<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[mEiA vOlTa e...]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://meiavolta.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[aNa]]></author_name><author_url><![CDATA[https://meiavolta.wordpress.com/author/areias/]]></author_url><title><![CDATA[a Lua em quarto&nbsp;crescente]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p style="text-align:justify;">chego a casa perto da meia noite e meia. o ar ligeiramente fresco faz-me apressar o passo até à porta do prédio &#8211;<br />
um gigante de sete andares, adormecido. nem um som se ouve, para além do elevador que chamo e as chaves que entram na fechadura.<br />
em monsanto, por detrás das nuvens a lua estava cortada ao meio. nunca tinha reparado nela assim: maravilhosa metade de lua.<br />
horas antes, numa qualquer rua da cidade, o meu professor de projecto elogiou-me o trabalho. eu, cheia de vontade de conseguir agradecer-lhe condignamente e exprimir o que me ia na alma, sorri. olhei-o nos olhos, com a maior felicidade que consegui transmitir, e agradeci. depois, fui à casa de banho e saltei de alegria &#8211; como quando estou no banco dos suplentes e a minha equipa faz golo e eu salto desvairada a festejar. sou tão ridícula!</p>
<p style="text-align:right;">[esta madrugada, às 3:39, terá a Lua completado o ciclo de quarto crescente. partiremos, então para a lua cheia.<br />
tenho tantas saudades do peito pleno de felicidade&#8230;]</p>
]]></html></oembed>