<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[]]></provider_name><provider_url><![CDATA[http://tictank.pt]]></provider_url><author_name><![CDATA[TICtank]]></author_name><author_url><![CDATA[https://tictank.pt/author/tictank/]]></author_url><title><![CDATA[Para onde vai o&nbsp;teletrabalho]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>O trabalho remoto &#8211; um anglicismo do que se denomina de <a href="https://tictank.pt/?s=teletrabalho">teletrabalho</a> &#8211; é um tema polarizado entre os que o apreciam e os outros.</p>
<p>O comentador Francisco Louçã integrou-se neste segundo campo, daqueles que o aceitam em casos excepcionais mas não como regra.</p>
<p>Louçã <a href="https://postal.pt/sociedade/2020-08-08-Teletrabalho-deve-ser-encarado-como-excecao-e-nao-uma-regra---Francisco-Louca">alertou</a> que &#8220;está a ser apresentado como um conto de fadas&#8221;, que pode levar ao engano por aqueles que acreditam poder ter mais tempo livre ou uma maior disponibilidade para gerir o seu tempo. (Isto até podia ser verdade se os patrões em Portugal funcionassem por projecto e não por horário dispendido).</p>
<p>Para este economista, os trabalhadores enfrentam os problemas de &#8220;estar a trabalhar em casa sujeitos a uma hierarquia e a um horário de trabalho que não conseguem controlar&#8221;, quando têm de gerir uma situação em que não estão vinculados à empresa. Algumas vão considerar ser desnecessário terem trabalhadores, optando por &#8220;empresários em nome individual que eu contrato, a quem não pago Segurança Social&#8221;.</p>
<p>Louçã esquece que como o trabalhador não está vinculado a uma empresa, o seu empenho ou as suas competências podem ser transferidas ou partilhadas com outras fontes de rendimento.</p>
<p>Uma outra visão pertence ao ex-sindicalista Manuel Carvalho da Silva que alerta estar &#8220;em curso uma discussão sobre o teletrabalho muito suportada por opiniões superficiais, sem reflexão acerca do contexto económico, social e político em que vamos viver, sem suporte em estudo científico e empírico indispensáveis&#8221;. Este economista alerta igualmente que &#8220;o perigo de se desvalorizar o teletrabalho é real. E ele não pode tornar-se trampolim de transferência de responsabilidades&#8221;.</p>
<p>O <a href="https://www.esquerda.net/opiniao/teletrabalho-em-tempos-de-pandemia/68404">quadro europeu sobre o teletrabalho data de 2002</a> &#8220;e ainda constitui a principal referência para a regulamentação do trabalho virtual por meio de negociação colectiva e regulamentação estatal&#8221;.</p>
<p>Entre outros pontos, este acordo estabelece que &#8220;o teletrabalho deve ter um carácter voluntário, para o empresário e para o trabalhador envolvido&#8221;, este beneficia &#8220;dos mesmos direitos que as condições de emprego dos restantes trabalhadores&#8221;, o equipamento e a sua manutenção deve ser assegurado pelo empregador, em geral, &#8220;o tempo de trabalho é gerido pelo teletrabalhador no quadro legal&#8221;, devendo prevenir-se &#8220;o isolamento dos teletrabalhadores da comunidade de trabalho da empresa ou organização&#8221;. Em resumo, os &#8220;direitos colectivos dos teletrabalhadores devem ser equivalentes aos dos restantes trabalhadores&#8221;.</p>
<p>A realidade é que o ambiente laboral em teletrabalho é diferente do presencial. As organizações podem exercer uma maior vigilância tecnológica sobre os teletrabalhadores, ao poderem &#8220;monitorizar o paradeiro e o comportamento dos funcionários mais de perto do que nunca, usando ferramentas de vigilância como aplicações móveis, sensores de escritório e algoritmos&#8221; que &#8220;analisam a vasta quantidade de dados que as pessoas produzem enquanto trabalham&#8221;. [act.: <a href="https://www.wired.co.uk/article/work-from-home-surveillance-software">Bosses started spying on remote workers. Now they&#8217;re fighting back</a>]</p>
<p>Ainda <a href="https://sloanreview.mit.edu/article/can-surveillance-ai-make-the-workplace-safe/">segundo a MIT Sloan Management Review</a>, &#8220;mesmo quando não estão no escritório, os funcionários geram um mar de dados através das suas interacções por e-mail, Slack, plataformas de mensagens de texto e instantâneas, videoconferências e chamadas telefónicas&#8221;.</p>
