<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Animação]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://mariaeusebio12av1.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[mariaeusebio12av1]]></author_name><author_url><![CDATA[https://mariaeusebio12av1.wordpress.com/author/mariaeusebio12av1/]]></author_url><title><![CDATA[Lanterna Mágica]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<blockquote><p>«Máquina que mostra, na escuridão, sobre uma parede branca, vários espectros e monstros horrorosos, de tal maneira que as pessoas que não lhe conheçam o segredo julgam que isto se faz por artes mágicas.»</p></blockquote>
<p>Definição de um dicionário do séc. XVIII</p>
<p><a href="https://mariaeusebio12av1.files.wordpress.com/2012/10/imagen-de-guzmanurrero-es.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="252" data-permalink="https://mariaeusebio12av1.wordpress.com/historia/lanterna-magica/imagen-de-guzmanurrero-es/" data-orig-file="https://mariaeusebio12av1.files.wordpress.com/2012/10/imagen-de-guzmanurrero-es.jpg" data-orig-size="500,343" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="imagen-de-guzmanurrero-es" data-image-description="" data-medium-file="https://mariaeusebio12av1.files.wordpress.com/2012/10/imagen-de-guzmanurrero-es.jpg?w=300" data-large-file="https://mariaeusebio12av1.files.wordpress.com/2012/10/imagen-de-guzmanurrero-es.jpg?w=500" src="https://mariaeusebio12av1.files.wordpress.com/2012/10/imagen-de-guzmanurrero-es.jpg?w=500&#038;h=343" alt="" title="imagen-de-guzmanurrero-es" width="500" height="343" class="alignnone size-full wp-image-252" srcset="https://mariaeusebio12av1.files.wordpress.com/2012/10/imagen-de-guzmanurrero-es.jpg 500w, https://mariaeusebio12av1.files.wordpress.com/2012/10/imagen-de-guzmanurrero-es.jpg?w=150&amp;h=103 150w, https://mariaeusebio12av1.files.wordpress.com/2012/10/imagen-de-guzmanurrero-es.jpg?w=300&amp;h=206 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p>A Lanterna Mágica é um aparelho para projecção de imagens sobre vidro pintadas em cores translúcidas. É composta por uma fonte luminosa, que nas primeiras lanternas era uma simples vela ou um candeeiro a petróleo, um reflector, um condensador e uma objectiva. É o primeiro aparelho destinado a projecções colectivas, contrariamente às caixas ópticas ou instrumentos ópticos para olhar individualmente através de lentes, espelhos ou prismas.<br />
As origens deste aparelho espectacular foram investigadas nos mais antigos documentos de óptica. Não existe uma data certa que testemunhe a sua invenção, mas atribui-se ao célebre astrónomo holandês Christiaan Huygens, em 1659, uma das primeiras descrições da lanterna mágica. Alguns anos depois, o<br />
dinamarquês Thomas Walgenstein utiliza a lanterna como aparelho para realizar espectáculos, enquanto o padre jesuíta alemão  Athanasius Kircher aproveita as suas potencialidades, transformando-o num eficaz<br />
instrumento pedagógico, descrito na segunda edição da sua obra ARS LUCIS ET UMBRAE, impressa em Amesterdão em 1671.<br />
A história do progresso técnico e imaginativo desenvolve-se até o fim Séc. XIX. A Lanterna Mágica atinge o seu momento de maior auge no âmbito científico em 1700 quando é utilizada frequentemente nos gabinetes de óptica como instrumento de ensino.<br />
A Lanterna Mágica foi um sucesso extraordinário em todos os meios sociais. A Igreja católica usou-a para ensinar a sua doutrina e também para amedrontar os fiéis mostrando-lhe os horrores do inferno. Tanto servia para espectáculos na rua e passatempo nos salões aristocráticos, como era utilizada por pessoas pouco honestas que a usavam para enganar os ingénuos, levando-os a acreditar que as visões projectadas pela Lanterna fossem arte de bruxaria.  A popularidade e interesse pela Lanterna Mágica levaram ao aparecimento, em muitos países da Europa, de um novo ofício: o de Lanternista ambulante, tal como dois séculos depois aconteceria com o cinema.<br />
No final do Séc. XVIII um novo espectáculo de Lanterna Mágica, denominado Fantasmagoria, faz sucesso em Paris com os seus espectaculares efeitos acústicos, luminosos e pirotécnicos, evocando aparições do passado e monstros terríveis. Robertson, Étienne-Gaspard Robert, físico belga, o inventor deste espectáculo construiu uma lanterna mágica especial – Fantascópio &#8211; montada num suporte móvel que permitia aproximá-la e afastá-la no decorrer das projecções a fim de obter os diversos efeitos especiais. A Lanterna ficava fora da vista do público, por trás da fina tela branca, em frente da qual se sentavam os espectadores na penumbra. As imagens projectadas sobre esse pano transparente surgiam do outro lado, conservado no escuro, como aparições sobrenaturais, fantasmagóricas.<br />
A Lanterna Mágica nunca foi tão solicitada e vendida como a partir da segunda metade do Séc.XIX. Graças à produção em larga escala, as lanternas mágicas entraram nas casas particulares deliciando adultos e crianças com as suas projecções. Eram vendidas em caixas de madeira ou papelão contendo uma lanterna mágica e uma série de vidros que poderiam ser executados pelas crianças contando pequenas histórias.<br />
A Lanterna Mágica estava na moda; multiplicavam-se os espectáculos, cada vez mais aperfeiçoados tecnicamente e esteticamente.  Os mecanismos de animação dos vidros variavam entre os mais simples sistemas de pega e vidros com máscara, utilizados para accionar figuras ou pequenas cenas cómicas, até aos mais sofisticados vidros com caixilho mecânico para animar cromatrópios espectaculares e coloridos, paisagens sugestivas, o movimento dos planetas, num repertório de imagens complexas e harmoniosos movimentos.</p>
<p><strong>A Lanterna Mágica em Portugal</strong> </p>
<p>Não se sabe quando teriam aparecido em Portugal as primeiras Lanternas Mágicas, nem quando se teria dado o primeiro espectáculo público de projecções com um desses aparelhos. Mas, pelo menos, sabe-se que em 22 de Abril de 1800, segundo o refere, na sua correspondência, o Ver. Carl Israel Ruders, capelão da Legação da Suécia junto da Corte de Portugal, foi oferecido ao povo de Lisboa um espectáculo público de Lanterna Mágica. Tal espectáculo integrava-se nos festejos de rua pelo “bom sucesso” da princesa do Brasil que, na madrugada daquele dia dera à luz uma menina, a infanta Maria Francisca.</p>
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