<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Nau Catrineta]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://marujinho.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[marujinho]]></author_name><author_url><![CDATA[https://marujinho.wordpress.com/author/marujinho/]]></author_url><title><![CDATA[Lá Vem a Nau&nbsp;Catrineta]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><a href="https://marujinho.files.wordpress.com/2007/04/logotipo-da-nau.jpg" title="logotipo-da-nau.jpg"><img src="https://marujinho.files.wordpress.com/2007/04/logotipo-da-nau.jpg" alt="logotipo-da-nau.jpg" /></a></p>
<p><strong>Abril de 2007</strong></p>
<p>* Lá vem a Nau Catrineta<br />
que tem muito que contar&#8230;</p>
<p>* De rosa se fez zarpar<br />
para uma nova demanda<br />
é D. José quem comanda<br />
a barquinha em alto-mar<br />
dessa odisseia sem par<br />
de loucos navegadores<br />
ouvi agora senhores<br />
outra história de pasmar</p>
<p>* Da gávea até ao porão<br />
desde a vante até à ré<br />
o nome de D. José<br />
o famoso Capitão<br />
roçava a lama do chão<br />
pela boca do zé-povinho<br />
sempre pronto p&#8217;ró &#8220;caldinho&#8221;<br />
por uma qualquer razão<br />
dava o cú e um tostão<br />
para arranjar &#8220;fofocada&#8221;<br />
na taverna ou na parada<br />
arte em que era campeão</p>
<p>* Do vigia ao artilheiro<br />
do grumete ao calafate<br />
do faxina ao alfaiate<br />
do ratinho ao despenseiro<br />
cada qual o mais lampeiro<br />
vomitava opinião<br />
-&#8220;&#8230; Qual curso de Capitão<br />
nem de sargento lateiro!&#8230;&#8221;<br />
&#8211; vociferava o ferreiro<br />
de malho em riste na mão-.<br />
&#8220;&#8230; ele é tanto Capitão<br />
como eu Juíz Conselheiro!&#8230;&#8221;</p>
<p>* &#8220;&#8230;Na nobre arte da marreta<br />
também sou licenciado<br />
e não ando aí armado<br />
em oficial da treta<br />
enfiado na fardeta<br />
a ostentar os galões<br />
no meio de outros cagões<br />
mestrados na converseta<br />
com formação na palheta<br />
doutos no blá&#8230;blá&#8230;<br />
que é o que temos por cá<br />
a bordo da Catrineta!&#8221;</p>
<p>* Sobre um barril de bagaço<br />
tendo à roda os seus tenentes<br />
estava o alferes Marques Mentes<br />
com um sorriso madraço<br />
conspirava a cada passo<br />
mordido pela inveja<br />
tinha mestria sobeja<br />
na arte d&#8217;armar o laço<br />
roído pelo fracasso<br />
deitava mão à tramóia<br />
cego pela pananóia<br />
de ser Capitão do Paço</p>
<p>* &#8220;&#8230;Desta vez é que está feito<br />
num belo molho de bróculos<br />
posso ver mesmo sem óculos<br />
que o plano fez efeito<br />
o Capitão vai direito<br />
ao fundo, como um tijolo<br />
esta jogada deu golo<br />
fiz um remate a preceito<br />
está o moribundo no leito<br />
ouço o estretor da&#8217;gonia<br />
falhámos com a Casa Pia?<br />
desta acertámos direito!&#8221;</p>
<p>* &#8220;&#8230;O nó que acabais de dar<br />
foi supimpa, meu senhor<br />
mas explique-nos, por favor<br />
como vamos descalçar<br />
a bota, se alguém bufar<br />
por despeito ou por &#8220;vendetta&#8221;<br />
que o que há mais na Catrineta<br />
é quem se faça passar<br />
e se ande a pavonear<br />
com o grau de oficial<br />
quando a verdade afinal<br />
é nem ser cabo de mar&#8230;</p>
<p>* Isto entre a nossa gente<br />
como vós mui bem sabeis!&#8230;&#8221;<br />
&#8221; Ahhh!&#8230; não vos preocupeis<br />
meu camarada tenente<br />
logo, logo num repente<br />
outra &#8220;sopa&#8221; hei-de arranjar<br />
sou perito a preparar<br />
assaz de forma diferente<br />
uns venenos, qual serpente<br />
que tentou Eva e Adão<br />
chegarei a Capitão<br />
nem que ao galo cresça um dente</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://marujinho.files.wordpress.com/2007/04/logotipo-da-nau.jpg?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[]]></thumbnail_height></oembed>