<p>O uso da inteligência artificial (IA) facilita a obtenção de &#8220;diagnósticos automatizados em tempo real que medem a saúde e o bem-estar das pessoas, os seus níveis de risco actuais e probabilidade de risco no futuro&#8221;.</p>
<p>O &#8220;problema de trabalhar em casa&#8221; apresenta outros obstáculos, alguns dos quais ficaram visíveis com a pandemia. Por exemplo, a intuição de que se trabalha mais horas, se organizam mais reuniões e há mais emails para responder &#8220;<a href="https://www.washingtonpost.com/business/2020/08/04/remote-work-longer-days/">está agora suportada em dados</a>&#8221; concretos.</p>
<p>Uma análise a 3,1 milhões de trabalhadores em 21 mil empresas de 16 áreas metropolitanas nos EUA, Europa e Médio Oriente revelou que o dia laboral aumentou em 48,5 minutos logo após o confinamento, o número de reuniões cresceu 13% e foi enviada uma média de mais 1,4 emails diários aos colegas, segundo um <a href="https://www.nber.org/papers/w27612">trabalho</a> do National Bureau of Economic Research.</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="6362" data-permalink="https://tictank.pt/2020/08/11/para-onde-vai-o-teletrabalho/nber/" data-orig-file="https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/nber.jpg" data-orig-size="1000,672" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="NBER" data-image-description="" data-medium-file="https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/nber.jpg?w=300" data-large-file="https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/nber.jpg?w=600" class="size-large wp-image-6362 aligncenter" src="https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/nber.jpg?w=600&#038;h=403" alt="" width="600" height="403" srcset="https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/nber.jpg?w=600&amp;h=403 600w, https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/nber.jpg?w=150&amp;h=101 150w, https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/nber.jpg?w=300&amp;h=202 300w, https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/nber.jpg?w=768&amp;h=516 768w, https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/nber.jpg 1000w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Apesar de cidades como Los Angeles ou Chicago terem regressado aos valores pré-pandemia, <a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2020-08-03/the-pandemic-workday-is-48-minutes-longer-and-has-more-meetings">o mesmo não sucedeu</a> noutras como Nova Iorque ou na Europa.</p>
<p>A tensão existente relativa ao teletrabalho tem dois pontos nevrálgicos: as vantagens entendidas pelo trabalhador e as asseguradas pelo empregador. Assim, &#8220;a mudança para o trabalho remoto tem um grande potencial para a economia dos EUA em geral e benefícios tanto para profissionais como negócios&#8221;, constata o relatório &#8220;<a href="https://content-static.upwork.com/blog/uploads/sites/6/2020/07/23063848/Upwork_Report_WhenWorkGoesRemote_July2020-2.pdf">When Work Goes Remote</a>&#8220;, revelado em Julho pela Upwork. Esta plataforma para trabalho independente já calculou que um em cada cinco trabalhadores vai trabalhar em casa após a pandemia.</p>
<p>&#8220;Em vez de ameaçar o crescimento da produtividade&#8221;, o trabalho remoto tem potencial para reduzir os custos de espaço para as empresas e &#8220;ajudar a disseminar a produtividade pelos EUA por essencialmente criar o maior mercado laboral do mundo&#8221;. Mas, como explicitava Franklin Delano Roosevelt em 1944, &#8220;chegámos a uma clara compreensão do facto de que a verdadeira liberdade individual não pode existir sem segurança económica e independência. Pessoas com fome e sem emprego são a matéria-prima de que são feitas as ditaduras&#8221;.</p>
<p>É esta <a href="https://grounded.substack.com/p/grounded-takeover-the-empowered-economy">tensão constante entre a independência desejada e a necessidade de segurança</a> que começou a ser fortemente abalada como a &#8220;economia do biscate&#8221; (ou &#8220;<a href="https://www.fastcompany.com/90537938/gig-work-used-to-be-a-recession-proof-safety-net-not-anymore">gig economy</a>&#8220;), fortemente identificada com os trabalhadores de plataformas online como a Uber.</p>
