reconhecer que</p>
<p style="padding-left:30px;">“<em>os serviços prestados pelo tenente R.P.A. Colston foram excelentes, e ainda hoje em igualdade de circunstâncias eu procederia como naquela data. Nunca me receei nem receio de aceitar e agradecer a cooperação de oficiais do Exército Inglês, até onde ela pode e deve ser proveitosa e útil”.</em></p>
<p><strong><a href="https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2017/06/21/as-transmissoes-na-grande-guerra-relatorio-de-soares-branco-5/futebol/" rel="attachment wp-att-5877"><img data-attachment-id="5877" data-permalink="https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2017/06/21/as-transmissoes-na-grande-guerra-relatorio-de-soares-branco-5/futebol/" data-orig-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/futebol.jpg" data-orig-size="2661,1847" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="Futebol" data-image-description="" data-medium-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/futebol.jpg?w=300" data-large-file="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/futebol.jpg?w=1024" class="aligncenter size-large wp-image-5877" src="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/futebol.jpg?w=1024&#038;h=711" alt="" srcset="https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/futebol.jpg?w=1024&amp;h=711 1024w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/futebol.jpg?w=2048&amp;h=1422 2048w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/futebol.jpg?w=150&amp;h=104 150w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/futebol.jpg?w=300&amp;h=208 300w, https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/futebol.jpg?w=768&amp;h=533 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px"   /></a>Conclusão</strong></p>
<p>Ultrapassadas as dificuldades deste período inicial, as primeiras unidades portuguesas, ao nível Companhia e depois Batalhão, vão-se aprontando para entrar em linha, substituindo unidades inglesas, evidentemente sob o comando dos seus Batalhões ou Brigadas, como veremos no próximo texto.</p>
<p>Neste período, que se estende aproximadamente de fevereiro a princípios de maio, seguindo-se depois a entrada em linha das Brigadas e finalmente a 1ª Divisão em 10 de julho, o Serviço Telegráfico procurou resolver todos os problemas que resultavam da mudança de missão das unidades portuguesas, mas empenhou-se particularmente na melhoria da formação das suas tropas e dos sinaleiros de Infantaria e de Artilharia, da ação dos quais dependia o bom serviço das ligações em campanha, essenciais para o desempenho do comando de qualquer unidade. Pelos resultados que se foram constatando, o Serviço Telegráfico do Corpo foi eficiente e reconhecidamente eficaz na sua missão.</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://historiadastransmissoes.files.wordpress.com/2017/06/futebol.jpg?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[439]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[305]]></thumbnail_height></oembed>