<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://revistaalambique.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[revistaalambique]]></author_name><author_url><![CDATA[https://revistaalambique.wordpress.com/author/revistaalambique/]]></author_url><title><![CDATA[Alqueva Transgénico]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><a href="https://revistaalambique.wordpress.com/2012/12/14/alqueva-transgenico/url/" rel="attachment wp-att-725"><img data-attachment-id="725" data-permalink="https://revistaalambique.wordpress.com/2012/12/14/alqueva-transgenico/url/" data-orig-file="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/url.jpg" data-orig-size="1024,558" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="url" data-image-description="" data-medium-file="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/url.jpg?w=300" data-large-file="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/url.jpg?w=1024" class="aligncenter size-full wp-image-725" alt="url" src="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/url.jpg?w=594&#038;h=323" width="594" height="323" srcset="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/url.jpg?w=594&amp;h=323 594w, https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/url.jpg?w=150&amp;h=82 150w, https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/url.jpg?w=300&amp;h=163 300w, https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/url.jpg?w=768&amp;h=419 768w, https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/url.jpg 1024w" sizes="(max-width: 594px) 100vw, 594px" /></a></p>
<p>A multinacional Monsanto (através da sua “academia de estudos” Dekalb) encontra-se a desenvolver em 48 hectares junto a Serpa, um campo de ensaios de variedades de milho. A líder mundial de sementes transgénicas (OGM), referia numa <a href="http://www.clipquick.com/Files/Imprensa/2012/10-19/2/1_1922619_BAB5CF3D1ABFAF16C54149D095C41B1F.pdf">publireportagem</a> neste Diário do Alentejo (19.10) que sendo “certo que o Alqueva está a proporcionar uma mudança nos campos do Alentejo (…) neste sentido, a Dekalb está certa de que a cultura do milho será a mais propícia para iniciar o regadio naquelas terras”. Nessa mesma edição do DA uma reportagem (como tal não paga como a anterior) reiterava a evidência de como “<a href="http://da.ambaal.pt/noticias/?id=2301">A Agricultura Está a Mudar no Alentejo</a>”, exemplificando com a diversidade de culturas que são atraídas para lá do olival intensivo (ou os outrora campos cerealíferos), e que vão desde a papoila para a indústria farmacêutica aos campos de cebolais….</p>
<p>Em 2012 o cultivo de milho geneticamente modificado alcançou em Portugal 9.278,1 hectares, um aumento de 20% relativamente ao ano anterior (que por sua vez registara um crescimento de 60%). A crescente propagação deste milho transgénico (MON810), presente na sua esmagadora maioria na região do Alentejo (5.796,2 ha) nos últimos 3 anos caiu no maior dos silêncios, esmorecida a discussão levantada pelas acções directas anti-OGM em 2007 em Silves. A consolidação de um sistema agro-industrial subjugado às grandes multinacionais (Monsanto, Pioneer, Syngenta…) que monopolizam a venda das sementes transgénicas e dos agro-tóxicos, tem sido legitimada pela agricultura portuguesa. E o campo de ensaios de Serpa é somente mais um passo em frente na estratégia da Monsanto, não meramente para a conquista do mercado possibilitado pelo Alqueva, mas sobretudo para tornar Portugal a sua rampa de legitimização e disseminação em espaço europeu das variedades de milho transgénico, à semelhança do que já iniciara em outros campos experimentais no Alentejo e Ribatejo. Uma escolha óbvia pois o Alentejo é o melhor dos cenários para multinacionais agro-industriais dependentes do sistema por excelência da agricultura latifundiária.</p>
<p><a href="https://revistaalambique.wordpress.com/2012/12/14/alqueva-transgenico/milhogmevolucaoquadro/" rel="attachment wp-att-726"><img data-attachment-id="726" data-permalink="https://revistaalambique.wordpress.com/2012/12/14/alqueva-transgenico/milhogmevolucaoquadro/" data-orig-file="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/milhogmevoluc3a7c3a3oquadro.jpg" data-orig-size="882,623" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="milhogmevoluçãoquadro" data-image-description="" data-medium-file="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/milhogmevoluc3a7c3a3oquadro.jpg?w=300" data-large-file="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/milhogmevoluc3a7c3a3oquadro.jpg?w=882" class="aligncenter size-full wp-image-726" alt="milhogmevoluçãoquadro" src="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/milhogmevoluc3a7c3a3oquadro.jpg?w=594&#038;h=419" width="594" height="419" srcset="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/milhogmevoluc3a7c3a3oquadro.jpg?w=594&amp;h=419 594w, https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/milhogmevoluc3a7c3a3oquadro.jpg?w=150&amp;h=106 150w, https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/milhogmevoluc3a7c3a3oquadro.jpg?w=300&amp;h=212 300w, https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/milhogmevoluc3a7c3a3oquadro.jpg?w=768&amp;h=542 768w, https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/milhogmevoluc3a7c3a3oquadro.jpg 882w" sizes="(max-width: 594px) 100vw, 594px" /></a></p>
<p>Urge relançar e promover a informação e o debate sobre a questão dos OGM, dos seus impactos ambientais, sociais, económicos e no bem-estar dos consumidores, o que significa colocar no topo da agenda do Alqueva e do Alentejo, dois conceitos que convergem entre si: biodiversidade e soberania alimentar.</p>
