<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[pauloadriano.pt]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://pauloadriano.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[Paulo Adriano]]></author_name><author_url><![CDATA[https://pauloadriano.wordpress.com/author/oitodoonze/]]></author_url><title><![CDATA[Vila da Póvoa de Mon&nbsp;Real]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<div data-shortcode="caption" id="attachment_2477" style="width: 210px" class="wp-caption alignright"><a href="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/1433256d-96b9-4153-8c13-a25209d36aa6.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-2477" data-attachment-id="2477" data-permalink="https://pauloadriano.wordpress.com/2012/05/25/vila-da-povoa-de-mon-real/1433256d-96b9-4153-8c13-a25209d36aa6/" data-orig-file="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/1433256d-96b9-4153-8c13-a25209d36aa6.jpg" data-orig-size="640,480" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;U8510&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1039348800&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;4.31&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="Castelo de Monte Real" data-image-description="" data-medium-file="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/1433256d-96b9-4153-8c13-a25209d36aa6.jpg?w=200" data-large-file="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/1433256d-96b9-4153-8c13-a25209d36aa6.jpg?w=640" class="size-medium wp-image-2477" title="Castelo de Monte Real" src="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/1433256d-96b9-4153-8c13-a25209d36aa6.jpg?w=200&#038;h=150" alt="" srcset="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/1433256d-96b9-4153-8c13-a25209d36aa6.jpg?w=200&amp;h=150 200w, https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/1433256d-96b9-4153-8c13-a25209d36aa6.jpg?w=400&amp;h=300 400w, https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/1433256d-96b9-4153-8c13-a25209d36aa6.jpg?w=100&amp;h=75 100w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px"   /></a><p id="caption-attachment-2477" class="wp-caption-text">Castelo de Monte Real</p></div>
<p>#94, 24-05-2012 @19:30</p>
<p>Esta andava-me aqui atravessada na garganta há muito tempo. Meses. E incomodava, como incomoda uma espinha no mesmo sítio. Nem com água, nem com pão resolvia a coisa. A terceira, finalmente, foi de vez. Também havia a possibilidade de não haver duas sem três… mas os deuses do destino estiveram, desta feita, à minha beira. Como a caixita.</p>
<p>No primeiro assalto, num domingo à tardinha, havia um empecilho na zona. Melhor: um casal de empecilhos. Não é que há gente – no caso, pouco mais que adolescentes – que vai namorar para castelos?! Deve ser das vistas, do pôr do sol, sei lá. Ainda andei por lá, tipo estraga isso, durante uma boa dezena de minutos a ver se me desamparavam a loja e me deixassem aceder em paz ao recipientezinho. Tirei umas fotos e tal, vagueei como um perdido e… nada. Tive de bater em retirada com a batalha perdida.</p>
<p>Um dia mais tarde, também num domingo, fui lá. Desta vez, levei a companhia da minha cria. O Joãozito tinha acordado mal disposto da sesta, queria tudo e não queria nada, resmungava, rabujava e rezingava, e até mesmo quando lhe propus uma ida ao castelo ficou naquela quero-não-quero. Com algum custo, lá o ajeitei no carro para ir, mas os humores dele não davam para mais.</p>
<p>Até que… avistada torre, o semblante dele mudou da noite para o dia. Subimos a escadaria de madeira e… OUTRA VEZ!? Um casalito imberbe, que me parecia ser o mesmo da primeira vez, ocupava o local exacto onde estava o ponto zero. Desta feita, com a companhia, tive mais forças. Andámos por ali a deambular no patamar superior do castelo, a escassos metros dos namoraditos, durante a módica quantia de… 45 minutos! O João andavam nas suas sete quintas e sentia-se que nem um rei naquele exíguo espaço. Eu, aguardava pacientemente a retirada do adversário para fazer o registo no taparuére. Divertimo-nos, tirámos fotos, mandámos pedritas lá para baixo. Trinta por uma linha.</p>
<p>O sol punha-se e não havia maneira de bazarem. Tivemos que bazar nós que era quase hora da janta e, antes, ainda tínhamos de ir ver os aviões. Ainda não tinha sido desta, mas valeu pelo bocado bem passado.</p>
<p>À terceira, agarrei na bicla e lá fui. Finalmente. Ufa! Por fim. Já não era sem tempo. Não levei foguetório, mas até que nem era má ideia, dada a importância do momento.</p>
<p>Uma palavra para o local de enquadramento da cache: muito bom, com uma vista magnífica e uma envolvente paisagística que vale a pena.</p>
<blockquote><p>Mergulha na noite dos tempos a origem de Monte Real. Desde os tempos pré-históricos sempre despertou a maior cobiça, tanto pela riqueza do seu solo como pela situação privilegiada, assenta no alto de uma colina dolomítica que domina o Lis. Apesar da sua referência como povoação só aparecer em Outubro de 1292, altura em que foi fundada por D. Dinis, existem vestígios a comprovar a passagem e permanência de povos em épocas mais remotas, romana e até neolítica.</p>
<p>Destes tempos, ainda restam, no alto da colina dolomítica (parte mais antiga de Monte Real), vestígios do antigo Paço Real, reduzido a uma construção restaurada, onde D. Dinis e a Rainha Santa Isabel terão habitado. Ao lado das ruínas dos paços reais, encontra-se, uma capela mandada construir pelo bispo de Leiria, D. Martim Afonso Mexia, na primeira metade do século XVII, para impedir que o Duque de Caminha ali construísse um palácio, destruindo o paço real. Daqui pode-se desfrutar uma vista soberba de vários quilómetros do vale do Lis para montante e para jusante, assim como várias povoaçôes.</p>
<p>Assim, distinguem-se em Monte Real duas partes: a antiga, localizada numa colina dolomítica, que deve o seu nome (Real) à permanência do Rei D. Dinis e sua esposa Rainha Santa Isabel, quando da plantação do Pinhal de Leiria e das obras de enxugo dos campos do Ulmar; e a moderna, localizada na zona mais baixa deve o seu desenvolvimento ao estabelecimento termal.</p></blockquote>
<p><a href="http://coord.info/GCRTE1"><img src="http://gcvote.com/gcvote.php?bannertype=stars&amp;waypoint=GCRTE1&amp;language=en" alt="" /></a></p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/05/1433256d-96b9-4153-8c13-a25209d36aa6.jpg?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[440]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[330]]></thumbnail_height></oembed>