<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="yes"?><oembed><version><![CDATA[1.0]]></version><provider_name><![CDATA[]]></provider_name><provider_url><![CDATA[http://tictank.pt]]></provider_url><author_name><![CDATA[TICtank]]></author_name><author_url><![CDATA[https://tictank.pt/author/tictank/]]></author_url><title><![CDATA[Ajustados à anormal&nbsp;normalidade]]></title><type><![CDATA[link]]></type><html><![CDATA[<p>Na capital do Chile, um prédio exibiu o &#8220;poderoso slogan&#8221; de que &#8220;<a href="https://tictank.pt/2020/04/13/nao-voltaremos-ao-normal-porque-o-normal-era-o-problema/">não voltaremos ao normal, porque o normal era o problema</a>&#8220;.</p>
<p>Com esta imagem, Vijay Prashad, professor de Estudos Internacionais no Trinity College (Connecticut, EUA), salientava como &#8220;agora, no meio do novo coronavírus, parece impossível imaginar um regresso ao mundo anterior, um mundo que nos desamparava mesmo antes da chegada dessas partículas microscópicas mortais. Ondas de ansiedade prevalecem; a morte continua a perseguir-nos. Se existe um futuro, dizemos uns aos outros, ele não pode imitar o passado&#8221;.</p>
<p>É perante este inexistente regresso à normalidade que a Academy of Ideas <a href="https://academyofideas.com/2020/06/do-we-live-in-a-sick-society/">questiona</a> se &#8220;vivemos numa época em que a normalidade se tornou uma doença? A nossa sociedade tornou-se tão corrupta que, quanto mais nos adaptamos a ela, menos funcionais nos tornamos&#8221;?</p>
<p>Ou estaremos num perpétuo desejo de regresso ao passado, em que as pessoas procuram &#8220;restabelecer a ordem e o significado das suas vidas à medida que as nossas sociedades mudam, desejam um retorno ao status quo. Mas voltar ao modo como as coisas eram, embora provavelmente nem mesmo seja possível, não seria benéfico&#8221;.</p>
<p>O Ocidente tem existido &#8220;num estado de doença e declínio há décadas e a normalidade tem sido um padrão corrompido por tanto tempo. O que é diferente agora é que o poder ininterrupto da realidade está a esmagar as ilusões que impediram muitas pessoas de ver a doença da normalidade moderna e que as mantinha a acreditar que conformar-se a tais padrões era o caminho mais seguro a seguir&#8221;.</p>
<p>Há mais de 60 anos, Aldous Huxley avisou: &#8220;as verdadeiras vítimas desesperadas das doenças mentais podem ser encontradas entre aqueles que parecem ser os mais normais&#8230; eles são normais apenas em relação a uma sociedade profundamente anormal. O seu ajustamento perfeito a essa sociedade anormal é uma medida da sua doença mental. Esses milhões de pessoas anormalmente normais, vivendo sem confusão numa sociedade à qual, se fossem seres humanos, não quereriam estar ajustados&#8221;.</p>
<p>Redes sociais, tecnologias de vigilância, artefactos do prolongamento corporal como os telemóveis, podem ser entendidos como mais um contributo numa &#8220;sociedade anormal normalizada&#8221;, que justifica o tema do seguinte vídeo: &#8220;vivemos numa sociedade doente?&#8221;</p>
<p><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe class='youtube-player' width='640' height='360' src='https://www.youtube.com/embed/YH07l10BbZY?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;autohide=2&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' allowfullscreen='true' style='border:0;'></iframe></span></p>
]]></html><thumbnail_url><![CDATA[https://tictank.files.wordpress.com/2020/08/academyofideas-e1597099279208.jpg?w=1200&fit=440%2C330]]></thumbnail_url><thumbnail_width><![CDATA[440]]></thumbnail_width><thumbnail_height><![CDATA[197]]></thumbnail_height></oembed>