<p>Uma das consequências mais comprovadas da marcha da Monsanto é a irreversível contaminação genética dos ecossistemas pelos OGM, sendo que a presença desse código genético implica o pagamento das patentes desses genes cobrado pelas companhias. Está para votação no Parlamento Europeu a Nova Lei das Patentes ou Patente Unitária Europeia acerca dos direitos dos agricultores sobre as sementes e animais reprodutores. A sua aprovação significa simplesmente a criminalização dos agricultores que guardem as suas próprias sementes, consideradas propriedade intelectual na forma de material genético patenteado, chegando ao ponto de poderem-se apreender colheitas quando contaminadas por genes patenteados. Mas a maior das facturas advêm da deliberada diminuição da agrobiodiversidade (cerca de 75% no último século), consequência que os transgénicos apenas aceleram, e que nasceu da perspectiva cega da produtividade industrial da agricultura, exemplificada que foi pelas monoculturas de cereais ou recentemente pelos olivais intensivos.</p>
<p>O contra-argumento a esta crítica surge de imediato acenando às necessidades alimentares mundiais, mas o que acontece é que a falta e o excesso de comida estão par a par na desequilibrada produção e distribuição dos nossos recursos. O tal mundo da globalização económica que determina a produção em larga escala de um número reduzido de espécies agrícolas de elevado valor acrescentado (cash-crops como a soja, o milho, a colza e o trigo), em detrimento de centenas de espécies e milhares de variedades de plantas tradicionais, na base da sustentabilidades das populações locais agora subjugadas aos indicies de exportações das monoculturas.</p>
<p>Urge por isso reclamar a nossa soberania alimentar: “a liberdade e capacidade de cada pessoa e cada comunidade de exercer os seus direitos económicos, sociais, culturais e políticos relativos à produção da sua alimentação”. Pelo que lutar pela alimentação é indissociável de reconhecer o direito às sementes. Precisamente o oposto do que a Monsanto e a agro-indústria nos cobra como progresso e desenvolvimento.</p>
<p style="text-align:right;">Filipe Nunes</p>
<p>Crónica de opinião, publicada hoje (14.12) no Diário do Alentejo</p>
<p>P.S.: Nesta mesma semana  foi aprovada no Parlamento Europeu a Nova Lei das Patentes ou Patente Unitária Europeia.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="https://revistaalambique.wordpress.com/2012/12/14/alqueva-transgenico/sementeslivres_titom_web_high/" rel="attachment wp-att-727"><img data-attachment-id="727" data-permalink="https://revistaalambique.wordpress.com/2012/12/14/alqueva-transgenico/sementeslivres_titom_web_high/" data-orig-file="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/sementeslivres_titom_web_high.jpg" data-orig-size="937,1024" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="sementeslivres_titom_web_high" data-image-description="" data-medium-file="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/sementeslivres_titom_web_high.jpg?w=275" data-large-file="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/sementeslivres_titom_web_high.jpg?w=937" class="aligncenter  wp-image-727" alt="sementeslivres_titom_web_high" src="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/sementeslivres_titom_web_high.jpg?w=333&#038;h=363" width="333" height="363" srcset="https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/sementeslivres_titom_web_high.jpg?w=333&amp;h=363 333w, https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/sementeslivres_titom_web_high.jpg?w=664&amp;h=726 664w, https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/sementeslivres_titom_web_high.jpg?w=137&amp;h=150 137w, https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/sementeslivres_titom_web_high.jpg?w=275&amp;h=300 275w" sizes="(max-width: 333px) 100vw, 333px" /></a></p>
<p style="text-align:center;">Saber mais em:</p>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://gaia.org.pt/sosementes">Campanha pelas Sementes Livres</a> (GAIA)<br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://colherparasemear.wordpress.com/"><strong>COLHER PARA SEMEAR</strong></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.stopogm.net/"><strong>PLATAFORMA TRANSGÉNICOS FORA</strong></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://projecto270.blogspot.pt/"><strong>PROJECTO 270</strong></a> (Soberania Alimentar)</p>
<p style="text-align:center;">Ver:</p>
<p style="text-align:center;"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe class='youtube-player' width='640' height='360' src='https://www.youtube.com/embed/gkQN5gopWSU?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;autohide=2&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' allowfullscreen='true' style='border:0;'></iframe></span></p>
<p>&#8220;O Mundo segundo a Monsanto&#8221;. A história da principal fabricante de organismos geneticamente modificados (OGM). Realizado por Marie-Monique Robin, o documentário destaca os perigos do crescimento exponencial das plantações de transgênicos, que, em 2007, cobriam 100 milhões de hectares, com propriedades genéticas patenteadas em 90% pela Monsanto. A pesquisa durou três anos e a levou aos Estados Unidos e a países como Brasil, Índia, Paraguai e México, comparando as virtudes proclamadas dos OGM com a realidade de camponeses mergulhados pelas dívidas com a multinacional, de moradores das imediações das plantações pessoas que sofrem com problemas de saúde ou de variedades originais de grãos ameaçadas pelas espécies transgênicas.</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://revistaalambique.files.wordpress.com/2012/12/url.jpg?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[440]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[240]]></thumbnail_height></oembed>