<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[]]></provider_name><provider_url><![CDATA[http://tictank.pt]]></provider_url><author_name><![CDATA[TICtank]]></author_name><author_url><![CDATA[https://tictank.pt/author/tictank/]]></author_url><title><![CDATA[O mercado não regulado dos testes à venda&nbsp;online]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>O Infarmed e a Direcção-geral de Saúde (DGS) já alertaram: não convém usar testes rápidos de anticorpos no caso do coronavírus, nem eles devem ser adquiridos pela Internet. A razão é dramática: podem matar.</p>
<p>Na reportagem &#8220;<a href="https://www.occrp.org/en/coronavirus/uncertain-diagnosis-the-murky-global-market-for-coronavirus-antibody-tests">Uncertain Diagnosis: The Murky Global Market for Coronavirus Antibody Tests</a>&#8220;, o Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP) mostra como um homem de 45 anos do Norte da Macedónia faleceu quando os resultados dos testes deram errados.</p>
<p>Rodzer Zekirovski tinha &#8220;todos os sintomas&#8221; do COVID-19 mas não conseguia efectuar um teste no hospital estatal. Em alternativa, adquiriu um teste &#8211; com a etiqueta de fabricado na Holanda e anunciado como de &#8220;elevada qualidade&#8221; &#8211; para obter resultados em minutos.</p>
<p><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe class='youtube-player' width='640' height='360' src='https://www.youtube.com/embed/-z6CnGXDQz0?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;autohide=2&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' allowfullscreen='true' style='border:0;'></iframe></span></p>
<p>O resultado do teste deu negativo. Três dias depois, ele faleceu. Conseguiu finalmente, depois de morto, um teste hospitalar que indicou estar infectado com o vírus SARS-CoV-2.</p>
<p>Nos EUA, o problema é semelhante com as pessoas a terem os sintomas do COVID-19 mas a não conseguirem efectuar os testes para os confirmar. Estes testes analisam se já existiu uma infecção no passado e estão a ser apoiados por clínicas e até pelos governos estatais para dar confiança à população e conseguir a re-abertura da economia. <a href="https://www.propublica.org/video/why-you-cant-always-trust-your-coronavirus-antibody-test-results">O seu uso não dá garantias de fiabilidade</a>.</p>
<p><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe class='youtube-player' width='640' height='360' src='https://www.youtube.com/embed/qtlSu7OhkYE?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;autohide=2&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' allowfullscreen='true' style='border:0;'></iframe></span></p>
<p>Em alternativa a outros testes que podem demorar horas ou dias, estes testes de anticorpos demoram minutos a dar resultados. Mas, como o OCCRP descobriu, é um mercado com &#8220;sérios problemas&#8221;.</p>
<p>Os testes não são fabricados na Holanda mas, embora vendidos pela empresa local Inzek International Trading sob a marca de Biozek, são uma de três marcas disponíveis na Europa e nos EUA. O que estas fazem é rotular os testes com marcas apelativas para produtos feitos na China pela Hangzhou Alltest Biotech.</p>
<p>A sua fiabilidade foi questionada pelo governo britânico e levou ao cancelamento de um contrato de vários milhões de dólares. Mas eles continuaram a ser usados em países como Espanha, Itália, Indonésia, Rússia e até no Vaticano.</p>
<p>Em Portugal, o Infarmed <a href="https://www.infarmed.pt/documents/15786/3464126/Falsifica%C3%A7%C3%A3o+de+testes+r%C3%A1pidos+para+COVID-19/c387f571-51c3-3351-6f03-6715ae8095d9?version=1.1">emitiu</a> a a 4 de Maio passado um alerta sobre estes testes rápidos. Reconhecendo que eles usam &#8220;a marcação CE como símbolo de conformidade com a legislação europeia&#8221;, alguns &#8220;apresentam documentação falsa, documentação técnica incompleta, ou alegações não fundamentadas&#8221;.</p>
<p>A instituição avisou também que estes testes &#8220;são, em regra, menos fiáveis e sensíveis do que os testes de diagnóstico realizados em laboratório, com equipamentos e reagentes específicos&#8221;. O alerta do Infarmed confirmava não ter detectado estes testes falsificados e que eles não devem ser adquiridos pela Internet ou por outra via.</p>
<p>Antes, a 24 de Abril, a DGS falava em sentido contrário <a href="https://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/orientacoes-e-circulares-informativas/orientacao-n-0152020-de-23032020-pdf.aspx">dizendo</a> existir &#8220;no mercado testes de diagnóstico rápido de SARS-CoV-2, mas a informação sobre o seu desempenho clínico é ainda limitada&#8221;. E acrescentava que &#8220;os testes indirectos de detecção qualitativa de anticorpos SARS-CoV-2 devem ser utilizados com precaução, uma vez que se desconhece ainda qual o tipo e a duração dos anticorpos que são desenvolvidos no decurso da infecção e não é possível inferir sobre a sua qualidade neutralizante e/ou capacidade de induzir imunidade&#8221;.</p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://tictank.files.wordpress.com/2020/05/occrpkittest.jpg?w=1200&fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[440]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[293]]></thumbnail_height></oembed>