<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[]]></provider_name><provider_url><![CDATA[http://tictank.pt]]></provider_url><author_name><![CDATA[TICtank]]></author_name><author_url><![CDATA[https://tictank.pt/author/tictank/]]></author_url><title><![CDATA[App de português foi bloqueada por&nbsp;Facebook]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>A Chicklopedia, uma aplicação para Android, não obteve autorização da rede social Facebook para usar os dados pessoais dos seus utilizadores.</p>
<p>A aplicação, desenvolvida por Eduardo Alves, classificava as mulheres segundo vários critérios e era a versão para homens de uma outra semelhante, denominada de Lulu e que fazia o mesmo mas por mulheres a classificarem os homens. O seu mercado preferencial era a América do Norte e apresentava-se como a <a href="https://twitter.com/chicklopedialtd" target="_blank" rel="noopener">primeira app neste segmento</a> exclusivamente para homens.</p>
<p>Num processo de tentativa formal de aprovação, o <a href="https://dataviz.nbcnews.com/projects/20191104-facebook-leaked-documents/assets/facebook-sealed-exhibits.pdf" target="_blank" rel="noopener">Facebook explicou ao programador</a> que as suas &#8220;normas de comunidade&#8221; proibiam a classificação de indivíduos sem o seu prévio consentimento. Eduardo Alves devia assegurar a autorização dos utilizadores através de um modelo de &#8220;opt-in&#8221; ou parar a utilização dos dados obtidos no Facebook.</p>
<p>Os avaliadores notam ainda que das três aplicações semelhantes sugeridas por Eduardo Alves para aprovação da Chicklopedia, duas não estavam funcionais.</p>
<p>A apresentação em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jLpud5vs1tw" target="_blank" rel="noopener">vídeo</a> mostra como a app se servia para registo dos seus utilizadores através do Facebook.</p>
<p>A avaliação da rede social aponta que o número mensal de utilizadores activos era baixo (cerca de 660 utilizadores) e que a aplicação parecia &#8220;ligeiramente agressiva sexualmente&#8221; e semelhante a uma outra polaca, a MySIeo.</p>
<p>A 6 de Fevereiro, o <a href="https://www.facebook.com/chicklopediaapp/" target="_blank" rel="noopener">Facebook desactiva a aplicação</a>. No dia seguinte, a Chicklopedia informa a rede social que a aplicação ter sido &#8220;suspensa temporariamente&#8221; afectava financeiramente o projecto quando este estava a investir no plano de marketing. O site da aplicação é actualmente usado para conteúdos pornográficos.</p>
<p><a href="https://www.br.freelancer.com/u/EduardoAlvesTech" target="_blank" rel="noopener">Eduardo Alves</a> formou-se em ciência informática na Universidade Nova de Lisboa, entre 2008 e 2013. Foi o programador-chefe da Chicklopedia entre Fevereiro de 2013 e Maio do ano seguinte. Antes, desempenhou funções técnicas na KitchPack, BetApp ou BTMCleaning.</p>
<p>A troca de emails entre o programador e o Facebook faz parte das <a href="https://www.computerweekly.com/news/252473540/Lawmakers-study-leaked-Facebook-documents-made-public-today#Links" target="_blank" rel="noopener">milhares de páginas de documentos internos</a> que a rede social foi obrigada a disponibilizar ao tribunal.</p>
<p>Os documentos não deviam ter sido divulgados e serviam para o caso judicial em que a empresa Six4Three acusou o Facebook por este ter removido da plataforma social a sua aplicação de pesquisa para fotografias de mulheres em bikini, também em 2014.</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://tictank.files.wordpress.com/2019/11/chicklopedia.jpg?w=1200&fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[330]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[330]]></thumbnail_height></oembed>