<p>Apesar de elogiada como uma nova era para o micro-empreendedorismo (ou economia da paixão ou motivação para as startups ou&#8230;), ela disfarçou a precariedade do mercado laboral, já antes vincada desde os trabalhadores temporários ou &#8220;freelancers&#8221; (ou &#8220;recibos verdes&#8221;) aos pagos ao dia.</p>
<p>Nos EUA, calcula-se que 50 milhões de pessoas estão inseridos nesta &#8220;economia&#8221;. E que 94% dos empregos criados entre 2005 e 2015 foi para este &#8220;trabalho alternativo&#8221;, independente ou temporário &#8211; dando razão ao The Wall Street Journal que falava do &#8220;The End of Employees&#8221; em 1997: &#8220;nunca antes os grandes empregadores se esforçaram tanto para transferir partes dos seus negócios para subcontratados. Da Google ao Wal-Mart, a estratégia reduz os custos das empresas e a segurança no emprego de milhões de trabalhadores&#8221;.</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="6363" data-permalink="https://tictank.pt/2020/08/11/para-onde-vai-o-teletrabalho/grounded/" data-orig-file="https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/grounded.png" data-orig-size="1600,873" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="grounded" data-image-description="" data-medium-file="https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/grounded.png?w=300" data-large-file="https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/grounded.png?w=600" class="size-large wp-image-6363 aligncenter" src="https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/grounded.png?w=600&#038;h=327" alt="" width="600" height="327" srcset="https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/grounded.png?w=600&amp;h=327 600w, https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/grounded.png?w=1200&amp;h=654 1200w, https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/grounded.png?w=150&amp;h=82 150w, https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/grounded.png?w=300&amp;h=164 300w, https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/grounded.png?w=768&amp;h=419 768w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Dada a dimensão deste mercado de trabalhadores sem empregador directo, naturalmente <a href="https://blog.unionproof.com/what-is-the-impact-of-the-gig-economy-on-unionization/">alguns tentaram unir-se em sindicatos</a> enquanto estes se esforçaram por os cativar para as suas causas. [act.: <a href="https://www.theguardian.com/technology/2020/aug/10/uber-lyft-ruling-california-judge">Uber and Lyft</a> ordered by <a href="https://www.protocol.com/uber-lyft-schulman-ruling">California judge</a> to <a href="https://www.theverge.com/2020/8/10/21362460/uber-lyft-drivers-employees-california-court-ruling">classify drivers as employees</a>]</p>
<p>Em resultado disto tudo, já se começa a falar de um &#8220;<a href="https://onezero.medium.com/the-gig-economy-is-failing-say-hello-to-the-hustle-economy-13ae3aa91954">falhanço da economia do biscate</a>&#8220;, com uma evolução para um outro modelo acelerado pela pandemia, a &#8220;hustle economy&#8221; &#8211; &#8220;um mercado de trabalho online no qual trabalhadores dependentes de plataformas [online] criam e monetizam os seus próprios produtos digitais&#8221;. Como na Uber, eles &#8220;precisam de uma plataforma para ter sucesso. Mas o seu trabalho é individualizado, autodirigido e no seu próprio horário &#8211; um &#8216;criador&#8217; não pode substituir outro&#8221;.</p>
<p>Este modelo está a ser adoptado por &#8220;professores desempregados, cozinheiros e dançarinos&#8221;, usando o Patreon, Twitch e OnlyFans. Os números recentes destas plataformas são reveladores. O primeiro conseguiu 100 mil novos utilizadores entre Março e Julho, a Etsy teve 115 mil novos vendedores no primeiro trimestre do ano, período em que os cursos online na Teachable obtiveram 14 mil novos criadores.</p>
<p>O modelo foi teorizado no final do século passado por futuristas da tecnologia como Kevin Kelly, antecipando que &#8220;as redes sociais e as plataformas de pagamento online abririam uma gama de opções de carreira novas e gratificantes&#8221;. Para o teórico organizacional Thomas W. Malone, &#8220;as &#8216;redes electrónicas&#8217; dissolveriam a corporação como a unidade principal da economia e a substituiriam por &#8216;redes flexíveis e temporárias de indivíduos&#8217; que auto-seleccionam os seus trabalhos&#8221;.</p>
