<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[]]></provider_name><provider_url><![CDATA[http://leplaytime.pt]]></provider_url><author_name><![CDATA[madmad]]></author_name><author_url><![CDATA[https://leplaytime.pt/author/mgalamba/]]></author_url><title><![CDATA[Reclamar por aí]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><img data-attachment-id="3234" data-permalink="https://leplaytime.pt/2014/06/19/chris-marker-uma-rampa-para-o-ceu/icon-08/" data-orig-file="https://leplaytime.files.wordpress.com/2014/06/icon-08.png" data-orig-size="92,91" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="icon-08" data-image-description="" data-medium-file="https://leplaytime.files.wordpress.com/2014/06/icon-08.png?w=92" data-large-file="https://leplaytime.files.wordpress.com/2014/06/icon-08.png?w=92" class="alignnone size-full wp-image-3234 aligncenter" src="https://leplaytime.files.wordpress.com/2014/06/icon-08.png?w=92&#038;h=91" alt="icon-08" width="92" height="91" /></p>
<p><img data-attachment-id="9822" data-permalink="https://leplaytime.pt/2017/02/24/reclamar-por-ai/img_0059/" data-orig-file="https://leplaytime.files.wordpress.com/2017/02/img_0059.jpg" data-orig-size="1224,1530" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;2.2&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;iPhone 5s&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1483894968&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;4.15&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;125&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.03030303030303&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="img_0059" data-image-description="" data-medium-file="https://leplaytime.files.wordpress.com/2017/02/img_0059.jpg?w=240" data-large-file="https://leplaytime.files.wordpress.com/2017/02/img_0059.jpg?w=819" class="alignnone size-full wp-image-9822" src="https://leplaytime.files.wordpress.com/2017/02/img_0059.jpg?w=1224&#038;h=1530" alt="IMG_0059.JPG" width="1224" height="1530" srcset="https://leplaytime.files.wordpress.com/2017/02/img_0059.jpg 1224w, https://leplaytime.files.wordpress.com/2017/02/img_0059.jpg?w=120&amp;h=150 120w, https://leplaytime.files.wordpress.com/2017/02/img_0059.jpg?w=240&amp;h=300 240w, https://leplaytime.files.wordpress.com/2017/02/img_0059.jpg?w=768&amp;h=960 768w, https://leplaytime.files.wordpress.com/2017/02/img_0059.jpg?w=819&amp;h=1024 819w" sizes="(max-width: 1224px) 100vw, 1224px" /></p>
<p>&#8220;Reclame&#8221; é aquela palavra muito gira que me lembro de ouvir da boca do meu pai sempre que queria aludir a alguma forma de publicidade. Atenção que a palavra valia para tudo. <!--more-->Aplicava-se a todos os suportes e a todas as formas publicitárias, sem distinção. Um cartaz, um <em>spot</em> de televisão, um<em> jingle</em> radiofónico, um pacato anúncio de jornal ou um estridente letreiro de néon. Tudo eram &#8220;reclames&#8221;.  (Mas viste isso num reclame, foi? Quando não queria acreditar que fosse possível.) Estávamos rodeados de reclames. Ainda estamos, na realidade, e está cada vez pior. Agora as pessoas são reclames de si próprias e também há quem reclame os outros sem reclamar. Adiante.</p>
<p>Sempre que ele dizia a palavra, eu ficava alerta, olhos arregalados, como se em mim se tivesse acabado de acender &#8211; ao início tremelicante, depois decidida &#8211; uma luz de néon. Aquela era uma palavra gráfica. Como se o anúncio, presenciado ou evocado, estivesse mesmo a chamar a atenção. A dizer bem alto: &#8220;estou aqui&#8221;, &#8220;olha para mim&#8221;, seguido de &#8220;entra&#8221;, ou &#8220;compra-me&#8221;, que é aquela forma imperativa que só aceito porque me traz reminiscências de Alice.</p>
<p>Vem toda esta nostalgia a propósito de uma outra, de uma cidade que já quase não existe, mas que não queremos esquecer. Não queremos que se apague. O mesmo pensam os designers Rita Múrias e Paulo Barata, que andam há alguns anos empenhadíssimos nesta causa, recolhendo e arquivando letreiros e reclames que de outra forma se extinguiriam para sempre. São eles os curadores da exposição<em> <a href="http://www.mude.pt/exposicoes/cidade-grafica_76.html">Cidade Gráfica: Letreiros e Reclames de Lisboa no século XX</a></em>, que pode (e deve, já agora) ver-se até dia 18 de Março, no Convento da Trindade, dentro da programação MUDE FORA DE PORTAS (que prepara outras coisas bem interessantes, mas isso fica para depois).</p>
<p>Vale a pena ir, e não é só porque <a href="https://www.instagram.com/p/BPCvP6OBRgq/?taken-by=misshaymad">dá umas fotos do caraças para distribuir às postas nas redes sociais</a>. Os adultos, se calhar <a href="http://www.assirio.pt/livros/ficha/o-mundo-de-ontem?id=11236796">um bocadinho fartos do mundo de hoje</a>, mergulham na cidade de ontem. As crias vibram, embebidas naquele inacreditável mundo de contorcionismos luminosos e letras impossíveis, e a partir de agora, mesmo rodeados de LEDs desmaiados, sabem reconhecer um néon quando vêem um. Fez-se luz.</p>
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