<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[Saudade, Aveiro! ]]></provider_name><provider_url><![CDATA[https://saudadeaveiro.wordpress.com]]></provider_url><author_name><![CDATA[Júlio Almeida]]></author_name><author_url><![CDATA[https://saudadeaveiro.wordpress.com/author/julio1970/]]></author_url><title><![CDATA[A herdeira das antigas &#8216;mestras&#8217; que transforma trapos em peças de&nbsp;Arte]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p><strong>&#8220;Colorir o dia a dia de trapos&#8221; &#8211; a isso obriga a atividade, e vocação, de Paula Roque, nesta altura do ano sem mãos a medir para tanto corte e costura. As encomendas da quadra de Natal que se aproxima a isso obriga. E é um bom sinal.</strong></p>
<p>A artesã residente em Avanca, concelho de Estarreja, não se deixa acomodar em artigos comuns a tantas outras &#8216;mestras&#8217; do ofício, arriscando surpreender com trabalho diferenciado.</p>
<p>Na montra da Detrapus colocada no Facebook, entre as as últimas novidades, lá surgem os aventais com tecido em ardósia onde é possível desenhar, e apagar, o giz. Modelos especialmente interessantes para os mais novos.</p>
<p>O seu estilo está vincado nas agendas em tecido com capas reutilizáveis, nas malas de jeans reciclados decoradas com imagens de azulejos, nas mochilas, nas carteiras em cortiça ou decoradas com fotografias de motivos regionais, como as fachadas das típicas &#8216;casas pijama&#8217; da Costa Nova (lá está, talvez, a ligação subliminar aos tecidos).</p>
<p>O gosto e o talento são herança familiar. &#8220;A minha paixão pelos trapos tem 45 anos, a minha idade. Nasci numa casa onde mãe e avó trabalhavam no ramo da costura&#8221;, conta.</p>
<p>Paula Roque é de ideias fixas desde pequena nestas coisas dos trapos. &#8220;Apesar de ser frequente a casa encher-se de meninas que aproveitavam as férias escolares para aprender costura, a mim nunca me convenceram, só gostava de perceber o que encaixava com o quê e por que não tentavam fazer diferente. Fui crescendo a observar como faziam.&#8221;</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="268" data-permalink="https://saudadeaveiro.wordpress.com/2017/11/17/a-herdeira-das-antigas-mestras-que-transforma-trapos-em-pecas-de-arte/22814215_1720399704702198_2354495756849102374_n/" data-orig-file="https://saudadeaveiro.files.wordpress.com/2017/11/22814215_1720399704702198_2354495756849102374_n.jpg" data-orig-size="542,960" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="22814215_1720399704702198_2354495756849102374_n" data-image-description="" data-medium-file="https://saudadeaveiro.files.wordpress.com/2017/11/22814215_1720399704702198_2354495756849102374_n.jpg?w=169" data-large-file="https://saudadeaveiro.files.wordpress.com/2017/11/22814215_1720399704702198_2354495756849102374_n.jpg?w=542" class="alignnone size-full wp-image-268" src="https://saudadeaveiro.files.wordpress.com/2017/11/22814215_1720399704702198_2354495756849102374_n.jpg?w=542&#038;h=960" alt="22814215_1720399704702198_2354495756849102374_n.jpg" width="542" height="960" srcset="https://saudadeaveiro.files.wordpress.com/2017/11/22814215_1720399704702198_2354495756849102374_n.jpg 542w, https://saudadeaveiro.files.wordpress.com/2017/11/22814215_1720399704702198_2354495756849102374_n.jpg?w=85&amp;h=150 85w, https://saudadeaveiro.files.wordpress.com/2017/11/22814215_1720399704702198_2354495756849102374_n.jpg?w=169&amp;h=300 169w" sizes="(max-width: 542px) 100vw, 542px" /></p>
<p><strong>Formação na área da moda</strong></p>
<p>Terminado o ensino secundário, seguiu-se a Academia de Moda do Porto e o curso de Estilismo e de Modelação para &#8216;apurar&#8217; as técnicas e definir estilos. &#8220;Percebi que misturar, reinventar era o que me fascinava. Quase tudo está criado, resta fazer a nossa interpretação e pôr o nosso gosto a funcionar. Seja qual for o gosto é sempre válido&#8221;, refere.</p>
<p>Com o diploma de curso na mão, entrou na indústria da confecção, onde passou três anos a criar as coleções de criança da marca. &#8220;Pesando os quilómetros e o esforço para continuar nesse projecto, o primeiro &#8220;sonho&#8221; profissional ficou em suspenso e optou por trabalhar como administrativa numa empresa.</p>
<p>&#8220;Mas como o &#8216;bichinho&#8217; estava lá, não perdia uma oportunidade de criar qualquer coisa e o Carnaval passou a ter um gosto especial. Vestia amigos e filhos. Rapidamente, comecei a vestir a turma inteira dos filhotes&#8221;, relembra Paula Roque.</p>
<p>Ao mesmo tempo, por casa ia fazendo uma ou outra peça (acessórios) para uso próprio. Até que uma encomenda inesperada mudou tudo. &#8220;Uma amiga pediu-me que lhe fizesse uma bolsa de telemovel para oferecer, foi a minha primeira peça vendida. Vieram outras amigas, as amigas das amigas e e uns anos depois, com a criação da página de Facebook, as desconhecidas que passaram a amigas&#8221;, relata.</p>
<p><strong>Irreverência e peças únicas<br />
</strong></p>
<p>Se há quem não veja interesse em aproveitar jeans cortados ou restos de outros tecidos e materiais, Paula Roque encontra aí a matéria prima preferida.&#8221;Podem ser inspiradores. Adoro começar pelo trapo, não é de todo depreciativo. Com trabalho e pode ser Arte, mas um mau trabalho e um tecido torna-se lixo. É a partir do trapo/tecido que começo a trabalhar. Conforme o material, visualizo o produto final&#8221;, dá conta.</p>
<p>A artesã gosta de ser desafiada pelos clientes a trabalhar algo que não esteja no catálogo dos artigos produzidos que apresenta. &#8220;Detesto quando alguém pede um trabalho igual. Gosto de fazer peças únicas. Essa é uma vantagem do trabalho artesanal. Cada peça é cortada individualmente, é trabalhada do início ao fim e nesse percurso podemos ir inventando, acrescentando&#8221;, explica. E dá um exemplo: &#8220;As peças mais originais que faço, são todos os trabalhos que partem da reciclagem dos jeans. Estes são sem dúvida, a cada peça, uma peça única.&#8221;</p>
<p><strong>» Mais informação sobre a Detrapus <a href="https://www.facebook.com/Detrapus" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</strong></p>
<p><strong>» Ver catálogo online Saudade, Aveiro! <a href="http://saudadeaveiro.webnode.pt/products/malas-de-jeans-reciclados-decoradas-com-imagens-de-azulejos/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a></strong>.</p>
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