<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[]]></provider_name><provider_url><![CDATA[http://tictank.pt]]></provider_url><author_name><![CDATA[TICtank]]></author_name><author_url><![CDATA[https://tictank.pt/author/tictank/]]></author_url><title><![CDATA[Alterações climáticas e notícias falsas lideram preocupações globais com a&nbsp;saúde]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>As alterações climáticas e as &#8220;fake news&#8221; representam a maior ameaça à saúde humana nos próximos 25 anos, de acordo com uma investigação feita profissionais de saúde em todo o mundo.</p>
<p>O estudo global revelou que a esmagadora maioria (98%) dos profissionais de saúde quer uma maior cooperação para enfrentar os desafios de saúde criados pela crise climática.</p>
<p>A crise climática está ligada ao aumento da migração devido à globalização e 72% dos entrevistados disseram que isso levou a uma maior resistência aos medicamentos.</p>
<p>O estudo, realizado pela Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene (RSTMH) do Reino Unido, entrevistou médicos, investigadores e outros profissionais de saúde em 79 países.</p>
<p>O relatório resultante, <a href="https://rstmh.org/blog/2019/sep/12/climate-crisis-biggest-threat-future-global-health-says-rstmh-report" target="_blank" rel="noopener">publicado</a> a 17 de Setembro, constatou que a desinformação do paciente e o aumento da visão anticientífica exacerbam as ameaças à prestação de serviços de saúde, especialmente em países de fracos recursos financeiros.</p>
<p>Um total de 91% dos entrevistados disse que governos e organizações sanitárias não estão a fazer o suficiente para se prepararem para o impacto das alterações climáticas na saúde. Um valor semelhante &#8211; 92% &#8211; disse que esse desafio foi associado às pressões impostas aos profissionais de saúde pelas notícias falsas, que, segundo eles, criaram desconfiança no conhecimento e na prova científica.</p>
<p>Tamar Ghosh, directora-executiva da RSTMH, diz que essas tendências podem ser combatidas com um melhor treino em comunicação para investigadores e profissionais de saúde, especialmente nos países mais pobres, onde pessoas com menos acesso à tecnologia podem não ter o conhecimento digital para distinguir entre notícias fiáveis e falsas.</p>
<p>“Os países de fracos ou médios recursos financeiros precisam de combater essa ameaça, pois o ponto crucial da era da &#8216;pós-verdade&#8217; digital é que coloca o ónus de verificar as notícias no leitor, que pode ser uma pessoa sem tempo, energia ou recursos para o fazer”, disse ela à SciDev.Net.</p>
<p>Anit Mukherjee, do Center for Global Development em Washington, DC, acredita que governos, ONGs e organizações internacionais de saúde necessitam de melhorar o uso dos mesmos canais de informação em que os pacientes confiam, incluindo os media sociais.</p>
<p>&#8220;Deixou de ser um sinal ao lado da estrada&#8221;, disse. &#8220;Alguém em quem as pessoas confiam precisa de chegar e usar os mesmos canais de informação e divulgação e bombardeá-las com informação fiável, que pode substituir a informação errada&#8221;.</p>
<p>Apesar das preocupações com as notícias falsas, os mais de 600 participantes no estudo sentiram-se optimistas em relação à tecnologia, com 95% dos homens e 83% das mulheres acreditando que a tecnologia providenciará uma melhor assistência médica global.</p>
<p>No entanto, cerca de 68% dos profissionais de saúde disseram que a tecnologia aumentou a divisão na assistência médica entre países ricos e pobres, porque causa a fuga de cérebros. Cerca de três em cada quatro médicos africanos e dois em três asiáticos disseram-se preocupados com a ida de médicos locais para países mais ricos, em comparação com apenas metade dos colegas na Europa.</p>
<p>&#8220;A tecnologia é inevitável e deve ser usada&#8221;, disse Mukherjee. &#8220;Mas só funcionará quando se tiver mecanismos de saúde básicos adequados e conceber a tecnologia para apoiar isso&#8221;.</p>
<p>Os entrevistados foram questionados sobre os três principais desafios específicos à saúde que esperam enfrentar nos próximos 25 anos. As doenças não transmissíveis, como diabetes e cancro, foram identificadas como o maior problema, seguidas por estirpes virais e parasitas resistentes a medicamentos, e doenças infecciosas emergentes, como o Ébola.</p>
<p>Muitos entrevistados mostraram-se confiantes de que doenças como a poliomielite, dracunculíase e tracoma cegante podem ser erradicadas no próximo quarto de século.</p>
<p>Talvez surpreendentemente, os profissionais de saúde nos territórios mais afetados pelas mudanças e conflitos climáticos foram os que se mostraram mais optimistas em enfrentar esses desafios. Cerca de 63% dos médicos africanos disseram sentir-se optimistas em geral relativamente ao futuro da saúde, em comparação com apenas 42% dos que trabalham na Europa.</p>
<p>A RSTMH apresentou cinco recomendações para a saúde global com base nas conclusões do relatório: combater a crise climática, mais colaboração nas doenças não transmissíveis, combater as desigualdades na saúde, priorizar a qualidade de vida relativamente a prolongar a vida, e garantir que os profissionais de saúde têm acesso à mais recente tecnologia.</p>
<p>Para alcançar este último objectivo, os sectores público e privado devem trabalhar em parceria na investigação e inovação, disse Ghosh. Para garantir que as novas tecnologias beneficiam realmente os profissionais de saúde, as empresas devem “trabalhar em colaboração com os profissionais de saúde desde o início, em vez de vê-las como uma audiência final para o uso da tecnologia”, acrescentou.</p>
<p><em>* Autoria: Inga Vesper</em><br />
<em>* Texto originalmente publicado em <a href="https://www.scidev.net/global/governance/news/climate-change-fake-news-top-global-health-concerns.html" target="_blank" rel="noopener">SciDev.Net</a>.</em><br />
<em>* Imagem: Relatório &#8220;<a href="https://rstmh.org/sites/default/files/files/GlobalHealthReport.pdf" target="_blank" rel="noopener">What does the next 25 years hold for global health?</a>&#8221; (RSTMH)</em></p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://tictank.files.wordpress.com/2019/10/misinformation-rstmh.png?fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[439]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[177]]></thumbnail_height></oembed>