<p>O &#8220;movimento&#8221;, a emergir &#8220;ironicamente&#8221; numa sociedade em que os envolvidos são &#8220;capitalistas&#8221;, recorda Karl Marx, para quem apenas os trabalhadores com controlo da produção podiam aproveitar os benefícios espirituais e financeiros do seu trabalho.</p>
<p>Na realidade, porém, este movimento prossegue uma atomização do trabalhador numa concorrência visível ao nível dos estados e das empresas.</p>
<p>No recente trabalho &#8220;<a href="https://www.rand.org/pubs/research_reports/RR4188.html">Economic Competition in the 21st Century</a>&#8220;, as principais conclusões apontam como &#8220;as empresas competem economicamente, assim como as nações&#8221;. Uma &#8220;competitividade económica nacional refere-se geralmente à capacidade de aumentar a produtividade e os padrões de vida&#8221;, à semelhança do que procura o trabalhador num ambiente competitivo onde tem de salientar-se pelas suas competências endógenas (com capacidade de as &#8220;exportar&#8221;, para obtenção do &#8220;investimento directo&#8221;, e assegurar uma &#8220;liderança&#8221; no seu sector produtivo).</p>
<p>O que toda esta evolução demonstra é que, ao abrigo da <a href="https://www.telegraph.co.uk/business/2020/08/11/unemployment-crisis-gathers-pace-730000-jobs-lost-pandemic/">pandemia</a>, o teletrabalho poderá vingar não como uma forma de aligeirar as tarefas laborais dos funcionários mas principalmente como uma diminuição de custos para as empresas que o puderem adoptar. Um exemplo para elaborar estes custos: a Google anunciou em Julho que 200 mil dos seus funcionários vão poder teletrabalhar até ao Verão de 2021.</p>
<p>Nesse sentido, <a href="https://www.theatlantic.com/ideas/archive/2020/08/just-small-shift-remote-work-could-change-everything/614980/">três antecipações sobre como será o futuro do trabalho</a> (em termos económicos, laborais e políticos) parecem fazer todo o sentido.</p>
<p>Em primeiro, a revolução da &#8220;telepresença&#8221; vai afectar companhias aéreas, hotéis ou restaurantes por as pessoas se deslocarem e saírem menos de casa, mas também o sector do vestuário ou dos transportes urbanos.</p>
<p>Como já foi explicado, o &#8220;agenciamento&#8221; pessoal tenderá a aumentar. &#8220;À medida que as pessoas percebem que a sua ligação com o escritório é virtual, mais americanos podem assumir trabalhos paralelos e até mesmo abrir as suas próprias empresas&#8221;, nota ainda a The Atlantic. As ferramentas de interligação &#8220;podem ser re-aproveitadas para se trabalhar sozinho. Engenheiros ambiciosos, criadores de media, profissionais de marketing ou de relações públicas e outros podem estar mais inclinados a agirem por sua conta, em parte porque&#8221; vão compreender como estão sozinhos e podem &#8220;monetizar&#8221; essa independência. Será &#8220;uma nova era de empreendedorismo&#8221; mas &#8220;sobrecarregada por uma pitada de angústia social-existencial&#8221;.</p>
<p>Em terceiro, a deslocação para fora dos centros urbanos não afectará apenas as empresas mas também o trabalhador e a sua família. Este êxodo terá um impacto político, como pode ser visto nos EUA: &#8220;em 2016, Hillary Clinton venceu Manhattan e Brooklyn por cerca de um milhão de votos &#8211; mais do que as margens de vitória de Donald Trump nos estados da Flórida, Arizona, Geórgia, Carolina do Norte, Michigan, Wisconsin e Pensilvânia combinados&#8221;. Assim, os liberais que dominam nas cidades podem conseguir impor-se em locais tradicionalmente mais republicanos.</p>
<p>Em resumo, os trabalhadores vão gastar &#8220;mais dinheiro e tempo dentro das suas casas&#8221;, ficando mais tempo em comunidades online do que fisicamente com colegas, e podem localizar-se por todo o país.</p>
<p><em>Foto: <a href="https://www.flickr.com/photos/58484114@N00/6504504">Frannie 1</a> (<a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/">CC BY-NC 2.0</a>)</em></p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/frannie1.jpg?w=1200&fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[440]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[293]]></thumbnail_height></oembed>