<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[pauloadriano.pt]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://pauloadriano.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[Paulo Adriano]]></author_name><author_url><![CDATA[https://pauloadriano.wordpress.com/author/oitodoonze/]]></author_url><title><![CDATA[Uma questão de verticalidade (ou: parabéns Quéli e&nbsp;Tiago)]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><a href="https://pauloadriano.wordpress.com/?attachment_id=2581#main"><img data-attachment-id="2581" data-permalink="https://pauloadriano.wordpress.com/2012/06/18/uma-questao-de-verticalidade-ou-parabens-queli-e-tiago/dsc05079b/" data-orig-file="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/06/dsc05079b.jpg" data-orig-size="800,600" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="DSC05079b" data-image-description="" data-medium-file="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/06/dsc05079b.jpg?w=200" data-large-file="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/06/dsc05079b.jpg?w=800" class="alignright size-medium wp-image-2581" title="DSC05079b" src="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/06/dsc05079b.jpg?w=200&#038;h=150" alt="" width="200" height="150" srcset="https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/06/dsc05079b.jpg?w=200&amp;h=150 200w, https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/06/dsc05079b.jpg?w=400&amp;h=300 400w, https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/06/dsc05079b.jpg?w=100&amp;h=75 100w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></a></p>
<p>O fim de semana foi diferente. Festivo. Fomos até às margens do Dão participar n&#8221;O&#8221; momento da vida do Tiago e da Quéli. Até aqui tudo bem. Seria um casamento normal, tirando o pormenor de não contemplar cerimónia religiosa. Falo de mim que já fui a muitos enlaces e todos eles se passaram (mais ou menos bem) em igrejas e com direito a padre. Este não.</p>
<p>O Tiago conheço-o há alguns anos. Era ele monitor na colónia de férias de que eu era coordenador. Imediatamente lhe reconheci a excelência no que fazia e a empatia que criava com as pessoas que o rodeavam. Para mim ficará sempre no quadro de honra dos rapazes e raparigas que serviram na casa amarela. E dentro de mim uma vaidade peculiar por tê-lo tido sob as minhas &#8220;ordens&#8221;. Da Quéli não posso dizer muito. Mas se ele a quis para companheira de aventuras, terá a minha estima porque, decerto, partilhará do carácter da sua cara metade.</p>
<p>Voltemos ao casamento. Numa quinta, como muitos. Com convidados, como muitos. Comida em abundância como muitos. E&#8230; honestidade, como poucos.</p>
<p>A cerimónia foi simples. À boa maneira &#8220;civil&#8221;, a senhora funcionária cumpriu a sua função e até disse algumas palavrinhas que passaram bem por homilia. De permeio, os progenitores dos nubentes usaram da palavra para desejarem votos de felicidades. Nesta parte o pai do Tiago disse os votos do dia, palavras essas que mais tarde lhe agradeci pessoalmente por serem a pedrada no charco que precisamos e, sobretudo por revelarem a essência do que deve ser a natureza humana e, neste caso, dos protagonistas da festa.</p>
<p>Declarou-se católico. Com quotas em dia, que é como quem diz, praticante. Que tinha pena, nessa sua condição, por o seu filho não ter optado pela cerimónia religiosa. E deu-lhe os parabéns por isso mesmo. As pessoas querem-se com coluna vertebral; delas espera-se coerência e muita verticalidade nas opções que tomam. Porque não é fácil fazer uma decisão deste calibre. É muito mais agradável fazer as coisas porque é costume, porque é assim que os outros gostam, porque é mais giro&#8230; É agradável e hipócrita.</p>
<p>Estes noivos conquistaram-me por isso: foram fiéis a si próprios e, com isso, provam que essa fidelidade é o &#8220;leitmotiv&#8221; que os manterá unidos e firmes pela vida fora.</p>
<p>Enquanto escrevo isto, assumo inequivocamente a minha opção cristã e a minha religiosidade. E costumo dizer que em 10 casamentos pela Igreja, deverá haver apenas 1 ou 2 que o faz conscientemente e porque essa é a verdadeira opção dos noivos. Todos os outros serão fogo de vista. É duro, mas é verdade.</p>
<p>Quéli e Tiago: obrigado pelo dia. Independentemente do local paradisíaco, dos convidados fantásticos, da comida abundante, agradeço a <strong>vossa</strong> presença na vossa festa. Pode parecer estranho, mas já fui a tantas onde os anfitriões estavam ausentes, deixando a responsabilidade a uma máscara de si próprios. Vocês estiveram connosco e deixa-me feliz saber que tenho amigos assim: que estão e são de forma íntegra. Isso é motivo de sobejo para desejar e ter a certeza de que vão ser felizes.</p>
<p>E deixo-vos com o texto (bíblico, curiosamente) onde se inspira a vossa aliança:</p>
<blockquote><p>Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,<br />
se não tiver amor, sou como um bronze que soa<br />
ou um címbalo que retine.<br />
Ainda que eu tenha o dom da profecia<br />
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,<br />
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,<br />
se não tiver amor, nada sou.<br />
Ainda que eu distribua todos os meus bens<br />
e entregue o meu corpo para ser queimado,<br />
se não tiver amor, de nada me aproveita.</p>
<p>O amor é paciente,<br />
o amor é prestável,<br />
não é invejoso,<br />
não é arrogante nem orgulhoso,<br />
nada faz de inconveniente,<br />
não procura o seu próprio interesse,<br />
não se irrita nem guarda ressentimento.<br />
Não se alegra com a injustiça,<br />
mas rejubila com a verdade.<br />
Tudo desculpa, tudo crê,<br />
tudo espera, tudo suporta.</p>
<p>O amor jamais passará.<br />
As profecias terão o seu fim,<br />
o dom das línguas terminará<br />
e a ciência vai ser inútil.<br />
Pois o nosso conhecimento é imperfeito<br />
e também imperfeita é a nossa profecia.<br />
Mas, quando vier o que é perfeito,<br />
o que é imperfeito desaparecerá.<br />
Quando eu era criança,<br />
falava como criança,<br />
pensava como criança,<br />
raciocinava como criança.<br />
Mas, quando me tornei homem,<br />
deixei o que era próprio de criança.</p>
<p>Agora, vemos como num espelho,<br />
de maneira confusa;<br />
depois, veremos face a face.<br />
Agora, conheço de modo imperfeito;<br />
depois, conhecerei como sou conhecido.<br />
Agora permanecem estas três coisas:<br />
a fé, a esperança e o amor;<br />
mas a maior de todas é o amor.</p>
<p style="text-align:right;"><em>1 Cor 13 1-13</em></p>
</blockquote>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://pauloadriano.files.wordpress.com/2012/06/dsc05079b.jpg?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[440]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[330]]></thumbnail_height></oembed>