<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[pauloadriano.pt]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://pauloadriano.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[Paulo Adriano]]></author_name><author_url><![CDATA[https://pauloadriano.wordpress.com/author/oitodoonze/]]></author_url><title><![CDATA[A Mata]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><a href="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/517c91f7-601b-4af5-ae93-2262ff2e6dcc.jpg"><img data-attachment-id="2481" data-permalink="https://pauloadriano.wordpress.com/2012/05/23/a-mata/517c91f7-601b-4af5-ae93-2262ff2e6dcc/" data-orig-file="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/517c91f7-601b-4af5-ae93-2262ff2e6dcc.jpg" data-orig-size="640,480" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="517c91f7-601b-4af5-ae93-2262ff2e6dcc" data-image-description="" data-medium-file="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/517c91f7-601b-4af5-ae93-2262ff2e6dcc.jpg?w=200" data-large-file="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/517c91f7-601b-4af5-ae93-2262ff2e6dcc.jpg?w=640" class="alignright size-medium wp-image-2481" title="517c91f7-601b-4af5-ae93-2262ff2e6dcc" src="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/517c91f7-601b-4af5-ae93-2262ff2e6dcc.jpg?w=200&#038;h=150" alt="" srcset="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/517c91f7-601b-4af5-ae93-2262ff2e6dcc.jpg?w=200&amp;h=150 200w, https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/517c91f7-601b-4af5-ae93-2262ff2e6dcc.jpg?w=400&amp;h=300 400w, https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/517c91f7-601b-4af5-ae93-2262ff2e6dcc.jpg?w=100&amp;h=75 100w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px"   /></a>#93, 21-05-2012 @19:41</p>
<p>Esta demanda teve uma particularidade: foi o meu baptismo. Literalmente falando. E já vão ficar a saber por quê.</p>
<p>Desta vez, a minha costumeira saída, foi para os lados de Monte Real, onde habitam dois tesouros ainda por resolver. Se um deles ainda continua a ser uma espinha atravessada na minha garganta, este seria novo para mim.</p>
<p>O dia estava ventoso. Atravessar a estrada dos campos do Lis com ele a soprar contra mim, torna a jornada difícil. Além disso, as nuvens cinzentas que pairavam por cima e o abaixamento de temperatura não auguravam boa coisa. Mas não havia de ser umas condições climatéricas mais austeras a impedir-me de prosseguir.</p>
<p>A aproximação ao ponto zero também foi difícil. A idade não perdoa nas subidas íngremes, mas a motivação que me espreita no fim, torna-me mais forte. Chegados ao local, ou melhor, às redondezas, encosto o veículo à oliveira e, de gps na mão, aprimoro as buscas. Aponta para um local ali em baixo, uma espécie de gruta camuflada pela vegetação selvagem. Pensando melhor, o aparelho pretende-me levar para além da gruta. Sendo assim, terei de fazer uma prospecção mais cuidada do terreno e subir a ladeira que me leva ao topo do monte.</p>
<p>&#8211; Boa tarde!</p>
<p>&#8211; Boa tarde!</p>
<p>Tinha sido apenas um pequeno diálogo no cruzamento com um, pareceu-me, dos proprietários daqueles terrenos que se me atravessava no caminho de enxada ao ombro.</p>
<p>No topo da colina, toca de procurar. A dica não me dizia muito. Todavia, alertava para a paisagem que se estendia diante dos meus olhos, pelo que só podia ser ali. E se ela, a dica, diz para não me picar, o melhor é ter cuidado ali no meio do mato. (Agora, pensando melhor, ela faz todo o sentido: a melhor maneira para não me picar é não me meter nos picos, duh).</p>
<p>Ao procurar com mais atenção, o tesouro aparece facilmente. E tem qualquer coisa de evangélico, sobretudo naquela parte em que as pedras que se transformam em pão.</p>
<p>Deixado o autocolante e guardada a memória da paisagem em fotos, sigo no caminho de regresso.</p>
<p>&#8211; Ó diabo, vem aí borranha!</p>
<p>‘Tá de arrumar o gps no saco, que ainda tem de durar para muitas aventuras, e toca de acelerar a pedalada. A borranha transforma-se em chuva. E a chuva fez com que, em apenas um fôlego, eu chegasse a casa tão depressa como nunca tinha acontecido. E ensopado. E é tão bom tomar um banhinho de água quente depois daquilo…</p>
<blockquote><p>Esta cache tem como objetivo dar a conhecer a pequena (sim, porque com a contrução da nova estrada foi traçada pelas máquinas e pelo alcatrão) mata da vila de Monte Real.</p>
<p>Em idos anos, fora local da prática de Motocross. Ao que parece, uma referência na região. Os habitantes da região preparavam as suas motas e aos domingos faziam competição.</p>
<p>Mais tarde, passou a ser utilizada como &#8220;campo de tiro&#8221; aos pratos. A Associação de Caçadores de Monte Real usava-a para afinar a pontaria.</p>
<p>Hoje em dia, e já bem devastada, é atravessada por Jipes e bicicletas.</p></blockquote>
<p><a href="http://coord.info/GC3EG34"><img src="http://gcvote.com/gcvote.php?bannertype=stars&amp;waypoint=GC3EG34&amp;language=en" alt="" /></a></p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/517c91f7-601b-4af5-ae93-2262ff2e6dcc.jpg?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[440]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[330]]></thumbnail_height></oembed>